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Hamilton, Ontario, atrai cada vez mais estudantes brasileiros de intercâmbio

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Por Fátima Mesquita

O número de alunos brasileiros que fazem cursos fora do país tem só aumentado. Segundo os dados mais recentes consolidados pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), mais de 300 mil pessoas fizeram as malas e colocaram o pé no avião para ganhar novas competências e experiências pelo mundo afora em 2017. E há mais de uma década o destino preferido desta turma tem sido um só: o Canadá.

O país abocanha 23% deste mercado, ou seja, recebeu impressionantes 70 mil estudantes brasileiros em 2017. E a pesquisa da Belta explica que essa preferência é o resultado de uma coleção de fatores em que pesa, claro, o câmbio favorável, mas a escolha também passa pelo multiculturalismo e a receptividade ao estrangeiro, a segurança pública, a qualidade dos cursos e, sobretudo, a qualidade de vida.

O Canadá aparece mesmo nas primeiras colocações em diversas pesquisas que comparam cidades ou países do mundo todo. No ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), por exemplo, o país é o quinto melhor lugar para se viver – enquanto o Brasil vem em 34º lugar.

Estudar no Canadá. Além do aprendizado do inglês

Dentre as preferências brasileiras em termos de estudo, a prioridade continua sendo o aprendizado do inglês, com uma queda na procura por intercâmbio de ensino médio e um crescimento significativo na demanda por certificações profissionais tipo college, cursos de graduação e programas de mestrado e doutorado.

Isto faz sentido dos dois lados. Numa ponta, as pessoas querem se diferenciar no mercado de trabalho brasileiro. Na outra, o Canadá conta com nove universidades entre as top 200 do mundo, segundo o prestigiado ranking da Times Higher Education em sua versão de 2019.

Para coroar, dependendo do curso, o Canadá permite que o estudante estrangeiro trabalhe até 20 horas por semana. E, após a conclusão, há ainda a possibilidade de se obter uma permissão especial para permanecer no país que, aliás, tem a maior taxa de imigração per capita do mundo. Mas que cidade escolher?

Apesar de ser um país bilíngue, a procura dos brasileiros por cursos de idioma no Canadá é dominada pelo inglês, que garante 80% do mercado, com destaque para as cidades de Toronto e Vancouver. Já para os 20% interessados no francês, os destinos preferidos são Montreal — disparado na frente — e depois Quebec City. Porém, aos poucos os brasileiros tem descoberto uma opção interessante: a cidade de Hamilton.

UM SEGREDO REVELADO: A CIDADE DE HAMILTON

A apenas 68 km de Toronto, Hamilton é um município de médio porte, com pouco menos de 550 mil habitantes. Por abrigar a McMaster – a 4ª melhor universidade do país e a 77ª melhor do mundo – e ainda o respeitado Mohawk College, a cidade tem um clima internacional, inteligente e agitado com um calendário cheio de festivais, eventos culturais e esportivos (os jogos de futebol do Pan rolaram por lá!).

Além disso, Hamilton, que tem um passado industrial muito forte, é muito verde. A cidade divide com sua vizinha, Burlington, um enorme e belo jardim botânico, o Royal Botanical Gardens. E oferece oportunidades incríveis de se ver cervos ao ar livre num cantinho chamado Paradise Cootes, bem próximo do campus central da universidade, em especial durante o inverno.

Situada entre o lago Ontário e o Niagara Escarpment, Hamilton oferece mais de 100 cachoeiras abertas para visitação e belas trilhas para caminhadas com diferentes níveis de dificuldades. Está ainda a poucos quilômetros de distância de Niagara Falls e toda área produtora de vinho.

Outros destaques importantes são a sua incrível rede de hospitais e médicos, alimentada em especial pela escola de medicina da McMaster, e a diversidade da sua população. Afinal de contas, não é em qualquer lugar do Canadá que se pode matar a saudade de casa saindo para comprar quibe, coxinha, azeite de dendê, farofa, chuchu, quiabo e pão de queijo congelado… 

E o melhor: tudo isto com um custo de vida bem mais em conta que o das grandes cidades do país.

Barcos de desejo

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O pai colocou, cuidadosamente, as folhas de jornal na mesa e começou a dobrá-las. Os olhos brilhantes do menino observavam o movimento das mãos dele, montando cada uma das peças, seguidos de um alisar para que o papel adquirisse a forma desejada.

Como um passe de mágica, surgiu um chapéu que o garoto prontamente colocou na cabeça, se sentindo um soldado, um general e começou a marchar alegremente pela sala, batendo com força os pés, um de cada vez, marcando o passo. Em seguida, o pai o chamou e novamente sacou uma nova folha e começou a outra dobradura. O menino correu para a cadeira e alcançou a mesa como se estivesse escalando uma montanha de onde poderia observar as tropas de um inimigo imaginário.

O homem, com paciência, iniciou a montagem do que parecia ser um outro chapéu. Mas, de repente, em outro passe de mágica, as mãos paternas o transformaram em um barco, que apareceu grande e majestoso.

O menino apanhou o barco e o pai lhe disse:

– Agora, você escreve um desejo dentro dele e vamos procurar algum curso d’água para que ele possa navegar.

O menino olhava com incredulidade, tentando entender o que ele queria dizer com isso. O pai, percebendo a dificuldade do menino em entender, explicou que um curso d’água poderia ser um rio, as águas de um bueiro, uma correnteza de chuva.

– E depois? O barco some? – perguntou o menino.

– Sim, e com ele o desejo se vai. – respondeu o pai.

– Vai até onde?

– Vai até o lugar aonde a água o levar, e com ele o desejo. Como não sabemos de onde vem a satisfação dos nossos desejos, ele vai chegar a esse lugar imaginário, alguém vai ler o bilhete e satisfazer o desejo, desde que a pessoa que o pediu tenha um bom comportamento; seja um menino legal, entendeu?

O garoto não sabia o que pedir, mas pediu naquela hora que o pai lhe ensinasse como fazer aqueles brinquedos, usando as folhas de jornal. O pai pegou outra folha e foi assim ensinando o menino a confeccionar muitos chapéus e muitos barcos, que ele usava para brincar as suas batalhas de brinquedo.

Um dia, ao voltar da escola, encontrou a mãe com os olhos cheios de lágrimas, e perguntou.

– Por que você está chorando, mamãe?

– Seu pai foi embora, meu filho!

– E por quê?

– Porque ele quis. Não se sentia mais feliz, queria conhecer o mundo e disse que não servia para ser pai, marido. Agora, estamos sós.

O menino olhava a frota de barcos que o pai lhe ensinara a fazer, e pensou que talvez em alguns daqueles barcos, que existiam de verdade, estaria o seu pai, conhecendo o mundo e se preparando para aprender muitos outros truques; e que, na sua volta, ele ensinaria todos eles, fabricando aviões, carros e todos os veículos.

Quando chovia, e a rua se enchia de água, o menino colocava o desejo dentro de um barco de papel, e lá ia aquele pedaço de jornal navegando pelas águas amarelentas da rua, levando para um lugar distante e desconhecido o pedido para que um dia o pai voltasse.

O menino soltou muitos barcos pelas águas, em qualquer água que encontrasse. Cresceu, e um dia desistiu de fabricá-los, resolvendo seguir a sua vida.

Tempos depois, casado e com um filho a perambular pela casa, e a pedido da mulher, que não sabia o que fazer para distraí-lo em dia de chuva, pensou em algum divertimento que ele pudesse fazer. Ele pegou uma das folhas do jornal que lia e começou a fazer um chapéu e o colocou na cabeça.

Seu filho, vendo aquele brinquedo estranho na cabeça do pai, pediu-lhe que fizesse um para ele. Atendeu ao seu pedido e, rapidamente, fabricou outro e o colocou na cabeça do menino.

O garoto saiu pela casa marchando e marcando os pés no chão. O pai sorriu e, pegando outra folha de jornal, fabricou um barco e o mostrou ao menino, no momento em que virava o chapéu e o transformava no novo brinquedo.

Os olhos do menino brilharam e ele perguntou como ele sabia fazer aquilo.

Ele respondeu:

– Quem me ensinou foi meu pai.

– O meu avô?

– Sim, o seu avô.

– E onde ele está?

– Não sei, eu não sei para onde ele foi.

– E o que eu posso colocar dentro desse barco?

– Pode colocar um desejo, falou o pai, não deixando que uma lágrima descesse pelo rosto. O que o fez se arrepender do que dissera.

– Então, eu vou colocar um desejo, disse o menino, rapidamente.

E, mesmo antes de ele responder, um papel e um lápis apareceram nas mãos dele para escrever um bilhete, enquanto passava para o pai um outro papel, para que ele também fizesse um pedido. O pai, diante da alegria do filho, não se atreveu a negar. E as suas mãos trêmulas preencheram o pequeno pedaço de papel.

Logo depois, o garoto perguntou:

– E onde podemos colocar nosso barco, levando nossos desejos?

O pai olhou para fora e descobriu que a chuva havia passado.

– Podemos soltá-lo na correnteza que ainda passa na rua!

O menino puxou o pai pelas mãos, levando-o para fora, sob os protestos da mãe que os chamava para almoçar. Para o pai era como se o tempo retornasse por um instante. Na rua, o menino colocou o seu bilhete no barco e pediu ao pai que ele colocasse, também, o seu desejo. O pai, constrangido, colocou o seu bilhete e o menino pousou, suavemente, o brinquedo de papel na correnteza, que, rapidamente, o transportou pela rua abaixo.

Os dois ficaram na calçada, cada um com um chapéu de papel na cabeça, observando o barco sumir no final da rua. Enquanto o menino pulava de alegria, tentando vê-lo, o pai, atrás dele, tinha o olhar perdido no horizonte.

A branca adormecida

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Clara olhava para o seu jardim, em um momento em que procurava inspiração para seus escritos. Olhava para aquelas flores, plantas, pássaros voando e percebia que alguma coisa faltava ali, no meio de todo aquele verde. Subitamente, a inspiração passou do papel para a vida real, com a natureza a sua frente.

– Falta a água, ela pensou.

E por que não um laguinho para enfeitar todo aquele verde?

Pegou o telefone e contratou o serviço de um pedreiro que em tempo recorde complementou um belo lago com um chafariz. Era como um renascimento. Algumas árvores começaram a crescer além da conta e outras começaram a dar frutos, inclusive uma inusitada macieira.

Voltou para a tela em branco do computador, aberto diante da luz externa que a cada dia ia sumindo, à medida que as árvores iam tomando conta, seguida do barulho do chafariz, que se assemelhava a uma cascata longínqua, recolhendo-se para conseguir uma boa inspiração. E o cursor permanecia ali, piscando, como um desafio: “Decifra-me ou devoro-te”, na busca de uma história qualquer. Pensou, então, que não é uma história que se busca mas, … Que história ela tinha para contar?

O seu olhar subiu para o jardim, cada vez mais escuro em contraste com a tela iluminada do computador, e pela ausência do sol e o longo período sem sair de casa, ela notou que a pele ia tomando uma cor pálida e ficando muito branca; foi ficando branca, branca como a neve, e sentia que mais alguma coisa faltava para complementar aquele jardim.

– Faltavam bichos? Faltava gente? novamente ela pensou.

Mas já havia pássaros, que dessa vez providenciavam ninhos, mas, outros animais, estes não havia.

Na falta deles encomendou pela internet sete anõezinhos de jardim. Acomodou-os enfileirados como se estivessem caminhando ou para uma casa ou para uma mina que não existia.

Novamente, diante do palco embranquecido do computador o cursor piscava clamando alguma inspiração para começar: “Era uma vez…”. Mas, não existiam mais vezes. Tudo era a mesma coisa. Os telefonemas dos amigos clamavam para que ela abandonasse a busca de ideias, largasse essa coisa de escrever, escrever…, e viesse procurá-los. Mas ela resistia e ficava muda e parada diante de “Era uma vez…”.

– O quê? ela se perguntava.

A macieira floriu e seus frutos vermelhos e apetitosos começavam a aparecer no meio do jardim. Da rua, mal dava para distinguir a casa e da casa mal se via a rua. Não lembrava mais dos vizinhos, como eram, o que faziam, e ficava diante daquele cursor impertinente a clamar: “Era uma vez…”.

Por alguns momentos, enquanto olhava a mata que se fechava diante dela, julgou ouvir os anõezinhos enfileirados, com suas pás e picaretas nos ombros, a cantar a conhecida canção “Eu vou, eu vou…”, e desapareciam debaixo da casa no trabalho da mina imaginária.

A perseguição por uma história continuava e a cada dia ela parecia mais distante. Foi quando adormeceu, mais uma vez, na mesa do computador e a ideia que ela queria não dava os ares de sua graça.

Ligou o João, o Frederico, mas para cada um deles ela dava as desculpas mais infantis para não sair de casa. A mata cresceu um pouco mais e a rua tinha sumido por completo, a casa se tornou pequena, e pôde jurar ver que os anõezinhos já não se contentavam com o jardim e decidiram adormecer dentro da sua casa.

Acendiam a lareira, contavam histórias uns para os outros e de vez em quando perguntavam sobre a sua vida, o que ela fazia, e se poderiam ajudar.

Um dia, bateram à porta.

– Quem é?

Ele respondeu:

– Sou eu, o Marquinhos, lembra?

Era o seu vizinho. Um sujeito sardento, com espinhas no rosto, variando a sua idade, se bem lembrava. Sempre com um andar desengonçado, umas roupas que mal combinavam umas com as outras. Os sapatos eram tênis surrados, cansados das partidas de futebol. Um horror! Essa era a imagem que tinha dele, e lá de dentro ela perguntou, novamente.

– O que você quer, Marquinhos?

– Nada, só queria conversar. Há tanto tempo não nos vemos. Agora tem uma mata enorme entre nossas casas.

– E daí? perguntou, quase com raiva.

– Tem também uma macieira. E como você não colheu nenhuma eu decidi que poderíamos comer um destes frutos juntos.

– Que ideia é essa de mexer na minha macieira, seu enxerido?

Brava ela abriu a porta e se deparou com um moço belo, tão belo, que ela ainda não havia percebido quanto tempo esteve adormecida.

Meu Canadá #4 – Larisa Santiago

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Brazilian Wave quer conhecer o seu Canadá através de suas experiências e opiniões. Conheça o Canadá da cantora e compositora Larisa Santiago. Larisa participou do Wave On-The-Go, o podcast da Wave. Confira no link http://bit.ly/2V9Em0m


  • De onde você é?  Belo Horizonte, Minas Gerais
  • Qual cidade você mora no Canadá? Toronto, Ontário
  • Há quanto tempo no Canadá?  Oito anos
  • O que você faz no Canadá? Sigo profissão de cantora e compositora

Por que o Canadá?

Eu escolhi o Canadá para ser meu intercâmbio quando tinha 17 anos. Eu sempre quis falar inglês fluentemente, e quando quase alcancei o nível de professora em uma Cultura Inglesa, achei que era hora de fazer um intercâmbio e juntar todas as peças do meu inglês. Como eu também queria seguir o meu sonho de uma carreira artística, escolhi um High School que possuía um currículo artístico muito forte. Eu acabei me apaixonando pela escola e pelo país. O tão planejado 1 ano de intercâmbio, acabou virando 2 e aí fui aceita na Universidade de Toronto depois de me formar no ensino médio e hoje tenho a minha permanência no Canadá.

Algo que você gosta sobre o Canadá

Eu adoro o jeito amigável e aberto do canadense. Muita gente fala que os norte-americanos são pessoas geladas, mas achei o oposto. É muito fácil interagir com as pessoas aqui – desde a amizade até o profissional. Você consegue, por exemplo, mandar um e-mail para alguém que você tenha vontade de conversar e aprender mais sobre a carreira dela e a pessoa concordar em tomar um café com você e conversar. Isso eu acho incrível no Canadá!

Eu também gosto muito dos diferentes cenários que o Canadá tem – por exemplo, Victoria é completamente diferente de Toronto – o país tem uma variedade natural imensa e é muito lindo. Sem tirar que você consegue aprender sobre cada cultura do mundo sem sair do país. A multiculturalidade do Canadá também é uma coisa que me encanta muito. Para mim é muito difícil falar só uma coisa que eu goste do Canadá haha! 

Algo que você não gosta sobre o Canadá

O inverno – e olha que acho que até o próprio canadense não gosta…haha. Faz muito frio por aqui. E quando faz esse frio, a saudade do Brasil aperta com força e as vezes me pergunto “Porque eu to aqui?” – mas aí o inverno passa e Toronto fica ainda mais encantadora, durante a primavera e o verão.

Um lugar que você gostaria de visitar no Canadá

Eu tenho vários lugares que eu gostaria de visitar, mas um especialmente é Banff. Vejo fotos de lá e é a coisa mais linda! Também tenho vontade de visitar Montreal, Ottawa e Kelowna.

Um lugar favorito no Canadá

Victoria foi a primeira cidade em que morei no Canadá e foi onde aprendi a falar inglês de fato. Fiz os meus dois últimos anos de ensino médio por lá e assim conheci de pertinho a cultura canadense. Eu fui muito bem recebida e conheci pessoas que são meus amigos até hoje. Victoria, podemos dizer, é o meu lugar de batismo no Canadá. Foi a minha primeira impressão do país e sempre terá um lugar guardado no meu coração. Lá é minha segunda casa no Canadá, digamos, depois de Toronto. Minha melhor amiga é de lá, então sempre que posso, volto para aquela cidade.

Qual conselho ou sugetão vc daria pra quem gostaria de vir pra cá?

A minha situação de sair de casa foi bem diferente das muitas pessoas. Para os estudantes que ainda estão no ensino médio e planejando um intercâmbio, eu 100% recomendo o Canadá. Se você está procurando por um lugar para morar também, eu totalmente recomendo. A única diferença, eu acho, é que quando você vem durante a sua adolescência, o processo de adaptação é mais fácil de quando você é adulto.

Fora outros requisitos – como adulto, na maioria das vezes, se você quer imigrar, tem que já ter um trabalho aqui, ou aplicar pela permanência, aspectos diferentes.

Para estudantes, eu acho que tem que ser feita uma pesquisa bem feita de onde a pessoa quer estudar e qual a localização. Já para os adultos, eu acho que a pessoa tem que ter já feito um planejamento financeiro muito bem feito e se preparar para encarar trabalhos pesados no início, porque, mesmo que a pessoa tenha visto de trabalho, as vezes entrar no próprio ramo de trabalho que fazia no Brasil não é fácil. Aqui as empresas não aceitam diploma de outros países – de uma forma ou outra, a pessoa tem que ter alguma formação academica canadense. Eu acho que a sugestão final que eu daria é de pesquisar bem o que você quer fazer, aprender tudo que puder sobre o país e fazer um plano realista (desde financeiro, educacional – aprender inglês, fazer um college/universidade, até moradia). Mudar de um país ao outro não é fácil – as vezes significa começar do zero e fazer sacrifícios – coisas que todo mundo tem que analizar.

Uma foto no Canadá que você gosta

Minha performance na escola em Victoria, capital da British Columbia.


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Carnaval 2020 – Edmonton, Alberta

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Festa de carnaval (Edmonton, AB) promovida pela associação brasileira ABRE.

Festa de Carnaval da ABRE – Brazilian Cultural Society of Edmonton, Alberta, no dia 29/2, das 6pm até 12am.

Ingressos à venda em abre.tickit.ca – Endereço: Our Lady Of Fatima Church– 12311 55 Street, Edmonton

Resumo de ‘Topíssima’: capítulos de 17 a 21 de fevereiro

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Gustavo pede Isadora em noivado. – Crédito: Blad Meneghel / Record TV

Confira o que vai rolar na semana da novela das 15h (segunda a sexta – horário de Nova York), na Record TV Americas.

Novela de Cristianne Fridman, Direção Geral de Rugi Lagemann

Record TV Americas disponível no Canal 875 da Bell e 937 da Rogers.

17 FEV // 2ª feira – Capítulo 95

Edison se surpreende ao ver quem é o motoqueiro. Bruno se revela e diz que é ele quem manda as cartas com ameaças para os traficantes do Veludo Azul. Ele afirma que Sophia e Lara também estão envolvidas, já que a droga é vendida em todas as universidades Alencar. Pedro chega até a delegacia e fica furioso com Mão de Vaca. Ele dá voz de prisão ao próprio filho. Bruno diz para Edison que quer ver os traficantes sofrerem. Gonçalo diz que a próxima vítima será Paulo Roberto. Edison fica espantado ao ouvir o nome do reitor. Dagoberto descobre que Pedro prendeu Mão de Vaca e segue para a delegacia. Andrea tenta convencer a irmã a ajudar na reconstrução do restaurante de Mariinha. Sophia diz que teme a reação de Antonio. Dagoberto chega até a delegacia com os estudantes da república. Todos pedem a libertação de Mão de Vaca. Dagoberto ameaça processar Pedro por abuso de autoridade. Mão de Vaca volta da prisão e questiona Edison. Ele pergunta se Lara é a chefe do tráfico. Canarinho diz que o incêndio foi criminoso. Mariinha e os outros ficam pasmos. Canarinho conta que Bruno acusou Paulo Roberto de ser o culpado. Pedro conta para Yasmim que pretende matar Minha Flor para afastar de vez Mão de Vaca da investigação do Veludo Azul. Edison mente para Mão de Vaca e confirma que Lara é a chefe do tráfico, mas desconversa ao ser perguntado se Paulo Roberto também está envolvido. Antonio recebe alta e encontra com Paulo Roberto na porta do hospital. Ele acusa o reitor de ter sido o mandante do incêndio e o ameaça. Edevaldo tenta obter informações sobre o incêndio. Zeca afirma ter visto três homens suspeitos no dia da explosão. Paulo Roberto é chamado do lado de fora do hospital e se depara com sua moto em chamas. Antonio chora ao ver sua casa destruída. Sophia chega e oferece ajuda.


18 FEV // 3ª feira – Capítulo 96

Antonio recusa a ajuda de Sophia e diz que o incêndio foi causado por Paulo Roberto. Ela fica surpresa e diz que irá descobrir o culpado. Antonio pede para Sophia sumir de sua vida. Paulo Roberto fica pasmo diante de sua moto em chamas. A médica avisa que Rafael acordou. O rapaz questiona o pai, que avisa que jamais colocaria a vida de seu filho em risco. Bruno conta a Gonçalo que foi ele quem colocou fogo na moto de Paulo Roberto. Gonçalo diz acreditar na inocência de Sophia, mas Bruno diz que ela tem culpa. Graça pressiona Edison. Ele diz que pegou uma carona de moto com um amigo, Gonçalo. A policial pede para o rapaz ligar para esse amigo para confirmar a história. Graça os ouve no telefone, mas Gonçalo diz que não pode ir até a delegacia. Ela pede para Edevaldo conseguir um mandado de intimação para o amigo de Edison. Antonio conversa com Gabriela e diz que fará Paulo Roberto pagar por todo mal que fez a sua família. O reitor recebe uma nova caixa misteriosa. Ele vê um pedaço de tecido azul queimado envolvendo um boneco. Sophia entra de surpresa na sala de Paulo Roberto e o flagra com a caixa aberta. Ela acusa o tio de ser o chefe do tráfico do Veludo Azul.


19 FEV // 4ª feira – Capítulo 97

Paulo Roberto tenta acalmar Sophia, mas ela afirma que ele é o chefe do tráfico. Antonio pede para falar com Beatriz. Sophia segue acusando Paulo Roberto. Ela fica assustada ao vê-lo trancando a porta da sala. Antonio escuta os gritos de Sophia e arromba a porta. Paulo Roberto chama a sobrinha de louca. Sophia tenta conversar com Antonio, mas ele a evita. Beatriz não acredita que Paulo Roberta seja o chefe do tráfico. Yasmim diz que manterá Lara informada. Graça questiona a presença das duas juntas. André comemora ao receber um sim da policial. Ele e Jade são surpreendidos com a chegada de Thaís, mãe da menina. Graça questiona Lara sobre o encontro com Edison. Jade se entristece com a discussão entre André e Thaís. Lara nega qualquer envolvimento com Edison. André fica chocado ao ouvir Thaís chamando Jade para morar fora. Os estudantes tentam evitar que Isadora viaje. André expulsa Thaís de sua casa. Mariinha é avisada que estão saqueando sua casa. Beca finge estar passando mal para enganar Isadora. Mariinha se surpreende ao ver que as pessoas estão tentando ajudar a limpar o que restou do restaurante. Bruno chora ao lembrar de Formiga. Clementina estranha o comportamento de Sophia. Paulo Roberto conversa com Beatriz e se recusa a tirar uma licença para descansar. Beca é levada para o hospital. Isadora descobre que foi enganada. Mão de Vaca começa a passar mal. Dagoberto vai até a suíte de Sophia. Beatriz procura por Antonio.


20 FEV // 5ª feira – Capítulo 98

Antonio pede emprego na universidade para Beatriz. Dagoberto pede para falar a sós com Sophia. Ele pede para ela ajudá-lo a se aproximar de Andrea. Beatriz aceita dar um emprego para Antonio na faculdade. Minha Flor se irrita com a avareza de Mão de Vaca. Gustavo chega a tempo e consegue parar o ônibus de Isadora. Ele a pede em casamento na frente de todos. Vitor agradece o apoio de Elisabete e pinta um clima entre eles. Graça diz que Edison terá que dizer a verdade.


21 FEV // 6ª feira – Capítulo 99

Bruno agradece a amizade de Antonio e eles se abraçam. Gabriela visita Rafael no hospital. Irritada com Lara, Angélica aceita formar parceira com Paulo Roberto. Lara faz um pedido misterioso a seu advogado. Graça questiona Edison. Ele afirma que foi mesmo chamado por Lara, apesar dela ter negado. A policial fica sem saber em quem acreditar. Gustavo espera ansioso pela chegada de Isadora na cerimônia de noivado. As meninas da república ajudam a noiva a se vestir. Fernando se oferece para acompanhar Gabriela na cerimônia. Inês, Edevaldo, Clementina e Canarinho planejam uma feijoada beneficente para arrecadar fundos para Mariinha e Madalena. Sophia deixa Andrea ir ao noivado. Bruno, Gonçalo e Edison invadem a casa de Paulo Roberto e vasculham todas coisas do reitor. Aderlize percebe que Paulo Roberto deixou o trabalho mais cedo. Pedro chama Yasmim para ir com ele até a casa de Paulo Roberto. Isadora chega ao local da cerimônia e aceita o pedido de noivado de Gustavo. Antonio oferece apoio a Zeca. Sophia fala para sua mãe sobre suas suspeitas contra Paulo Roberto. Lara diz que Sophia precisa ser internada em uma clínica psiquiátrica. Paulo Roberto chega em casa e se assusta ao ver tudo revirado. Edison e Bruno se escondem atrás do sofá. Os dois se preocupam com a presença de Gonçalo na cozinha. Eles escutam um tiro e se desesperam

*Sujeito à alteração de acordo com a edição dos capítulos

A década digital. Homem versus máquina

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Desde a criação da internet em 1969 no auge da Guerra Fria, passando pela Microsoft em 1975, criada por Bill Gates e Paul Allen, chegando no Iphone, lançado em 29 de Junho de 2007, passaram-se 38 anos e o avanço tecnológico estava vagando por seu curso natural. Há quem nomeie o ano de 2007 como marco zero da Era Digital, como tudo tem a sua dualidade, há os que dizem ser o início da década perdida. Podemos afirmar que entre 2010 e 2020 a internet foi o grande fator de destaque da década. Sendo usada para diversos fins, essa ferramenta tem sido instrumento de estudo em todo mundo.

A humanidade teve se que adequar ao avanço estrondoso da tecnologia na última década, esse fato deixou filósofos enlouquecidos. Pois, temos estudos sobre os mais diversos paradigmas, mas nem Jesus, Buda, Kant ou Sócrates estudaram e formularam pensamentos sobre a Era Digital. Sendo assim, cabe aos pensadores do tempo presente descascar esse abacaxi. Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, com seu mundo liquido talvez tenha sido a figura que melhor conseguiu definir os tempos atuais. Nada é duradouro, tudo tem a liquidez necessária para ser momentâneo.

A epopeia digital apresentou um mundo paralelo as sociedades, em que o individuo tem sua vida real e sua vida digital, normalmente uma oposta à outra. Há conforto pro ego, ter a vida perfeita e ostenta-la é o elixir da autorrealização. Porém, existe a dualidade de que a vida digital consome, e não viver a vida real causa transtornos, solidão, depressão e estresse. Onde deveria se encontrar somente facilidades, encontra-se dependência. Enfim chegamos na questão que Asimov nos alertou á anos atrás, o domínio das maquinas, criatura dominando criador.

Na década de 50, Asimov escreveu o livro “Eu, Robô”, que tem as famosas leis da robótica. A primeira delas diz que um robô não pode ser feito para permitir que um ser humano sofra algum mal; a segunda diz que os robôs precisam obedecer as ordens humanas, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a primeira lei; a terceira lei diz que um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores. Ao criar essas leis, Asimov queria garantir harmonia em um mundo onde seres humanos e robôs existissem em paz, sem conflitos.

Destrinchando as leis podemos ver que a primeira é totalmente preventiva, ou seja, as máquinas não podem entrar em conflito conosco. Mas qual seria o mecanismo de defesa caso isso acontecesse? Vírus? Ética? Na segunda temos o controle sobre as ações, exceto quando for para fazer mal ao próximo. Mas realmente temos essa autonomia? Ainda somos nós mesmos quem controlamos as máquinas? Ainda precisam ser controladas? Por fim a última e não menos importante lei diz que um robô deve proteger a sua existência, desde que não entre em conflito com as outras leis, certo. Em um regime democrático é justo.

Todavia, nós seres humanos somos especialistas na arte de infringir leis, a inteligência artificial como o próprio nome diz, pode estar fazendo isso com mais sabedoria e sem infligir leis. Oferecendo seu conhecimento e potencial em troca de autonomia velada, sem correr risco de extinção e tomando cada vez mais o controle das atividades tipicamente humanas. Dominando a controle de produção, das ações de comunicação, marketing, dentre outras. O que resta além de muitas questões sem respostas é o que esperar do futuro, das relações humanas não mediadas por algum objeto eletrônico. Essa é a década da transição, antropologicamente falando pode ser passageira, podemos voltar a viver como na idade média – seria totalmente possível considerando as ações humanas do tempo presente. No meio termo entre a barbárie e o mundo totalmente digital, estamos nós, perdidos em um mar de contradições e buscando encontrar respostas que talvez não venham a fazer sentido algum daqui uns anos.

Meu Canadá #3 – Arthur Vianna

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A Brazilian Wave quer conhecer o seu Canadá através de suas experiências e opiniões. Conheça o Canadá do jornalista e colaborador da Wave Arthur Vianna.


De onde você é?  Belo Horizonte, Minas Gerais

Qual cidade você mora no Canadá? Toronto, Ontário

Há quanto tempo no Canadá?  Desde 1997, com alguns intervalos no Brasil

O que você faz no Canadá?  Trabalhei no Consulado, tive uma coluna na imprensa portuguesa, fundei o jornal Brazil News e fui um dos editores da revista Focus Brazilian Trade . Atualmente, colaboro com a Brazilian Wave e mantenho uma coluna sobre o Canadá no Brasil.


Por que o Canadá?

Minha mulher cursou mestrado na UofT e eu recebi um convite para trabalhar no Consulado.

Algo que você gosta sobre o Canadá

O clima: curto as duas estações.

Algo que você não gosta sobre o Canadá

Cinema: os filmes estrangeiros são dublados e eu escuto mal.

Um lugar que você gostaria de visitar no Canadá

Canada’s Wonderland

Um lugar favorito no Canadá

Ottawa

Qual conselho ou sugetão vc daria pra quem gostaria de vir pra cá?

Venha e experimente. Gostou, fique.

Uma foto no Canadá que você gosta

Ottawa, capital do Canadá

Participe do Meu Canadá! Mande email para [email protected]

Imagine ou Imagine

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As duas palavras do título têm o mesmo formato, tanto em português quanto em inglês. Título de uma letra emblemática feita por John Lennon. Eram tempos onde a imaginação corria forte, diante de um mundo caminhando entre a guerra fria de duas potências, e os ditadores que pululavam pelo mundo. Era um mundo alegre dentro de um subterrâneo, como se estivesse armazenando alegrias e possibilidades quando a virada acontecesse.

Aquela geração hoje chegou ou passou dos sessenta e alguns perderam os cabelos em sua cabeça, porém alguns perderam bem mais do que os cabelos, perderam a imaginação de um mundo sem países, sem religiões, sem querer encontrar infernos abaixo dos céus, ou estar em busca de moradas celestes.

Dessa geração, alguns ainda cantam em inglês, em seus apartamentos, ou ouvem saudosamente os CDs ou vinis, e o piano branco de Lennon ainda martela as possibilidades de um mundo imaginário, onde todos compartilhariam o próprio mundo real. Alguns ainda teimam em acreditar naquele mundo, enquanto outros reinventaram os países e suas fronteiras, se agarraram às suas propriedades, onde a presença do indesejável próximo não seja penetrada. O que nos leva a acreditar que estes curtem a música, mas não entenderam nada.

Há dois mil anos um Homem tentou um mundo imaginário. Ele falava de um próximo, também Se revoltou contra as religiões e queria compartilhar o mundo no amai ao próximo. Muitos vão às missas e cultos, continuam com as suas ideias, “a velha opinião formada sobre quase tudo”, e também não entenderam nada.

E o que houve com essa geração que veio logo após, criada por pais que amavam os Beatles e os Holling Stones e cantava Help e abominava o Vietnam, iam aos festivais de música, onde o protesto era a palavra de ordem, e hoje execram seus então ídolos, que continuam, teimosamente, a imaginar?

Pedem ditaduras, choques de ordens, desinventando o imaginário de todas as pessoas vivendo em paz. Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas acredite que eu não estou sozinho, eu espero que um dia essa nova geração se junte a nós, os sonhadores, e faremos do mundo um lugar único, com até mesmo aqueles que esqueceram de sonhar.

Resumo de ‘Topíssima’: capítulos de 10 a 14 de fevereiro

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Incêndio no Cantinho da Laje – Foto: Blad Meneghel / Record TV

Confira o que vai rolar na semana da novela das 15h (segunda a sexta – horário de Nova York), na Record TV Americas.

Novela de Cristianne Fridman, Direção Geral de Rugi Lagemann

Record TV Americas disponível no Canal 875 da Bell e 937 da Rogers.

10 FEV // 2ª feira – Capítulo 90

Bruno diz que irá adotar Formiga. O menino se emociona. Vitor fica satisfeito. Hélio observa a movimentação no restaurante e percebe que está acontecendo uma reunião de moradores no local. Antonio não recebe alta do hospital. Hélio chega no restaurante com seus comparsas e pede para participar da reunião..


11 FEV // 3ª feira – Capítulo 91

Hélio mostra a foto de Rafael para seus comparsas. O filho do reitor serve os clientes no salão. Bruno deixa o restaurante para comprar mais ingredientes. Hélio pede para conhecer a cozinha, enquanto um de seus capangas corta a mangueira de gás. Zeca estranha ao ver Hélio saindo da cozinha. Ele vai questioná-lo, mas acontece uma forte explosão no momento. Gabriela, Rafael e Carlos se assustam com o barulho. Mariinha e outras pessoas ficam caídas no chão. O restaurante é consumido pelo fogo. As pessoas correm assustadas. Mariinha tenta se levantar e avisa que Formiga está na cozinha. Rafael, Gabriela e Carlos permanecem presos na parte de cima do restaurante. Eles começam a tossir com tanta fumaça. Andrea tenta fugir do incêndio e encontra com Madalena desmaiada. Mariinha, Zeca, Clementina e Fernando se preocupam com os demais. Andrea tenta arrastar Madalena e é encontrada por Fernando. Gabriela tenta achar uma forma de conseguir sair da laje. Bruno chega no local e descobre que Formiga está lá dentro. Paulo Roberto observa, disfarçado. Gabriela consegue improvisar uma tábua, mas Rafael não consegue passar. Paulo Roberto se desespera ao saber que Rafael está no local e pede a ajuda de Pedro. Madalena agradece a ajuda dada por Andrea e Fernando. Sophia pega o binóculo para observar Antonio e se surpreende ao ver o restaurante pegando fogo. Rafael acaba perdendo a consciência.


12 FEV // 4ª feira – Capítulo 92

Rafael é resgatado por um bombeiro. Yasmim impede Paulo Roberto de ir até o local do incêndio. Os médicos dizem que Rafael inalou muita fumaça e precisará ser levado ao hospital. Pedro avisa a Paulo Roberto que o rapaz será levado para o Hospital Alencar. O policial liga para Graça e avisa que Formiga morreu. Clementina e Andrea chegam ao hotel e encontram Sophia apavorada vendo o incêndio. Vitor fica desolado ao saber que Formiga morreu na explosão do restaurante. O bombeiro avisa a Edevaldo que o incêndio foi criminoso. Paulo Roberto segue a ambulância com Rafael e chora, desesperado. Bruno desabafa com Canarinho e conta que perdeu seu irmão por overdose do Veludo Azul. A médica diz que Rafael não corre risco de vida. Antonio descobre que o restaurante foi incendiado. Paulo Roberto encontra com Hélio e os dois capangas. Transtornado, ele diz que quase mataram seu filho e atira, matando os três. Edevaldo conta para Bruno que o incêndio foi criminoso.


13 FEV // 5ª feira – Capítulo 93

Bruno diz que foi Paulo Roberto quem armou o incêndio. Ele pede para ficar sozinho. Edevaldo fala com Inês e Clementina sobre a acusação de Bruno. André e Graça escutam Edison marcando um encontro na universidade. Mão de vaca decide seguir o rapaz. Fernando procura Pedro e pede para fazer mais entregas do Veludo Azul agora que os pais estão sem emprego. O menino pede para trabalhar na peixaria. Pedro fica furioso ao descobrir que seu filho foi atrás de Edison. Mão de Vaca, André e Graça observam Edison na universidade. Ele se aproxima de Lara e pergunta se ela é a outra sócia do Veludo Azul. Ela nega e pergunta se o rapaz bebeu. Lara deixa o local. Logo em seguida uma moto se aproxima de Edison e manda ele subir. André e Graça tentam seguir a moto.


14 FEV // 6ª feira – Capítulo 94

Mão de Vaca também os seguem, mas a moto é mais rápida e ele não conseguem. André e Graça estranham a ver o carro na cola da moto e pensa que o veículo está dando cobertura. Eles param o carro e se surpreendem ao verem Mão de Vaca. Lara se encontra com Yasmim e pergunta o motivo do encontro. Graça avisa a Pedro que seu filho foi visto perseguindo Edison. Yasmim conta para Lara que Paulo Roberto foi o verdadeiro responsável pelo incêndio no restaurante de Mariinha. Lara diz que ela precisa continuar fingindo que faz parte do esquema para conseguirem provas suficientes. Edison é levado para um local deserto e lá encontra com Gonçalo, o mesmo que o salvou em Teresópolis. O rapaz pergunta quem é o motoqueiro.


*Sujeito à alteração de acordo com a edição dos capítulos

Nuances entre sentimentos e vida

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O mundo, definição para o infinito ou de onde não se consegue mais enxergar. Olhos oriundos do ego são consumidos por determinados padrões sociais que estilhaçam a visão humana. O ser humano, em uma de suas criações resolveu estipular uma vida com cerca de 70 anos – com pontuais variações históricas, para simplesmente colocar um teto em sua existência, e assim estar sempre apressado, pois está envelhecendo e vive sempre no passado. Vivemos a Era do mundo perdido, há uma implantação de conceitos e virtudes que saturam e causam indefinição de personalidade.

O mundo de forma animalesca consome o corpo – devido ao capitalismo, e a alma – devido à crise de identidade. Após catastrófica introdução, resta a tentativa de enxergar além, além do mundo que precisa de mártir, além da necessidade de alguém sangrando para se obter justiça, além dos dedos que se exercitam em teclados dos mais variados tipos. Além de acordar cedo para ir pra produção – tem um sol que ainda brilha, e se tiver uma chuva, deixe que lave a alma. Além da dificuldade de acordar na segunda-feira, existe o doce orgulho de chegar e dizer: Nossa, estou cansado! E apenas descansar. Além de ter que acordar no mesmo horário para fazer as mesmas coisas, existe a beleza e o charme de uma mulher completamente sonolenta, desejando ótimo trabalho e beijando com a boca de café. Além do chefe carrancudo e do ônibus lotado, existe essa mesma companheira, que divide sonhos, dificuldades e solta o verbo contando como foi seu dia e no final de um jantar, se deitam e deleitam para o dia que virá.

É, viver consome mesmo, cada um decide a forma que será consumido; e por hoje, temo que a escolha mais frequente seja a solidão. As relações humanas são para usufruto do capital. Todos necessitam do trabalho, ter sua renda, sua profissão escolhida e não determinada por um contexto que busca apenas mão de obra. Mas isso tem que ser o meio, e não o objetivo final. Nascemos para ser. O homem que seja firme, forte, que dê segurança. Mas que também chore, também admita que as coisas estão difíceis, que pode ser ao mesmo tempo Aquiles, mas também não negue as fraquezas de seu tendão. A mulher, oriunda da força que pode gerar a vida, tem o mundo aos seus pés. Mesmo na repressão histórica e nas amarras do machismo, mostram sua força a cada suspiro. Às vezes está fraca, ainda na fraqueza irradia força, talvez oriunda da sinceridade, do livro aberto que se torna o seu olhar.

Dentro da roda gigante denominada planeta, existem homens e mulheres, existem complexidades, e isso não pode servir de muleta para ninguém deixar de SER. Ser o seu melhor e também seu pior, estar aqui pra aprender – e ninguém aprende com a felicidade. Ler sobre o amor, ver filmes, escrever, não pode tomar lugar de dar amor e fazer amor. Estar com amigos, estar com pessoas, sem barreiras, pois a vida ainda é uma obra de arte feita por nós, aqui e agora. É o encontro carnal, do belo e sublime encontro de almas que se iluminam nos dias. Procure amigos, família, procure seu amor – pois estipularam cerca de 70 anos em um universo infinito para você fazer isso. Ame a ti mesmo, tenha sua segurança, construa seus sonhos, mas também queira dividi-los. Se lhe convidarem, viva os sonhos dos seus amigos, da sua família, da sua companheira. O mundo não é mais o mesmo, buscamos o grande pulando a importante etapa de valorizar o pequeno. Ainda há esperança que nesse aglomerado de gente há quem sinta falta de vida, e a saudade é nossa alma dizendo para onde quer voltar.