Navios da Esperança. Apoio ao combate do COVID-19.

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Durante a pandemia, os navios de assistência hospitalar da Marinha do Brasil têm um importante papel juntos às populações ribeirinhas, principalmente na região do Amazonas e do Pantanal. Situada no norte do país, a Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do planeta, com cerca de 1.700 rios e uma área que ocupa quase ¼ da América do Sul. Para atender a estas comunidades isoladas e sem acesso por via terrestre, a Marinha brasileira mantém uma frota de navios hospitalar, construídos ou adaptados para prestar assistência médica.

A frota, composta por embarcações oficialmente denominadas Navios de Assistência Hospitalar (NaSH), foi idealizada para navegar em rios de águas pouco profundas, prestando atendimento médico em regiões ribeirinhas e isoladas da Amazônia e do Pantanal.  Foram batizados, pelas comunidades isoladas que atendem, de “Navios da Esperança.”

As embarcações possuem heliporto e carregam duas lanchas que podem estender seu alcance em águas rasas e estreitas. Em geral, os navios possuem duas enfermarias com um total de seis leitos, sala de cirurgia, consultório odontológico, laboratório e serviço de radiografia. Além das consultas sanitárias e médicas, estão capacitados para o trabalho de vigilância epidemiológica e no combate às endemias das populações ribeirinhas. O primeiro NaSH, construído para esta finalidade, batizado com o nome do cientista e sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, foi incorporado ao serviço em 1983.

Os “Navios da Esperança” dão suporte a uma ampla política sanitária com ações de medicina preventiva. (Foto: Marinha do Brasil)

A utilização dos navios NaSH na região Amazônica tem reduzido a demanda hospitalar pela população carente e auxiliado os profissionais da saúde no combate à pandemia. As áreas são remotas e as missões desafiadoras, pois há muitas doenças infecciosas e parasitárias nessas comunidades. Os técnicos embarcados recebem orientações e treinamentos no Instituto de Medicina Tropical de Manaus e ainda realizam missões conjuntas com a participação da Marinha dos Estados Unidos (EUA).

A utilização de embarcações para aumentar a capacidade hospitalar tem sido muito utilizada durante a pandemia. Um dos exemplos foi o USNS Comfort. Construído em 1976 como petroleiro, ele foi convertido em navio-hospital em 1987. Durante o período mais agudo da pandemia em Nova York (abril 2020), o grande navio atracou em um píer de Manhattan e ofereceu à população mais de mil leitos e 18 salas de cirurgias para pacientes de coronavírus da cidade.

Os “Navios da Esperança” dão suporte a uma ampla política sanitária com ações de medicina preventiva de imunização contra viroses infantis, patologias endêmicas e controle de doenças transmissíveis; odontologia preventiva; acompanhamento de gestantes, idosos, hipertensos, diabéticos, educação sanitária por meio de palestras ilustrativas; atendimento médico, cirúrgico e odontológico, e sempre atuando de modo integrado e em cooperação com Estados e Municípios assistidos. (Marinha do Brasil – www.marinha.mil.br)