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Daniel. O cantor brasileiro conta como está vivendo o “novo normal”

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Cantor Daniel. (Foto: arquivo pessoal)

O coronavírus pegou todo mundo de surpresa e estabeleceu um “novo normal” para anônimos e celebridades. E não foi diferente para o cantor Daniel, 52 anos.

Acostumado com a correria do dia a dia, Daniel diz que logo no início a pandemia trouxe algumas mudanças para a sua rotina e da sua família, mas também possibilitou um tempo maior para ele curtir a esposa Aline de Pádua, 39 anos, com quem é casado há dez anos, e para ficar perto das filhas Lara, de 10 anos e Luiza, de 9.

A família do cantor, sempre muito unida, agora vive um momento diferente, ou seja, de distanciamento entre os mais jovens e os mais idosos. Daniel conta que só vê de longe os pais e os sogros, pois acredita que isso é essencial para garantir a saúde de todos. Mas, ele afirma que é muito difícil sentir a falta do abraço e do carinho dos familiares.

O cantor diz ainda que esse período está sendo também uma época de reflexão, um tempo para que ele possa evoluir e se tornar um ser humano melhor. Ele acredita também que as pessoas sairão modificadas ao final dessa experiência.

Profissionalmente, Daniel aderiu à moda das lives durante essa fase, pois acredita que a nova forma de apresentação, mesmo que virtual, faz com que ele possa estar perto do seu público e também ajudar aos mais necessitados por meio de arrecadações e doações. Segundo o cantor, essa nova maneira de interagir com os fãs deve continuar após a pandemia, ou seja, quando tudo voltar ao normal.

Confira a seguir a entrevista que o cantor concedeu à Brazilian Wave Canada, onde ele fala sobre o “novo normal”, sobre a vontade que tem de morar no exterior com a família, sobre a experiência que teve de cantar com os meninos canadenses “The Melisizwe Brothers” no Brasil e muito mais.

1-Brazilian Wave – Como você está enfrentando esse “novo normal” que surgiu devido à pandemia ocasionada pelo coronavírus? Como essa nova realidade mudou a sua vida?

Daniel – Eu tenho ficado em casa com minha esposa e as minhas filhas, e isso tem sido muito bom. Nós fazemos atividades juntos, praticamos exercícios físicos, assistimos a filmes, escutamos música e partilhamos muitos momentos. Eu estou feliz em ter essa oportunidade. Às vezes, com a correria do dia a dia, nós acabamos não nos encontrando tanto quanto gostaríamos, mas agora estamos aproveitando bastante. No início foi mais delicado, teve uma adaptação das rotinas escolares das meninas, minhas e da Aline, o que eu acho natural, mas é muito bom ter esse tempo com elas. Eu tenho refletido muito, é necessário evoluir, ser melhor de alguma forma depois que tudo isso passar.

2- Brazilian Wave – Como está a sua rotina de trabalho durante esse período? As gravações de programas ainda estão suspensas?

Daniel – Eu tenho feito algumas lives. A tecnologia tem nos proporcionado essa forma de matar um pouco da saudade do meu público, de levar alegria e esperança para quem precisa. O legal também é que, nesse momento tão difícil, nós aproveitamos a oportunidade das transmissões ao vivo para ajudar a quem precisa com arrecadações e doações. Acredito que, se temos um dom e condições de ajudar, devemos empregar isso da melhor forma possível. Nós estamos sempre tomando todos os cuidados recomendados pelos órgãos de saúde. Eu fiz pouquíssimas gravações presenciais, foram entrevistas pontuais aproveitando o tempo e o deslocamento. Tenho evitado muito as movimentações e, as que fiz, foram somente para compromissos muito específicos e importantes.

Daniel – Foto: Vandinho Tellis

3-Brazilian Wave A sua família é muito unida, tanto você, como a sua esposa e filhas estão sempre com os seus pais. Vocês estiveram distanciados durante todo esse período? Como está sendo essa fase para todos?

Daniel – Graças a Deus nós somos muito unidos. A Aline, eu e as meninas tivemos, e ainda temos, muito cuidado com os meus pais e com os meus sogros. Em função das recomendações, nós estamos mantendo a distância deles por amor e para garantir a saúde de todos. Um dos meus irmãos inspira cuidados mais especiais e isso também nos deixa ainda mais cautelosos. Nós moramos perto e eu vejo, sempre que possível, eles de longe. A saudade do abraço e do carinho são muito difíceis de lidar. Eu acredito que esse seja um dos grandes desafios propostos: o distanciamento de quem amamos, a falta da proximidade física mesmo. Mas, é fundamental pensar que isso é para um bem maior e que devemos fazer a nossa parte, torcendo para que seja possível voltar a encontrá-los bem de pertinho em breve.

4-Brazilian Wave -Você acha que esse tempo de reclusão está servindo para trazer reflexão às pessoas e fazer com que elas repensem conceitos e atitudes, e se tornem pessoas melhores?

Daniel – Eu acredito que esse tempo está trazendo muitas reflexões profundas, sem dúvidas, pois não consigo pensar que as pessoas não irão sofrer modificações. Eu quero acreditar que todos irão aproveitar desse momento e de tudo o que estão passando para evoluir e serem pessoas melhores no futuro. Nós devemos aproveitar esse tempo para refletirmos e para sermos as nossas melhores versões. Eu não me lembro de ter passado por nada semelhante ao longo da minha vida e as minhas filhas, que são muito jovens ainda, estão vivendo isso agora. O mundo todo está sentindo isso junto. Então, eu só posso acreditar na mudança, na retomada de alguns sentimentos e valores que podem ter ficado pelo caminho, como mais tolerância, mais empatia e mais humanidade.

5-Brazilian Wave – Você está fazendo algumas lives durante esse período em que estamos isolados. O que você achou dessa experiência? Você acha que esse tipo de comunicação com o público veio para ficar?

Daniel – Eu acho que a tecnologia tem nos propiciado muitas coisas boas, pois nós conseguimos ficar um pouco mais perto, mesmo que virtualmente, de quem está longe fisicamente. E isso é maravilhoso! As lives são uma alternativa muito boa, pois eu posso levar alegria e esperança ao público por meio da música. Portanto, eu me sinto realmente um instrumento nesse sentido, tenho esse privilégio. É difícil prever como será, mas eu acredito que deva seguir, pois é troca com o público e esse elo deve ser sempre fortalecido.

6-Brazilian Wave -Você teve uma excelente participação no programa “The Voice Brasil”, na qual o público gostou muito de te ver como jurado durante as três primeiras edições. Você gostaria de apresentar um outro programa com um formato parecido, ou mesmo um programa de outro estilo? Já surgiram convites?

Daniel – Eu amei participar do projeto, pois ele acrescentou muito na minha vida, me trouxe uma bagagem muito especial e uma experiência incrível. Foi a partir dele que eu tive a ideia de realizar o projeto de 30 anos de carreira, que é o DVD 30 anos. É um formato musical que conta a história da minha vida como um todo. No futuro eu pretendo fazer algo nesse sentido. Eu tenho recebido alguns convites para apresentar programa, mas nada está concreto ainda. Não está descartada essa possibilidade para, quem sabe, eu fazer um programa transmitido da minha própria cidade. Com todas essas incertezas que estamos vivendo, nós não podemos prever o amanhã, mas tudo pode acontecer. Com as lives acontecendo, a questão virtual fica mais presente ainda na vida de todo mundo. Então, por que não, né? Já que eu gosto tanto e me fascino tanto também por esse universo. Na minha cidade tem o Cine São José, que eu reformulei, e é um local que eu sempre tive muita vontade de realizar festivais de música novamente. É algo que acontecia muito no passado, inclusive eu comecei nos festivais. Quem sabe não surge a oportunidade de ter um festival de forma virtual, mas que se transforme em um programa?

7-Brazilian Wave – Você é casado há dez anos com a bailarina Aline de Pádua, com quem tem duas filhas, a Lara e a Luiza. As suas filhas vêm mostrando ter muito talento para a música. Você acredita que elas devem seguir a carreira musical? Você gostaria que elas tivessem a sua profissão?

Daniel – Eu acredito que todo desejo de pai e de mãe é que os filhos sejam felizes e o meu não é diferente. Eu quero a realização delas na profissão que escolherem, na vida. Mas, elas demonstram, sim, muita aptidão artística. São expressivas, gostam de muitas coisas, me apresentam muitas novidades musicais, cantam comigo em algumas oportunidades. Se elas quiserem ir pelo segmento da música, eu vou apoiar e dar o suporte sempre que elas pedirem e precisarem. Independentemente de serem cantoras ou não, eu desejo que a música faça parte da vida delas, porque a música é mágica, é curadora, é transformadora, faz bem à alma e ao coração.

Aline de Pádua, Lara, Daniel e Luiza – Foto: Produção Daniel

8- Brazilian Wave – Quais são as suas impressões sobre o Canadá? Você já visitou o país norte-americano? Quais os artistas canadenses que você conhece e admira?

Daniel – Infelizmente eu não tive ainda a oportunidade de conhecer o Canadá, mas adoraria. Eu tenho ótimas impressões do país, pois tenho amigos que vivem aí. Eu tenho uma amiga próxima que trabalha em Toronto e com frequência está aqui no Brasil. Eu também tive a honra de conhecer três meninos canadenses fantásticos, os The Melisizwe Brothers, quando estive em Orlando, e eles se tornaram pessoas próximas para mim. Eu me comunico com eles sempre que possível. Eu tenho ainda outras influências como Michael Bublé e Shania Twain. Já a Celine Dion, que é uma verdadeira professora, é um espelho para mim pela história, pela qualidade musical e por ter uma ligação muito forte comigo por meio de uma canção que eu regravei com o saudoso João Paulo, a “To Love You More”, que é a versão de “Te Amo Cada Vez Mais”. Essa canção me marcou muito e foi o último projeto que eu e João Paulo trabalhamos juntos antes do falecimento do meu querido e saudoso amigo.

9Brazilian Wave- Você já pensou em morar no exterior com a sua família? Se sim, em qual país? Você moraria no Canadá?

Daniel – Nós planejamos, sim, passar um tempo fora até pelas meninas, para que seja possível aperfeiçoarem o inglês, pois pensamos que esse é o momento exato da vida delas para isso. Porém, não há nada concreto ainda, mas pensamos em viver nos Estados Unidos, por exemplo. Nós moraríamos no Canadá também, sem dúvidas. Outros países que temos ligações fortes em função de parentescos é a Espanha, pela da família da Aline, pois a mãe é espanhola, nasceu em Madri, então nós adoramos! Já a minha avó materna veio de Portugal, da Praia de Mira, e lá também seria uma ótima opção. Toda e qualquer transição é difícil na vida da gente, é um grande aprendizado, inclusive essa que estamos vivendo.

10-Brazilian Wave – Há dois anos você lançou uma versão da música “Heal the World” – que é uma composição de Michael Jackson – com os irmãos canadenses The Melisizwe Brothers – Zacary, Marc e Seth. Você conheceu os meninos em Orlando, durante uma das edições do Florida Cup e, depois disso, ambos nunca mais perderam o contato. Como foi essa experiência de cantar com os meninos canadenses no Brasil, durante o Festival da Padroeira? Vocês ficaram amigos?

Daniel – Eles já estiveram no Brasil a convite nosso para gravarmos essa canção, Heal the World, em estúdio, em São Paulo. No dia seguinte cantamos juntos em Aparecida, em uma gravação que se transformou em um DVD, que está disponível nas plataformas digitais e foi uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Eles se tornaram meus amigos e nós nos falamos por WhatsApp. Recentemente, eu fiquei acompanhando e torcendo por eles em um reality que eles participaram. Eles fazem parte da minha história e nós queremos fazer algumas apresentações no Brasil. Quem sabe isso aconteça em breve? Eles são fantásticos, maravilhosos, uma família incrível!

11- Brazilian Wave – Como está sendo a repercussão da sua nova música “Você não vai me encontrar”? Em quais aspectos está sendo diferente lançar canções durante a pandemia?

Daniel – A repercussão está maravilhosa! A música “Você Não Vai Me Encontrar” foi gravada no Estúdio East West Recording, em Los Angeles. É uma composição de Claudia Brant e Luis Fonsi, com versão de Ronaldo Bastos e Leonel Pereda. Ela ganhou as plataformas de streaming e rádios a partir de março desse ano. Agora, recentemente, lançamos o clipe, que teve direção da Fernanda Bellucci e o cenário magnífico é na vinícola Villa Due SS, na cidade de Casole d’Elsa, na província de Siena, na Toscana, Itália. Na verdade, esse clipe dá sequência a uma série de novidades que eu venho lançando. Eu tenho outras três novas canções: Casava De Novo, Além da Vida e Tudo na Vida Passa. Além disso, os três volumes do projeto Meu Reino Encantado, feito com muito carinho e lançado nos anos 2000, 2003 e 2005, ganharam também as plataformas digitais. Além disso, eu sigo gravando em parcerias e projetos que são verdadeiros presentes na minha vida, como a turnê que farei com o Roupa Nova, em 2021, e que foi confirmada na cidade São Paulo. nos dias 9 e 10 de abril, no Espaço das Américas; também em Pinhais, no Paraná, no dia 24 de abril, na Expotrade; e na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de outubro, na Jeunesse Arena.

12- Brazilian Wave – Quais são os seus projetos para o segundo semestre de 2020 e para o próximo ano?

Daniel – Um projeto que está em andamento e tivemos que dar uma pausa, em função de toda essa questão que vivemos, é a gravação de um DVD que eu farei com participações especiais de vários artistas e amigos, com o repertório de João Paulo & Daniel. É um desejo que eu carrego há anos comigo e que vou conseguir realizar em breve. Ele está sendo preparado com muito carinho e cuidado para homenagem o meu querido e saudoso amigo João Paulo.


Daniel – Foto: Vandinho Tellis

Entrevista com Eric Willrich, brasileiro, Tenente-Coronel das Forças Armadas Canadenses

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Eric Willrich, brasileiro, Tenente-Coronel das Forças Armadas Canadenses (Foto: arquivo pessoal)

O 437 Transport Squadron é formado por 87 membros das Forças Armadas Canadenses e 62 técnicos e gerentes da L3Harris (manutenção contratada). 2020 foi um ano agitado para 437 Transport Squadron. A tripulação do CC-150 está participando da Operação LASER, a resposta das Forças Armadas Canadenses (CAF) à uma situação de pandemia mundial, fornecendo transporte ao pessoal médico para diferentes locais para apoiar os canadenses nestes tempos difíceis.

Entre as missões, o gaúcho conversou com Wave sobre sua vida, seus sonhos e sua carreira extremamente interessante.

Wave – De que cidade do Rio Grande do Sul você é?
Eric – A família do meu pai é toda de Novo Hamburgo mas eu nasci em Pelotas. No entanto, não morei lá e passei a maior parte dos meus anos de formação não muito longe, na zona de Sant’Ana do Livramento, junto à fronteira com o Uruguai, também conhecida como “Fronteira da Paz”.

Wave – Como você começou sua carreira como piloto?
Eric – Meu pai costumava dizer que comecei minha carreira como piloto com um sonho – um sonho que começou debaixo de um assento na área superior do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio. Minha primeira vez em um avião foi quando eu tinha dois anos e estávamos indo para os Estados Unidos para visitar meus avós (pelo lado da minha mãe). Disseram-me que talvez não gostasse da ideia de voar ou estar em aviões até que meu pai me levasse para a área de visualização, onde me escondi sob um assento de plástico, pois todo o barulho do jato aparentemente me assustou. Papai finalmente me convenceu a sair de baixo do assento para olhar as máquinas maravilhosas que faziam todo aquele barulho. Ele disse que assim que me pegou e vi o que estava acontecendo lá fora, fiquei hipnotizado e, a partir daquele momento, passei o resto da minha infância olhando para cima, me perguntando de onde todos os aviões que vi tinham vindo e de onde eles estava indo e sonhando em um dia estar no controle de um deles.

Wave – Por que você escolheu o Canadá? Você veio com sua família?
Eric – Minha mãe escolheu o Canadá para nós depois que meu pai faleceu. Tínhamos amigos da família em Regina que se ofereceram para nos ajudar a ficar de pé após a morte do meu pai. Essa rede de apoio que tínhamos por meio da igreja onde meu pai havia sido pastor, juntamente com o que minha mãe considerava um lugar para dar a nós crianças uma chance melhor de vida, nos fez mudar.

Wave – O que você precisa fazer para se tornar um piloto aqui?
Eric – Para ser um piloto no Canadá, você precisa de uma das duas coisas: 1. dinheiro suficiente (muito dinheiro) para pagar sua própria licença; ou

  1. uma bolsa de estudos do serviço militar na qual você não apenas NÃO tinha que pagar para aprender a voar caso continuasse passando, mas eles realmente lhe pagariam. Os segredos para conseguir esse tipo de bolsa eram passar em uma enxurrada de exames de admissão, boas notas (especialmente em ciências), trabalho voluntário / comunitário, envolvimento em esportes e coisas assim. Essas bolsas ainda existem hoje.

Wave – O processo é semelhante ou diferente do Brasil?

  1. A opção de ter dinheiro para pagar o treinamento é uma possibilidade, mas, novamente, com o custo do treinamento de vôo, para a maioria dos seres humanos normais, é proibitivamente caro.
  2. Juntar-se ao exército no Brasil também é extremamente competitivo, com muitos candidatos a poucas vagas. Dito isso, com muito trabalho e dedicação, a oportunidade também existe.

Wave – Há algum outro brasileiro na Força Aérea Canadense?
Eric – Não muitos que eu conheça, mas há uma família com três irmãos, originários de Esteio (também no RS), dois dos quais estão na Força Aérea como engenheiros e o irmão mais novo está no Exército.

Wave – O fato de você vir de outro país foi um desafio ou um entrave?
Eric – Inicialmente foi um empecilho, pois eu precisava de um número de seguro social e vários outros documentos, incluindo cidadania canadense, a fim de me candidatar a oficial da Força Aérea. Levei muito tempo para resolver tudo isso e mesmo depois de fazer isso, houve uma longa espera até que o processo de recrutamento chegasse até mim.

Wave – Existe diferença entre trabalhar para uma companhia aérea e trabalhar para a Força Aérea?
Eric – Com certeza. Pelo que ouvi, a vida nas companhias aéreas é particularmente boa quando a economia está indo bem. Você viaja pelo mundo enquanto leva as pessoas aos seus destinos. Mas, uma vez que os motores da aeronave são desligados, o trabalho geralmente está feito até a próxima vez que eles vão voar.
Na Força Aérea, somos oficiais primeiro. Fazemos treinamento de oficiais e aprendemos como liderar pessoas, realizar tarefas complexas e pensar fora da caixa antes mesmo de tocar em uma aeronave. Então, mesmo depois de terminar o treinamento de vôo, nunca paramos de aprender e evoluir como aviadores e oficiais profissionais. Portanto, você não é apenas responsável pela aeronave que voa como em uma companhia aérea, mas também é responsável por liderar e orientar companheiros de esquadrão, tropas, mecânicos, pilotos mais novos que você, e também fazer sua parte para garantir que seu esquadrão está funcionando como seu comandante e a Força Aérea querem.

Wave – Como foi sua experiência com os Snowbirds?
Eric – Foi incrível – alguns dos anos mais memoráveis ​​da minha carreira. Eu era um piloto instrutor no Centro de Treinamento de Voo da OTAN, que fica na mesma base onde os Snowbirds estiveram desde que começaram a voar de volta no início dos anos 70. Uma vaga ficou disponível devido à mudança de um dos caras e um dos meus amigos que havia se juntado recentemente ao time perguntou se eu estaria interessado em tentar. Tudo aconteceu rapidamente. Tive uma entrevista com o Comandante, fiz um tour pelo esquadrão e conheci alguns dos outros caras. Não recebi uma ligação oficial “você está pronto para ir” até alguns dias depois. Depois de oficializado, aconteceu ainda mais rápido. Como já havia pilotado o jato Tutor antes, consegui completar meu treinamento bem rápido e pegar a estrada. Ter a chance de representar meu país adotivo, aquele que me abraçou quando cheguei e me deu a oportunidade de seguir meus sonhos, foi fantástico. Como membros dos Snowbirds, não voamos apenas em shows aéreos; Visitamos escolas, clubes juvenis, museus e muitos outros lugares e locais, deixando crianças e adultos entusiasmados com a aviação. Meu objetivo era apenas fazer as pessoas sorrirem e perceberem que éramos pessoas comuns, com um trabalho legal, enquanto cumpríamos o objetivo oficial do Esquadrão que é demonstrar a habilidade, profissionalismo e trabalho em equipe de todos os membros das Forças Armadas Canadenses , em eventos por toda a América do Norte.

Wave – Você pilotou helicópteros em missões especiais. Como foi? Houve alguma situação que mais te marcou?
Eric – Essa foi minha primeira tarefa depois de me formar como piloto. Como parte do 430 Squadron em Valcartier, Quebec, eu tive que fazer missões de reabastecimento no alto ártico, manutenção da paz nos Bálcãs, transporte VIP para cúpulas realizadas em todo o Canadá, bem como inúmeros exercícios e missões em toda a América do Norte, mas aquela que mais me marcou, foi fazer parte da missão da ONU ao Haiti no início dos anos 2000. O voo foi incrível porque o terreno e o país são lindos, mas o papel que desempenhamos em ajudar as pessoas que realmente precisavam de nossa ajuda foi o que mais me tocou. Precisamos levar alimentos e suprimentos para lugares que perderam o acesso rodoviário devido às enchentes e manter essa linha de vida aberta. Fizemos evacuações médicas de pessoas doentes e feridas e os levamos para o atendimento de emergência, sem os quais eles provavelmente não teriam sobrevivido em outras missões semelhantes, seis dias por semana. O que eu mais esperava eram os dias de folga aos domingos, quando muitos de nós nos juntávamos ao pessoal da CIMIC (Cooperação Civil e Militar). Recebíamos remessas de material escolar, roupas, brinquedos, etc. do Canadá e, aos domingos, tínhamos que levar para escolas, orfanatos e centros comunitários para doar às pessoas necessitadas. Poder entregar um pouco de felicidade, um pouco de esperança, uma mudança no dia a dia das crianças que o destino colocou em lugares como Cité Soleil é algo que nunca esquecerei.

Wave – Conte-nos sobre seu cargo recém-nomeado. O que significa para você transportar membros do governo?
Eric – O esquadrão que recebi a honra de liderar por alguns anos é o único provedor de reabastecimento aéreo estratégico, tropas em grande escala e transporte VIP que nossa Força Aérea possui. Todos que transportamos são VIP para nós – desde o jovem soldado que embarca para uma missão no exterior, até o primeiro-ministro que vai a uma cúpula do G20 no meio do mundo. Nosso trabalho e responsabilidade são garantir que as pessoas sob nossos cuidados cheguem com segurança na outra extremidade. Transportar as autoridades eleitas de nossa nação e a liderança do governo é legal quando você pensa nisso, mas, novamente, estamos apenas fazendo o nosso melhor para fazer o trabalho da forma mais eficiente e segura possível.

Wave – Existe um protocolo diferente para o PM e Governador Geral e outro nível de governo?
Eric – Definitivamente há. Nossas equipes ficam sabendo do que as pessoas que transportamos gostam e não gostam. A rainha gosta de flores no banheiro e a governadora geral aprecia um café bom e forte, por exemplo. Gostamos de garantir que as pessoas que transportamos tenham uma experiência o mais positiva possível e sempre fazemos o possível para garantir que cheguem bem alimentadas, descansadas e prontas para começar a correr do outro lado da linha.

Wave – Você tem alguma história sobre trabalhar com um PM ou funcionário do governo conhecido?
Eric – Eu conheci a atual governadora geral Julie Payette em um show aéreo há mais de uma década, quando ela trabalhava para a Agência Espacial Canadense. Há alguns anos, tive que levá-la em algumas viagens em seu novo cargo. Sendo uma amante da aviação, ela gosta de passar o tempo na cabine de comando com os pilotos. Eu realmente gostei de conversar com ela sobre suas experiências “nos velhos tempos”, quando ela trabalhava como astronauta. Estávamos voltando de uma visita que ela fez às tropas na Letônia há alguns anos e um casal CF18 fez uma interceptação prática em nós bem no norte de Quebec. Um dos meus amigos estava em um dos caças e eu disse a ele pelo rádio que tínhamos a governadora-geral e o chefe do Estado-Maior de Defesa na cabine. Ele achou isso legal, mas eu não acho que ele acreditou em mim. Então, olhei para trás e perguntei se eles não se importariam de pegar o rádio e dizer oi para meu amigo Simon, e sem hesitar, os dois o fizeram. Foi legal e tenho certeza que Simon ainda relembra esse dia de vez em quando com seus amigos combatentes.

Wave – Tem alguma dica para alguém que gostaria de ser piloto e até mesmo fazer parte da Força Aérea?
Eric – Dizem que se você ama o que faz, nunca vai trabalhar um dia na vida – isso não poderia ser mais verdadeiro. Quando eu era criança, tive uma professora de francês que ficava zangada comigo quando me pegava sonhando acordado pela janela em sua classe. Um dia, quando eu estava olhando pela janela vendo aviões no céu e me perguntando como seria estar lá voando, ela me repreendeu dizendo que eu precisava prestar atenção porque eu nunca encontraria um emprego onde fosse pago sentar e olhar pela janela.
Há alguns anos, eu estava na metade de um voo de 10 horas sobre o Pacífico. Tirei uma foto minha lá em cima, cerca de 12 km acima do mar, olhando pela janela para a bela Ilha Wake. Mandei a foto para um amigo onde cresci e pedi que ele a repassasse para a Sra. Costa. Aparentemente, ela se lembrou de mim e deu uma boa risada do cartão que escrevi para ela que dizia “Acho que você estava errada afinal, obrigado pela motivação, com uma “carinha sorridente” ao final da mensagem.

Tudo isso para dizer, siga os seus sonhos. Eu realmente acredito que não há nada que um pouco de trabalho árduo, dedicação, esforço e talvez um pouco de sorte possa te ajudar.

Entrevista com Ronnie Von e o filho Leo Von

Leo Von com o pai, Ronnie Von.

O cantor e apresentador Ronnie Von e o seu filho, que também é cantor e produtor musical, Leo Von possuem uma admiração muito grande pelo Canadá. Ronnie destaca que o país é uma referência cultural para ele, além de ser um lugar que possui beleza natural de primeira grandeza e que tem um povo extremamente feliz. Já Leo afirma que o país é um dos que mais produzem bandas e artistas bons, e que é fã do Neil Young, Rush, Bryan Adams e outros.

Pai e filho dizem que certamente morariam em território canadense. Ronnie porque adora o frio e viver no país seria “sopa no mel” – como ele mesmo enfatiza – e também porque a cultura vai ao encontro com o que o cantor acredita. Leo Von, por sua vez, diz que sem dúvida alguma viveria no Canadá e que essa ideia já foi cogitada por ele há algum tempo, pois o país respeita muito os seus imigrantes, é bastante atencioso com eles e oferece muito carinho.

Ambos falaram ainda sobre algumas particularidades da carreira, apesar de viverem fases diferentes.

Ronnie Von já fez muito sucesso como cantor e ator desde a década de 60 e 70, quando foi chamado até de príncipe e mantém até hoje uma legião de fãs. Ele também comandou com muito carisma e simpatia diversos programas de variedade na TV e agora está em negociação com algumas emissoras para apresentar uma nova atração.
Leo Von começou cedo a carreira musical, aos nove anos de idade. Aos onze entrou para a sua primeira banda, a Revolution Kids, composta por crianças apaixonadas por Beatles. Depois, seguiu carreira solo e em 2008 foi para a Europa, onde se apresentou durante algum tempo. Ao voltar para o Brasil, trabalhou com artistas como Agnaldo Rayol, Jerry Adriani e Angela Maria. Em 2015, obteve muito sucesso com a música “Only U”, que fez parte da trilha sonora da novela “Babilônia”, da TV Globo. Em seguida, passou uma temporada nos Estados Unidos, onde foi integrante da Rico Monaco Band e outras formações. Nessa ocasião ele abria os shows de bandas famosas em várias partes do país. Mais tarde, fez também algumas apresentações solo em bares e festas. Atualmente, Leo está empenhado em um novo projeto com uma rádio brasileira e também vem divulgando a música “Viva o que Vive em Você”, que está conquistando o público brasileiro.

Sobre os novos projetos, ambos contaram o que vem de novidade por aí. Acompanhe a entrevista que eles concederam à Brazilian Wave Canadá.

Brazilian Wave – Qual a imagem que vocês têm do Canadá e as referências sobre o país?

Ronnie Von – O Canadá é uma referência não somente cultural, mas de beleza natural de primeira grandeza. É um lugar lindo, onde as pessoas são felizes. Eu vejo o Canadá como uma espécie de oásis em meio a um deserto de emoções que existe no mundo. Eu gosto muito do país, embora exista a distância, mas sempre acompanhei documentários, fotografias, filmes e tenho, de certa forma, esta ligação de afetividade mesmo que nunca tenha ido.

Leo Von: O Canadá é um dos lugares que mais produziu bons artistas. Eu sou completamente apaixonado pela cultura canadense e os meus artistas preferidos são Neil Young, o Rush – que eu idolatro e é uma das minhas bandas preferidas –, tem o Bachman-Turner Overdrive, até mais recentemente o Bryan Adams. Então, a imagem que eu tenho do Canadá, além da beleza natural, da organização, da estrutura social de respeito e progressiva, é de tudo o que há de melhor em uma sociedade. E óbvio, eu amo maple syrup! (risos).

Wave – O Canadá, assim como o Brasil, é um celeiro de grandes artistas. Quais as celebridades canadenses que vocês admiram?

Ronnie Von – Um dos primeiros nomes que me vem à mente é o da Celine Dion e do Michael Bublé, que é um cantor de standards que eu gosto muito. Ele é um cantor romântico, mas se esse cara cantasse só standards, só jazz, seria um dos maiores ídolos musicais do nosso planeta. Eu gosto muito também da Alanis Morissette e do Rush. Aliás, eu passei a gostar muito dessa banda em função do Leo.

Wave – Todos os anos, o Canadá abre espaço aos artistas de outras nacionalidades e promove festivais internacionais. Vocês já se apresentaram em outros países? Gostariam de ter essa experiência no país norte-americano?

Ronnie Von – Eu já me apresentei em diversos países, principalmente na Europa e América Latina. Porém, eu nunca estive em algum evento musical no Canadá, somente acompanho à distância. O Canadá tem uma participação de colônias europeias muito grande, principalmente a portuguesa, que fala a minha língua, e muitos brasileiros. De fato, o Canadá abraça toda forma de comunicação como ofício e eu acho isso muito legal. Isso é algo que não acontece em todos os países.

Leo Von – Eu também já toquei em diversos países fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, onde morei por cinco anos e a minha carreira musical estava toda lá. Além disso, eu me apresentei na Europa com o Tony Osanah, que inclusive foi um parceiro do meu pai nos anos 60, 70 em diversas composições. Tivemos o privilégio de tocar juntos no Indra, em Hamburgo, onde os Beatles começaram a carreira. Foi uma experiência inesquecível, emocionante. Também estivemos em Bruxelas, em alguns lugares na Alemanha e até em Amsterdã, tocando numa praça, na rua mesmo. E claro, eu tenho um grande sonho de conhecer o Canadá. No dia em que eu for, terei que fazer o Moving Pictures inteiro do Rush na minha apresentação, para homenagear uma das minhas bandas preferidas. Se eu fosse convidado para fazer um show ou uma turnê no país, eu aceitaria com o maior prazer!

Wave – Brasil e Canadá têm algumas diferenças em relação ao clima e alguns costumes. Apesar disso, vocês gostariam de viver algum tempo no país da América do Norte? Em quais aspectos teriam mais dificuldade?

Ronnie Von – Eu não teria dificuldade alguma em morar no Canadá porque a cultura canadense vai muito ao encontro daquilo que eu acredito, como civilização e como proposta de humanidade. É claro que para nós latinos, já acostumados com o clima abaixo da linha do Equador, ou no meio dele, isso seria um pouco mais complexo. Mas, como eu gosto muito de frio seria “sopa no mel”. Eu gostaria mesmo! Ou ainda fazer uma viagem, por que não?

Leo Von – Eu e a minha esposa cogitamos morar no país enquanto estávamos nos Estados Unidos, porque o sistema americano é muito mais complicado para um imigrante viver. Nós vemos o carinho e a atenção maior que o Canadá dá a quem é recém-chegado, além de ter um sistema de saúde de primeira. O imigrante recebe apoio do governo para se integrar ao país e poder contribuir para o crescimento dele. A gente esquece que a América inteira foi construída por imigrantes. Então, sabendo disso, o Canadá abraça a ideia e tem todo esse respeito por quem chega para ajudar e somar. Eu também moraria no Canadá, pois adoro aquele frio maravilhoso e a neve, eu respiro muito bem no clima mais frio e iria comer maple syrup todo dia no café da manhã.

Ronnie Von com o filho Leo Von.

Wave – Você comandou o programa “Todo Seu” durante 15 anos pela TV Gazeta de São Paulo. Após a sua saída, surgiram rumores de que algumas emissoras queriam contratá-lo. Isso realmente aconteceu, você foi contratado ou está em negociação?

Ronnie Von – De fato eu recebi convites. Aliás, um convite bastante forte com um contrato extenso, para um programa toda quarta-feira, às 22h. Tudo isto aconteceu durante a pré-pandemia e tal situação acabou se tornando quase que um obstáculo. Eu não sei qual será a atitude comportamental das emissoras de televisão daqui para frente. As negociações não pararam em função da pandemia, mas depois dela é que eu quero ver se o raciocínio e a visão comercial dos diretores de TV irão continuar da mesma forma.

Wave – Qual o estilo de programa que você gosta de fazer? Você pensa em tentar algum novo formato?

Ronnie Von – O programa que eu mais gosto de fazer é a revista eletrônica, um programa multidisciplinar e que você pode abordar praticamente todas as coisas que te envolvem no cotidiano. Eu acredito que o objetivo da comunicação eletrônica, como é o caso da televisão, seja apoiada em um tripé. O primeiro deles é a informação, naturalmente, o segundo a prestação de serviços e o terceiro é o entretenimento, lógico. Mas, desde que não tenha pornografia, nem escatologia, que não tenha sangue ou sensacionalismo barato, porque isso para muitas emissoras brasileiras foi a linha mestre na tentativa de roubar audiência. Eu acho isso um horror! Eu poderia fazer alguma coisa diferente. Hoje existe a moda dos realities shows e eu só não gosto daqueles de confinamento, pois eu acho um absurdo, uma desumanidade, uma coisa horrorosa e que mostra o que existe de pior no ser humano – a cizânia, a confusão. Mas, talvez eu fizesse algum se fosse convidado, como tenho sido.

Wave – Você é um artista completo, que fez muito sucesso na metade dos anos 60 e também 70 como cantor, ator e apresentador. Ainda hoje é muito reverenciado pelos seus fãs. Como você avalia e retribui todo esse carinho do público ao longo dos anos? Você já passou por alguma situação inusitada ou até incômoda devido ao assédio?

Ronnie Von – Naquela época, eu comecei a apresentar um programa de televisão para a juventude, mas com um viés um pouco mais de conteúdo. Não era somente a coisa musical em si, mas com música experimental e subterrânea, algo meio underground, música psicodélica. E havia também um texto mágico e místico. Claro que eu passei por várias situações de assédio. Eu apresentei 13 programas de televisão, sendo que o último ficou no ar durante 15 anos. O que aconteceu foi o seguinte, havia um tipo de comportamento social na época muito diferente do atual. Hoje, em comparação ao início, quando o assédio era agressivo e, após eu ter apresentado esse programa que ficou 15 anos no ar, aquela mesma atitude que havia no começo da minha carreira voltou, só que de uma forma um pouco mais calma. Naquela época, eu passei por situações pavorosas como ser despido na porta da televisão, mesmo com toda a segurança e a polícia em volta. Tiraram toda a minha roupa, me jogaram na sarjeta. Imagina eu pelado, chorando e sem ter como fugir dali? Isso porque as pessoas queriam guardar alguma lembrança, então levavam a minha roupa, o meu sapato, tudo, inclusive a cueca. Eu tenho trauma dessa história até hoje. Também teve gente que se jogou do último andar do teatro com um bilhete amarrado, ou que dormia debaixo da minha cama, moças que ficavam dentro dos armários nos hotéis quando eu viajava, gente com tesoura no aeroporto para cortar o meu cabelo. Enfim, eu já passei por várias! E isso aconteceu com muita gente, mas as pessoas pensam que é ficção. Hoje isso ainda acontece, mas de uma forma mais branda, mais comportada. O carinho é o mesmo, e eu tento correspondê-lo de alguma maneira, apesar de saber que sou muito pequenino para retribuir tanto amor. Mas eu tento, pode ter certeza!

Wave – Você é uma referência ao Leo Von, é um artista completo e com muita experiência nesse universo das celebridades. Quais os conselhos que você dá ao seu filho para que ele possa ter uma trajetória de sucesso?

Ronnie Von – Primeiro de tudo, eu acho que ele deve ter a humildade. Eu digo para ele não se deixar contaminar pelo sucesso e pelo poder, que afetam a existência de um homem. Eu quero que ele seja focado no seu oficio, pois ele é talentoso. Essa é uma atividade que ele pode somar, nunca dividir. O que eu penso de fato é que nesse tipo de mistér ele precisa se sentir um missionário, e imaginar que tanto as pessoas que o seguem, como aquelas que eventualmente não o fazem, poderiam estar com ele a qualquer tempo. É só não deixar se envaidecer, enlouquecer e ter esse tipo de comportamento que é tão comum hoje nas celebridades. Celebridades entre aspas, porque dura muito pouco.

Wave – A carreira musical do seu pai influenciou na sua escolha profissional? Como isso aconteceu?

Leo Von – Sinceramente, eu não sei. Talvez eu tenha tido uma forte influência inconsciente, pois desde que eu nasci esse era o tipo de ambiente em que eu estava exposto. Eram os amigos do meu pai que vinham em casa, era o ônibus que vinha deixá-lo das turnês, enfim, eu vivia sempre rodeado por um ambiente musical. Então, isso pode ter me influenciado de certa forma, afinal é tudo muito familiar para mim. Desde muito pequeno eu sempre gostei muito de ouvir música e comecei a minha carreira com uma banda cover dos Beatles, provavelmente porque o meu pai era um grande fã do grupo. Então, de certa forma, isso me levou a perseguir esse sonho, que inclusive o meu pai foi contra no começo. Eu fui me interessar pela carreira musical do meu pai de fato quando era maior, com treze ou quatorze anos, e me apaixonei pela discografia dele e comecei a pesquisá-la.

Wave – Como você define o seu estilo musical e quais os cantores nacionais e internacionais que foram as suas referências?

Leo Von – Hoje eu tenho feito um estilo mais voltado ao pop brasileiro. Depois que eu retornei dos Estados Unidos, assinei com uma gravadora brasileira e nós começamos a traçar um plano de carreira mais voltado ao Brasil. No começo, fizemos uma música em inglês e uma em português para ver o que iria rolar. E a música em português foi melhor. Então, eu estou entrando nessa onda aqui do Brasil, que mescla um pouco de folk pop com MPB. A gente brinca que é um pop MPB, dentro dessa good vibes que está rolando por aqui. Mas, a minha grande influência e paixão foram os Beatles. Foi com eles que eu aprendi a amar música, a compor e a tocar os instrumentos. No Brasil, a minha maior referência é o meu pai mesmo, principalmente com a parte psicodélica e o rock and roll que ele fazia. Além disso, eu gosto muito de Raul Seixas e dos Mutantes.

Wave – Você morou durante alguns anos nos Estados Unidos. De que maneira essa vivência no exterior foi importante para a sua carreira como cantor e produtor?

Leo Von – Eu acho que foi nos Estados Unidos que eu me descobri como pessoa. Aqui no Brasil tem a questão de sempre me colocarem ao lado do meu pai. E fica sempre aquela coisa: “Ah, o filho do Ronnie Von fez isso e aquilo…”. Então, você nunca sabe se aquele destaque que você tem é por esse motivo ou por algum talento que você pode oferecer de fato. Nos Estados Unidos, eu descobri que não precisava do nome do meu pai ou do sobrenome da família para crescer. Ali eu vivi durante cinco anos como músico, fiz diversos projetos diferentes como cantor, comecei a produzir e, com isso, eu cresci bastante. Eu toquei com Tito Puente Jr. e com o com o Alan Parsons Project, também abri o show do Eletric Light Orchestra, ou seja, fiz coisas que no Brasil provavelmente eu não conseguiria, com ou sem o meu pai. Então, essa vivência no exterior me deu a confiança e a certeza que eu faço algo legal.

Wave – Quais as diferenças para você entre cantar e produzir. O que você mais gosta de fazer?

Leo Von – O que mais eu gosto de fazer é show ao vivo. Essa é a minha grande paixão, é onde eu tenho mais desenvoltura, é o meu ambiente. Já a produção é algo que eu sempre fiz, mas de uma maneira despretensiosa. Agora com a quarentena é que eu comecei a levar mais a sério e lancei o meu primeiro projeto como produtor, com o Mr. Jam e o Paulo Jeveaux. É muito gostoso produzir também, mas acredito que a música ao vivo é ainda onde eu me saio melhor.

Wave – Quais são os seus próximos projetos?

Leo Von – Eu darei sequência ao que comecei no final de 2019, com a minha música “Viva o que Vive em Você”. Essa canção foi o meu primeiro lançamento em português, está indo muito bem, começou a tocar na rádio brasileira Transamérica. Também estou começando a formatar um projeto a longo prazo com essa rádio para crescermos juntos. Então, estamos estruturando os próximos passos e temos bastante músicas para gravar e lançar. No momento, o foco é me estabelecer no Brasil. Porém, como eu tenho muita facilidade com o inglês, pretendo estender a minha carreira para países como: Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e outros.

Entrevista com Isabel Lemgruber – Atendimento psicológico e coaching online

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Isabel Lembruber. Psicóloga e coaching brasileira. (Foto arquivo pessoal)

Em conversa com a Wave, Isabel Lemgruber, psicanalista e coach brasileira, nos fala sobre os serviços de ajuda psicológica online, tão procurados neste momento de incertezas e fragilidades. Com a experiência de quem trabalha há mais de 30 anos com desenvolvimento humano, Isabel nos deixa uma mensagem clara de que a terapia online chegou para ficar, sendo acessível, também, aos brasileiros que moram no Canadá.

Wave – Porque as pessoas estão procurando ajuda psicológica e/ou de coaching, diante dos novos desafios atuais?

A pandemia do coronavírus nos trouxe muitas incertezas e todos nós estamos experimentando diferentes emoções. Sentimo-nos mais frágeis e vulneráveis: na saúde, no trabalho, nas relações familiares e em tantas outras áreas. As bruscas mudanças e as perspectivas pouco claras para os próximos meses aumentaram as nossas ansiedades e desorganizaram as nossas rotinas. Temos, também, mais medos: de adoecermos, de não conseguirmos pagar as contas, de sofrermos perdas de parentes e amigos, de vivermos uma crise no casamento, de perdermos o interesse pelos estudos e, muito frequentemente, de não sabermos, sequer, como enfrentar o dia seguinte. O meu trabalho via psicanálise ou via coaching é o de superar essa sensação de incertezas e fragilidades, e de criação de novas rotinas que funcionem nesse novo cenário.

Wave – Como as pessoas estão vivendo os desafios da quarentena? Quais caminhos e soluções você nos aponta? 

O que estamos vivendo agora é uma condição difícil para todos. Felizmente, os serviços de ajuda psicológica e de coaching abrem eficientes caminhos de apoio àqueles que precisam. Pelos atendimentos, vejo que há muitas pessoas com dificuldades de manterem os afazeres diários, que se distraem com facilidade e que não concluem suas tarefas. O nosso apoio as ajuda a criarem novas rotinas diárias para viverem esse momento e para manterem as emoções sob controle. Por exemplo, saber a hora de ativar o celular para assistir a uma live ou ler as notícias é tão importante quanto a atitude de desligar o aparelho para a garantia da brincadeira com os filhos, da ginástica diária, da arrumação do quarto e do banho do cachorro, por exemplo. Nesse momento, cada detalhe superado no dia a dia, se torna fonte de fortalecimento emocional. Traz bem estar.

Wave – Psicanálise ou coach? Quais as diferenças e o que você recomenda?

Indico a psicanálise para quem está com dores emocionais que impactem diretamente nas relações consigo ou com outros, no dia a dia. Já no coaching, o trabalho se relaciona com alcance de objetivos – excelente para organizar rotinas e gerenciar emoções. É um processo curto, em torno de 10 sessões. Atualmente, as demandas mais habituais no coaching são para gerenciar ansiedade e alcançar metas de manutenção da rotina de atividades físicas ou de uma alimentação equilibrada e/ou organizar projetos pessoais e profissionais.

Wave – Quem procura por este tipo de serviço?

Pessoas de diferentes lugares, idades e gêneros têm buscado pelos meus serviços de apoio psicológico e de coaching. Para muitos, a obrigação de ficar mais tempo dentro de casa gera ansiedade: o que fazer? Como fazer? O que deve vir primeiro? Há pessoas que, sozinhas, não conseguem lidar com isto. Para outros, a obrigação da convivência longa e próxima, dentro de casa, é bastante desafiadora. As consequências disso comprometem a capacidade de realizarem os seus projetos, pessoais ou profissionais.

Wave – Na sua experiência, o atendimento online tem vantagens sobre o atendimento presencial? Como funciona? 

O atendimento online é uma excelente opção. Imagina se estivéssemos isolados agora, mas sem contar com a tecnologia para podermos nos ver, nos falar, resolvermos assuntos profissionais, mantermos nosso trabalho, obtermos ajuda e tudo mais. Algumas pessoas preferiam o atendimento presencial. Mas logo se acostumam com a modalidade online, e gostam. A tecnologia das plataformas, para as reuniões virtuais, são muito simples de se utilizar, mesmo para quem não tem intimidade com computador ou com o mundo digital. É tudo bem fácil. E por causa desses avanços, consigo ter acesso e atender pessoas não só no Brasil, mas também no Canadá, e no mundo todo, na língua materna delas. Posso alcançar e auxiliar muito mais pessoas.

Wave – Para brasileiros e portugueses que vivem no Canadá, faz diferença na qualidade do atendimento, eles receberam um atendimento em português,  idioma nativo?

Sim, faz diferença. As emoções crescem em fluidez e espontaneidade quando a conversa se desenvolve no idioma nativo. Isto porque há um lugar dentro de você que já entendia o português, antes mesmo de você falar. O idioma da infância conversa direto com o coração e gera uma sensação de bem estar, familiaridade e confiança nas sessões.
Wave – Que recado você poderia oferecer ao nosso leitor, nesse cenário desafiador atual?
Procure ajuda. Você não está sozinho.


Isabel Lemgruber é psicanalista e coach brasileira. Contatos pelo Direct do Instagram: http://instagram.com/isabel_lemgruber_mentalcoach

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Você pode escolher. Agora, a Wave é trilingue!

Em tempo…

O Canadá está procurando mais imigrantes francófonos para se instalarem em províncias que não o Quebec.

Você fala françês? O Canadá precisa de você

Sim, é oficial. Apesar de o número de imigrantes de língua francesa fora de Quebec ter crescido de 850 (em 2003) para 2.400 (em 2017), o Canadá quer mais.

O governo federal pretende que 4,4% dos imigrantes francofones sejam estabelecidos em províncias que não sejam Quebec até 2023. Por província e território, as metas são: 5% em Ontário, 33% em New Brunswick, e um aumento de 5% nos Territórios do Noroeste, 7% em Manitoba e 5% em Terra Nova e Labrador.

“Os imigrantes de língua francesa contribuem para a força e a prosperidade de nosso país, além de aumentar a rica diversidade cultural e linguística do Canadá. A imigração francófona desempenha um papel na manutenção da vitalidade das comunidades francófona e acádica em todo o Canadá, mas também ajuda a atender às necessidades do mercado de trabalho e a apoiar o Canadá como país bilíngue. No entanto, enquanto o declínio na proporção da população canadense (fora de Quebec) que usa o francês como sua primeira língua oficial continua, apesar de nossos esforços e realizações atuais, ainda há trabalho a ser feito. Portanto, devemos redobrar nossos esforços para atrair, selecionar, integrar e reter imigrantes de língua francesa. Isso requer uma resposta duradoura, multissetorial e entre jurisdições, com base nas ações tomadas até o momento e que identifica novas maneiras de colaborar para desenvolver e implementar novas soluções. ” (site do Governo do Canadá)

Um esforço conjunto

Os governos federal, provincial e territorial estabeleceram e publicaram em 2018 um novo plano de ação que visa melhorar a promoção, seleção, assentamento, integração e retenção de imigrantes de língua francesa nas comunidades francófonas em situação minoria, usando ferramentas e abordagens apropriadas para cada comunidade. Isso reconhece a diversidade de tais comunidades no Canadá – desde grandes centros urbanos até pequenas comunidades rurais.

Leia mais sobre o assunto no site oficial do Governo do Canada: « Plan d’action fédéral / provincial / territorial (FPT) pour augmenter l’immigration francophone hors Québec »

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Hamilton, Ontario, atrai cada vez mais estudantes brasileiros de intercâmbio

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Por Fátima Mesquita

O número de alunos brasileiros que fazem cursos fora do país tem só aumentado. Segundo os dados mais recentes consolidados pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), mais de 300 mil pessoas fizeram as malas e colocaram o pé no avião para ganhar novas competências e experiências pelo mundo afora em 2017. E há mais de uma década o destino preferido desta turma tem sido um só: o Canadá.

O país abocanha 23% deste mercado, ou seja, recebeu impressionantes 70 mil estudantes brasileiros em 2017. E a pesquisa da Belta explica que essa preferência é o resultado de uma coleção de fatores em que pesa, claro, o câmbio favorável, mas a escolha também passa pelo multiculturalismo e a receptividade ao estrangeiro, a segurança pública, a qualidade dos cursos e, sobretudo, a qualidade de vida.

O Canadá aparece mesmo nas primeiras colocações em diversas pesquisas que comparam cidades ou países do mundo todo. No ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), por exemplo, o país é o quinto melhor lugar para se viver – enquanto o Brasil vem em 34º lugar.

Estudar no Canadá. Além do aprendizado do inglês

Dentre as preferências brasileiras em termos de estudo, a prioridade continua sendo o aprendizado do inglês, com uma queda na procura por intercâmbio de ensino médio e um crescimento significativo na demanda por certificações profissionais tipo college, cursos de graduação e programas de mestrado e doutorado.

Isto faz sentido dos dois lados. Numa ponta, as pessoas querem se diferenciar no mercado de trabalho brasileiro. Na outra, o Canadá conta com nove universidades entre as top 200 do mundo, segundo o prestigiado ranking da Times Higher Education em sua versão de 2019.

Para coroar, dependendo do curso, o Canadá permite que o estudante estrangeiro trabalhe até 20 horas por semana. E, após a conclusão, há ainda a possibilidade de se obter uma permissão especial para permanecer no país que, aliás, tem a maior taxa de imigração per capita do mundo. Mas que cidade escolher?

Apesar de ser um país bilíngue, a procura dos brasileiros por cursos de idioma no Canadá é dominada pelo inglês, que garante 80% do mercado, com destaque para as cidades de Toronto e Vancouver. Já para os 20% interessados no francês, os destinos preferidos são Montreal — disparado na frente — e depois Quebec City. Porém, aos poucos os brasileiros tem descoberto uma opção interessante: a cidade de Hamilton.

UM SEGREDO REVELADO: A CIDADE DE HAMILTON

A apenas 68 km de Toronto, Hamilton é um município de médio porte, com pouco menos de 550 mil habitantes. Por abrigar a McMaster – a 4ª melhor universidade do país e a 77ª melhor do mundo – e ainda o respeitado Mohawk College, a cidade tem um clima internacional, inteligente e agitado com um calendário cheio de festivais, eventos culturais e esportivos (os jogos de futebol do Pan rolaram por lá!).

Além disso, Hamilton, que tem um passado industrial muito forte, é muito verde. A cidade divide com sua vizinha, Burlington, um enorme e belo jardim botânico, o Royal Botanical Gardens. E oferece oportunidades incríveis de se ver cervos ao ar livre num cantinho chamado Paradise Cootes, bem próximo do campus central da universidade, em especial durante o inverno.

Situada entre o lago Ontário e o Niagara Escarpment, Hamilton oferece mais de 100 cachoeiras abertas para visitação e belas trilhas para caminhadas com diferentes níveis de dificuldades. Está ainda a poucos quilômetros de distância de Niagara Falls e toda área produtora de vinho.

Outros destaques importantes são a sua incrível rede de hospitais e médicos, alimentada em especial pela escola de medicina da McMaster, e a diversidade da sua população. Afinal de contas, não é em qualquer lugar do Canadá que se pode matar a saudade de casa saindo para comprar quibe, coxinha, azeite de dendê, farofa, chuchu, quiabo e pão de queijo congelado… 

E o melhor: tudo isto com um custo de vida bem mais em conta que o das grandes cidades do país.

Meu Canadá #13 – Julio Munhoz

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Brazilian Wave quer conhecer o seu Canadá através de suas experiências e opiniões. Conheça o Canadá da Julio Munhoz. Julio é cineasta, compositor, músico e lançou o álbum A Cor Dar, composto de composições inéditas, produzido em parceria com Giovana Bervian.


  • De onde você é? São Paulo, SP
  • Qual cidade você mora no Canadá?  Edmonton, Alberta
  • Há quanto tempo no Canadá?  19 anos
  • O que você faz no Canadá? Trabalho na Chronopia Communications há vários anos, pequena empresa atuante nas áreas de produção audiovisual e consultoria de comunicação.

Por que o Canadá?

Tenho uma relação de longa data com o país – morei em Toronto quando bem jovem, e desde então gosto muito daqui.

Algo que você gosta sobre o Canadá

Acho muitas coisas bacanas, entre elas o ambiente de inclusão e igualdade dominantes no país.

Algo que você não gosta sobre o Canadá

O inverno sempre chega!

Um lugar que você gostaria de visitar no Canadá

Há vários lugares que quero conhecer melhor, entre eles as províncias marítimas banhadas na brisa do nosso conhecido Oceano Atlântico!

Um lugar favorito no Canadá

As Montanhas Rochosas são incríveis!

Qual conselho ou sugestão vc daria pra quem gostaria de vir pro Canadá?

Pergunta difícil… acho que conselho ou sugestão só tem valia se a gente    conhecer a pessoa para quem se fala.

Uma foto no Canadá que você gosta

Waterton Lakes National Park, em Alberta.


Giovana e Julio participaram do 6 On-The-Go, da Brazilian Wave, na época do lançamento do álbum.


Participe do Meu Canadá! Mande email para [email protected]

Promoção da Appliance Studio oferece descontos na semana de aniversário

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A empresa Appliance Studio anunciou uma promoção de aniversário e irá oferecer descontos de até 40% em uma grande variedade de produtos, incluindo geladeiras, fogões, lavadoras, secadoras, lareiras, molduras de gesso e muito mais.

A semana de promoção será de 22 a 26 de setembro. (De terça-feira à sábado)

O showroom da Appliance Studio é na 97 Doncaster Ave, Thornhill, e está à disposição para designers, construtores e proprietários de casas, uma grande variedade marcas como Miele, Thermador, Monogram, Viking, La Cornue, Jenn-Air, Bosch, Fisher & Paykel, Electrolux, KitchenAid, LG, GE e muito mais.

Vai passar, vai melhorar…Vai?

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Crônica: Vai passar, vai melhorar… Vai?

Sem dúvida. Mas sabe-se lá quando. E nossas cicatrizes? E a sensação de um tempo perdido que não voltará jamais?

Vai ter vacina, vai ter reencontros. Vai acabar o receio, medo e a desconfiança. Só não acredito no tal “novo normal”.

Dia desses numa ida ao Rio de Janeiro, fiquei tão estupefata com o abandono da cidade onde nasci, que me deu uma tristeza profunda de que nunca mais haveria uma solução. Pelo menos não pra minha geração.

Constatei andando por Ipanema que havia perdido minha ginga de carioca. Não de malandragem mas de plena felicidade e orgulho de pertencer a um maravilhoso lugar pra se morar.

Esse Rio vai ficar pra sempre na memória. As sessões nos cinemas Leblon e Veneza com os amigos. As praias memoráveis sem multidão e mar limpinho, tomando limão gelado (sem pensar na procedência) e comendo biscoitos Globo. Das noites em clubes noturnos onde desfilavam todo tipo de gente interessante, com que se fazia amizade em questão de minutos!

Isso era o normal. O bom e antigo normal.

Esse novo tempo vai ser diferente.

Mas enquanto não chega esse momento, vamos de álcool gel e máscaras diversas. Novos livros, séries e os olhos colados no celular, nossa janela para o mundo. Encontrar os amigos pelo Zoom e comentar sobre os netos nascidos e os esperados, casamentos e funerais.

Vai passar, mas sabe-se lá quando!

Resumo de ‘VITÓRIA’: capítulos de 14/09 a 18/09

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Priscila coloca veneno na taça de champanhe e serve para Valéria – Crédito: Record TV

Confira o que vai rolar na semana da novela das 19h (segunda a sexta – horário de Nova York), na Record TV Americas.

Novela de Cristianne Fridman, Direção Geral de Edgard Miranda

Record TV Americas disponível no Canal 875 da Bell e 937 da Rogers.

Sinopse

Artur (Bruno Ferrari) sofreu um acidente quando criança e ficou paraplégico. Após a tragédia, seus pais, Clarice (Beth Goulart) e Gregório (Antônio Grassi), se separaram e o menino cresceu acreditando que foi rejeitado pelo pai, que formou uma nova família. Já adulto, ele decide se vingar. Ao descobrir que não é filho biológico de Gregório, coloca seu plano em ação: seduz Diana (Thaís Melchior), supostamente sua meia-irmã, só para fazer o pai sofrer ao acreditar que os filhos estão vivendo um romance. A vingança cai por terra quando ele se apaixona de verdade pela garota. Artur precisa decidir se vive seu grande amor ou continua a alimentar a mágoa por Gregório.

Priscila (Juliana Silveira) comanda um grupo neonazista, formado por Paulão (Marcos Pitombo), Bárbara (Liége Muller) e Enzo (Raphael Montagner). Os quatros vivem juntos em uma república universitária no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O grupo agride homossexuais, negros, índios e nordestinos, por não estarem de acordo com seus pensamentos. Há ainda o núcleo do Centro de Treinamento do Haras Vitória, onde a veterinária Renata (Maytê Piragibe) trabalha. Ela perde sua casa em uma enchente em Petrópolis, e passa a viver com o marido na casa de seus pais. É uma mulher trabalhadora e sofre assédio sexual do seu chefe imediato, Jorge (André Fillippi di Mauro).


14 SET // 2ª feira – Capítulo 100

Durante o café da manhã, Renata (Maytê Piragibe) percebe que Manel (César Pezzuoli) está com um comportamento diferente e pergunta o que aconteceu. Triste, ele diz que tem algo muito sério para contar para a filha. Animada, Zuzu (Lucinha Lins) diz que preparou um bolo especial para o marido e que os dois podem conversar a sós na cozinha. Magoado, Manel não entende o bom humor da esposa e revela que na noite anterior ela lhe deu um tapa no rosto. A revelação deixa Renata perplexa com a atitude da mãe. Priscila fica desesperada com avanço das investigações.

15 SET // 3ª feira – Capítulo 101

Priscila cai no plano de Dante, Valéria e Yone e assina os documentos relacionados ao quadro societário da escola. Paulão se nega a assinar antes de ler as vias, deixando todos apreensivos. Mesmo receoso, Paulão assina o contrato. Bruno confessa para Anastácia que pediu dinheiro para a mãe, pensando na felicidade de o casal ter uma casa própria. Jorge pergunta se Laíza tem total confiança em Iago, deixando escapar a desconfiança contra o milionário. Laíza fica chateada. Priscila avisa que não vai esmorecer e irá matar a mãe sem pena. Beatriz fica impressionada com o piquenique preparado por Mossoró. Bruno, Anastácia, Virgulino e Rosa comemoram a saída de Priscila da escola.

16 SET // 4ª feira – Capítulo 102

Paulão fala para Priscila pedir para Iago o dossiê completo sobre Dante. Gabi conta que Clarice desmaiou na sala de aula e deixa Cicinho preocupado. Ao observar Clarice dormindo, Iago se lembra de momentos da infância com ela. Diana e Artur vão até a clínica psiquiátrica onde Iago ficou internado, disfarçados. Bernardo avisa Clarice que ligaram da clínica que Iago se tratou, perguntando se ele conhecia alguma Ivonete. O diretor da clínica informa Artur e Diana que não divulga informações de pacientes antigos. Artur e Diana lamentam o fracasso do plano. Javier liga para Artur, surpreendendo-o ao pedir para falar com Ivonete. Priscila coloca veneno na taça de champanhe e serve para Valéria.

17 SET // 5ª feira – Capítulo 103

Valéria bebe o champanhe envenenado. Priscila confessa que matou Dinho e Paulão conta que ajudou no assassinato. Valéria diz que tem nojo da pessoa que a filha se tornou. Priscila culpa Yone pela morte de Dinho, pois a impediu de educar o neonazismo na escola e assume lutar pela ideologia. Valéria se apavora ao descobrir que foi envenenada. Ao ver o desespero da mãe, Priscila pede um abraço. Antes de o líquido fazer efeito, a vilã confessou todos os seus crimes. Chocada, Valéria diz que não esperava que ela fosse capaz de matá-la. Priscila conta que a mãe deveria ter sido honesta e falado que sabia de tudo. Valéria passa mal e morre nos braços da filha. Javier conta para Artur que Bernardo estranhou a ligação da clínica psiquiátrica, mas não desconfiou de nada. Diana afirma que ninguém pode saber da investigação deles sobre Iago. Iago ordena que Enzo enterre o carro usado por Priscila para matar Dinho. Artur diz que é bom estar perto de Diana e rouba um beijo. Ao se despedir de Diana, Artur grita que a ama. Quim diz ter certeza que Priscila e Paulão mataram Valéria. Edu pede que Quim se afaste deles o quanto antes. Determinado, Quim afirma que não desistir de fazer justiça por Dinho e Valéria. Cicinho tenta convencer Ednaldo a colocá-lo novamente na escola. Sabrina se julga incompetente por não ter provado que Priscila matou Dinho a tempo de prendê-la e evitado a morte de Valéria. Dante questiona o motivo de Priscila ter matado Valéria. Priscila diz que é a única herdeira e vai assumir o comando da escola. Dante lamenta que Valéria tenha perdido a vida por nada, já que antes de morrer vendeu a parte que era dona para Yone. Priscila fica perplexa com a notícia.

18 SET // 6ª feira – Capítulo 104

Priscila se desespera ao saber que matou Valéria em vão. William avisa a Iago sobre a morte da mãe de Priscila. Enzo, ainda cavando, fica contente com a notícia. Priscila chora ao se lembrar de momentos com a mãe. Ela se descontrola, começa a quebrar tudo no quarto e Paulão tenta contê-la. O corpo de Valéria é velado. Durante o enterro, Priscila discursa falsamente.  Yone explode e acusa a vilã de ser uma assassina. Clarice chega à escola Priscila Schiller e fica surpresa ao saber que não haverá aula, pois a dona do colégio faleceu. Diana convida Luciene para voltar a correr pelo haras dos Ferreiras. Artur diz que estranhou Iago viajar neste momento. Netto tenta fazer Ricardo confessar o envolvimento de Priscila no assassinato de Dinho, mas não consegue obter informações. Ramiro recebe a visita de Sabrina no hospital e se recusa a pedir exame de corpo de delito para Iago. Mossoró tenta alertar Bernardo sobre a culpa de Iago, mas o treinador não acredita. Iago vai até a casa de Priscila.


*Sujeito à alteração de acordo com a edição dos capítulos

Empatia

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A palavra existe, o sentimento nem tanto. Muitas palavras com significado humano povoam nosso vocabulário, e poucas delas são usadas no seu sentido benéfico, com a amplitude que, supostamente, representam. Digo, supostamente, porque a deturpação do grau de sentimento e a seletividade com que elas são aplicadas tornam inócuas as suas representatividades.

A morte do ator que representou o Pantera Negra me causou um sentimento que poderia chamar de empatia. Quando fiz uma crônica associando o personagem herói de Wakanda com o imigrante africano na França, que saiu em resgate de um bebê que poderia cair do alto do prédio, e a sua determinação em escalar o imponderável e salvá-lo, tentei mostrar que nós somos iguais de verdade. Mas, só reconhecemos isso quando precisamos, realmente, do outro. Na hora do perigo e da necessidade não enxergamos, e até agradecemos que o outro ser humano se lance em nossa direção, arriscando-se para nos ajudar, não importando de onde venha a ajuda.

Empatia e ajuda andam juntas, mas empatia não pode andar associada a interesse. Ela tem que ser natural. Vinda de dentro de nós, não para sentir a dor do outro, porque isso não é possível, mas para correr em sua direção e confortá-lo, consolá-lo, não imaginar que podemos entender como funcionam mundos distantes, mas aceitar as suas existências.

A doença terrível que o ator contraiu foi solitária. Não a revelou, a conteve e prosseguiu seu trabalho, mostrando que a sua força era bem maior do que a do personagem que representou, mais isolada, cruel, e foi o personagem que fez com que pudesse avançar na vida, continuar vivendo e realizando seu sonho no cinema.

Independente de representar a raça negra como seres capazes de grandes realizações, Wakanda mostra que é possível que uma cultura se agigante percorrendo seus próprios caminhos. Compreender Wakanda, suas forças, seus defeitos, contradições, que existem em nosso mundo, é empatia. Principalmente, quando ela vem em nosso socorro, comprovando que precisaremos sempre, uns dos outros.

Boseman se foi, e levou com ele o personagem. A sua batalha foi insana, mas demonstrou que enfrentá-la foi sua única opção. Porque diante da adversidade a única maneira de viver é enfrentando, com coragem.

Não temos contra esse Thanos viral nenhuma equipe de super-heróis para nos ajudar. E a única possível é a empatia, é essa junção de empatias que deveria formar uma corrente envolvendo todos nós.

Boseman nos deixou sós, mas sua história, como a de tantos outros anônimos que se lançam em nossa ajuda, sem que nós saibamos, continuará a existir. O egoísmo é o real inimigo, representado pela inveja na capacidade do outro em conseguir superar obstáculos, e outros, que se enraízam na falta de empatia, disfarçados na fantasia da negação e do falso moralismo, fazendo da empatia um personagem secundário, bem longe da Wakanda isolada que existe dentro de alguns.

Infelizmente, em um mundo onde alguns dizem que os seus pensamentos são os corretos e os outros errados, na maioria das vezes, embasados nas falsas premissas que levam às conclusões falsas.

Mentira e empatia não andam juntas.

Quarentena e paciência

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Crônica de Nltons Lattari: Quarentena e paciência. (Photo by Iva Rajović on Unsplash)

Paciência é uma palavra, que me perdoem os pacientes, somente empregada na perda. Sua origem tem a ver com resistência, resignação, submissão e tem uma relação com o paciente, aquele que sofre, que sente uma ação sobre ele,

Ouço, e é comum ouvir, que perdemos a paciência por algum motivo. Resultado de uma espera longa e vai dai que o paciente, aquele que perde a dita cuja chuta o balde e sai por aí blasfemando contra o mundo.

Estar em uma quarentena, trancado por quase meio ano, exige, com certeza, uma dose de paciência. E aí entramos em outra questão sobre a dose. Qual a dose recomendável para a paciência da gente? Isso deve ser uma coisa individual, porque as pessoas são diferentes, e a dose deve ser ministrada nos mínimos detalhes, individualizada, para que o paciente não morra de tédio ou seja lá do que for.

Também nunca ouvi falar em ganhar a paciência. Como seria? Se para não perdê-la é necessário tomar uma dose, e, portanto, o que fazer para ganhar? Até porque se a dose for excessiva pode encher a paciência e daí…

Bem, o paciente, presumivelmente, tem uma doença e algum medicamento é administrado para ganhar alguma coisa, que seria a cura. Ele não perdeu a paciência e foi paciente, logo o segredo é sempre termos a paciência dentro de nós. Então, ser paciente é uma virtude. Sendo o paciente aquele que padece, temos um jogo de palavras que faz qualquer um perder a … paciência.

Voltamos à questão da paciência que se perde, e a dose de paciência que seria suficiente para manter o paciente… paciente.

Bem, a respeito de que falamos então? Quarentena e paciência. Haja paciência para aguentar tanto tempo. Dá saudade da gente, né minha filha!

Esses tempos parecem teste para não perdermos a paciência e voltarmos ao que éramos: pacientes de outros tempos. Existe uma certa dose de paciência em relação ao futuro. Não existe vida sem futuro. Não existe vida sem sonhos. Não existe vida como se não houvesse amanhã. Não existe paciência que ature isso, com submissão e resignação.

Vida é tempo. E o tempo não para e não tem a menor paciência e necessidade de esperar por alguém. Não perder a paciência é o ganho. Ser resiliente contra o tempo, sabendo que perdemos alguma coisa, tentamos não perder outra: o poder de continuar a nossa vida em frente. Alguns perderam a paciência e jogaram a toalha, outros estão com a sua dose sendo administrada com paciência, na espera.

A vida, então, é formada entre os pacientes e os impacientes. E, no final, quem ganha a história, quem ganha o jogo? É uma luta entre dois grupos e o tempo. E o tempo é invencível. Resta saber se a dose de paciência não deveria ser repartida entre os dois grupos, contra o tempo.

É difícil ganhar resiliência, resignação vendo o tempo passar e se esvair. Tempo não se recupera, e muito menos vida. Falta pouco, tudo passa, a vida continua são as palavras que chegam, devidamente dosadas para administrar a nossa paciência.

Vamos torcer e ser pacientes, vai passar. Porque paciência mesmo é ouvir e ler coisa ruim, mentiras, falsos discursos moralistas e tomar uma dose de paciência para não chutar o balde, o pau da barraca, rodar a baiana, dar no saco e vamos amolar a paciência para depois da quarentena.

Resumo de ‘VITÓRIA’: capítulos de 7/09 a 11/09

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Clarice e Cicinho aguardam a chegada de Ednaldo – Foto: Record TV

Confira o que vai rolar na semana da novela das 19h (segunda a sexta – horário de Nova York), na Record TV Americas.

Novela de Cristianne Fridman, Direção Geral de Edgard Miranda

Record TV Americas disponível no Canal 875 da Bell e 937 da Rogers.

Sinopse

Artur (Bruno Ferrari) sofreu um acidente quando criança e ficou paraplégico. Após a tragédia, seus pais, Clarice (Beth Goulart) e Gregório (Antônio Grassi), se separaram e o menino cresceu acreditando que foi rejeitado pelo pai, que formou uma nova família. Já adulto, ele decide se vingar. Ao descobrir que não é filho biológico de Gregório, coloca seu plano em ação: seduz Diana (Thaís Melchior), supostamente sua meia-irmã, só para fazer o pai sofrer ao acreditar que os filhos estão vivendo um romance. A vingança cai por terra quando ele se apaixona de verdade pela garota. Artur precisa decidir se vive seu grande amor ou continua a alimentar a mágoa por Gregório.

Priscila (Juliana Silveira) comanda um grupo neonazista, formado por Paulão (Marcos Pitombo), Bárbara (Liége Muller) e Enzo (Raphael Montagner). Os quatros vivem juntos em uma república universitária no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O grupo agride homossexuais, negros, índios e nordestinos, por não estarem de acordo com seus pensamentos. Há ainda o núcleo do Centro de Treinamento do Haras Vitória, onde a veterinária Renata (Maytê Piragibe) trabalha. Ela perde sua casa em uma enchente em Petrópolis, e passa a viver com o marido na casa de seus pais. É uma mulher trabalhadora e sofre assédio sexual do seu chefe imediato, Jorge (André Fillippi di Mauro).


7 SET // 2ª feira – Capítulo 95

Diana fica revoltada ao descobrir que não poderá ver o pai durante sua primeira semana na penitenciária. Ela pede a ajuda de Ramiro, mas ele diz que não pode interferir. Sabrina confessa para Rafael que acredita que Iago seja o assassino das flechas. Artur leva Diana para um almoço em um Iate, deixando-a sem jeito. Ela pede a Artur que a ajude a procurar o hospício em que Iago foi tratado durante a infância. Bia diz para Mossoró que enfrentou Jorge e que não deixará que ele os separe novamente. Ramiro decide disfarçar-se de neonazista e ir a bar para fazer investigação. Priscila culpa Bárbara pelas consequências que vem sofrendo após a acusação de ser neonazista. Ramiro chega e a discussão cessa. Priscila e Paulão explicam que estão na delegacia para saber sobre a investigação da morte de Dinho. Sabrina conta que a polícia está perto de prender o culpado pelo crime. Ramiro fica furioso com o comportamento de Sabrina na frente de Priscila. Beatriz revela para Quim que voltou a namorar Mossoró. Priscila e Paulão chegam a Casa de Chá procurando por Quim e Zuzu pede que eles se retirem. Diana e Artur são obrigados a passar a noite juntos em Angra por conta de tempestade no mar.

8 SET // 3ª feira – Capítulo 96

Caíque sugere que Paulo Henrique crie um perfil no site que Rosa está usando e faça de tudo para reconquistá-la. Diana sente enjoos e recebe os cuidados de Artur. Clarice e Cicinho aguardam a chegada de Ednaldo. Jorge percebe que Ednaldo bebeu e reclama. Os funcionários da escola vibram com a notícia de que Priscila vai vender a parte dela e deixar a administração. Valéria convida todos para comemorarem. Cicinho chora, com vergonha de ver o pai bêbado e sai correndo. Ednaldo diz que a bebida é o remédio para a dor nas costas e pede desculpa para Clarice. Artur se despede de Diana e tenta beijá-la. A joqueta se esquiva e, ao entrar em casa, relembra a declaração de amor do ex. Ednaldo promete que não vai mais exagerar na bebida e pede desculpa para o filho.  Valéria e os professores encontram Priscila com Paulão no bar. A vilã liga para Iago pedindo agilidade na compra da escola e cobra o dossiê sobre Dante. Iago avisa que está com ele em mãos e fala para Priscila provocar Dante, chamando-o de Hans. Ela não entende e fica surpresa ao saber que esse era o codinome que Dante usava quando era neonazista. Priscila vai até a mesa onde Dante está sentado e o chama de Hans, deixando-o em choque.

9 SET // 4ª feira – Capítulo 97

Artur e Diana retornam do passeio de barco. Diana se recorda com ternura de sua conversa com Artur. Ele fica entusiasmado com o encontro e grita que a ama. Diana retira o anel de noivado com Rafael. Incentivado por Caíque, PH entra em um site de relacionamento para procurar Rosa. Com a ajuda de Matilde, Rosa também entra no mesmo site e conversa com Paulo Henrique sem saber que se trata do próprio marido.

10 SET // 5ª feira – Capítulo 98

Luciene reclama da comida de Ricardinho. Edu fica sem graça quando Bernardo diz que não é obrigado a conversar com ele. Iago chega em casa acompanhado de Pedro Dois. Javier manda Jorge dizer para Ednaldo que o Arminho vai pagar as despesas de seu tratamento. Jorge pergunta para Javier se ele acha que Iago é o assassino das flechas. Iago obriga Pedro Dois a contar toda a verdade sobre a morte de Pedro Um. Javier diz para Jorge tomar cuidado com Iago, pois ele acha que o filho de Bernardo é o assassino das flechas. Laíza fica decepcionada com a confissão de Pedro Dois.

11 SET // 6ª feira – Capítulo 99

Artur fica sabendo que Pedro Dois está de volta e tenta avisar à Diana, mas não consegue falar com a moça. Clarice fica perturbada e não consegue dormir pensando no drama de Cicinho e Ednaldo. Ela se recorda de Gregório embriagado no passado. Zuzu fica enfurecida por Manel ter marcado consulta médica para ela. Artur conta para Clarice como foi o almoço com a sua amada. Analice começa a desconfiar que Diana esteja feliz com a aproximação de Artur. Ramiro se prepara para entrar disfarçado no bar neonazi. Valéria decide dormir na casa dos professores e Virgulino percebe que Dante não está em casa.


*Sujeito à alteração de acordo com a edição dos capítulos

O nome dele é Bobby Ray

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Renata Garavaglia com Bobby Ray (Foto: arquivo pessoal)

Sempre considerei a existência deles fundamental na minha vida. Desde que me entendo por gente tenho animais de estimação. E diante dessa pandemia, desse isolamento que tem durado mais do que todos pensávamos, a presença de um Amigo fiel no meu dia a dia tem feito toda diferença.

Apesar dos passeios diários terem diminuído muito, quase escassos, diria, minha maior distração nesses dias de quarentena foi ele, dedicados e acalentados por ele, Bobby Ray.

Mesmo morando na mesma casa com meus pais e irmã – cada um tem sua independência, seu canto, sua rotina – é inevitável não me sentir “sozinha” de vez em quando. Normal, e confesso que até gosto! Mas o fato de ter um serzinho te “namorando” o tempo inteiro, te seguindo, mesmo que com o olhar, não me permitiu ter esse sentimento de solidão. Os momentos de tristeza também não duravam muito.

Quantas vezes me peguei perguntando o que seria de mim sem a presença e alegria dele… Quanto amor e quanta alegria ele me dá! Minhas risadas têm nome – Bobby Ray! Como é importante estar em boa companhia em dias tão sombrios e de tantas incertezas e desigualdades.

Aprendi tantas coisas nessa nova fase que estamos vivemos. Tantas! Das mais bobas às mais profundas. Uma delas foi tosar o Bobby, missão que durou cerca de duas semanas para ser concluída, mas sem muito sucesso, já que até hoje encontro um pêlo mais comprido aqui, outro ali. Aprendi a ter mais resiliência (nem sempre consigo, mas tento!), jogo de cintura quando o assunto é a convivência com pessoas tão diferentes. Aprendi a virar a panqueca jogando para o alto, a fazer arco-íris artesanal (fiz 20 para dar de presente para minhas amigas), a driblar a ausência dos abraços, e a importância, mais do que nunca, da solidariedade.

No fundo, no fundo, gostei dessa desaceleração que o mundo deu. Acho que todos estavam precisando desse sacode que o coronavírus trouxe. As pessoas se voltaram mais para suas famílias, suas raízes. Passaram a valorizar mais a relação com o próximo, já que o amanhã se tornou ainda mais incerto. Quantas vidas se foram nesse meio tempo? E, mais uma vez me pergunto: o que seria de mim nesses dias sem a presença essencial do Bobby Ray?

Adote, não compre! Ajude sempre um animal de rua, um abrigo!

Coleção de arco-íris artesanal de Renata Garavaglia. (Foto: arquivo pessoal)
Arco-íris artesanal de Renata Garavaglia. (Foto: arquivo pessoal)
Bobby Ray. (Foto: Renata Garavaglia)
Por do sol. (Foto: Renata Garavaglia)

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Renata Garavaglia, ou simplesmente Naná. Carioca, jornalista, “mãe” do Bobby Ray e uma eterna aprendiz.

Um tributo a Joseph Mancinelli

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Vice-Presidente Internacional e Gerente Regional Canadá Central e Oriental da União Internacional dos Trabalhadores da América do Norte (LiUNA)

Seja na Itália ou no exterior, é um fato registrado que, ao longo da história, os italianos contribuíram para importantes invenções e inovações nos campos da escrita, calendário, engenharia mecânica e civil, notação musical, observação celestial, perspectiva, guerra, comunicação de longa distância, armazenamento e produção de energia, medicina moderna, polimerização e tecnologia da informação. Além disso, a teorização do direito civil, contabilidade de dupla entrada, álgebra e análise matemática, mecânica clássica e celeste, método científico (particularmente nos campos da física e da astronomia) também são grandes contribuições feitas ao mundo pelos italianos.

De acordo com o Censo do Canadá de 2016, 1.587.970 canadenses, ou seja, 4,6% da população total alegaram ascendência italiana total ou parcial. Globalmente, existem mais de 60 milhões de descendentes de italianos, metade dos quais estão no Brasil, tornando-se o maior país do mundo com raízes italianas. São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná têm a maior concentração italiana no Brasil. Os brasileiros italianos são conhecidos como ítalobrasileiros (Italo-brasiliani). A importância da história da migração italiana para o Brasil construiu uma forte e amigável relação Brasil-Itália. Os italianos enriqueceram a cultura brasileira com sua cultura e costumes étnicos, como música folclórica tocada com acordeão, círculo íntimo de amigos, fé forte, artes culinárias, alegria de viver, humildade, ética de trabalho e ética nos negócios, além de proses, apenas para mencionar umas poucas.

Esperava-se que os imigrantes italianos em todo o mundo alcançassem o bem-estar econômico e social quando migraram para o novo mundo. Os italianos tiveram o papel principal na formação dos primeiros sindicatos brasileiros. E no Canadá, Joseph Mancinelli e sua família são reconhecidos e respeitados como os pioneiros lendários no negócio de construção sindicalizado na América do Norte. O trabalho árduo de Mancinelli, educação formal, dedicação, comprometimento, perseverança e envolvimento na comunidade o premiaram com o papel da liderança como Vice-Presidente Internacional e Gerente Regional do Canadá Central e Oriental da União Internacional dos Trabalhadores da América do Norte, uma organização sindicata norte-americana que representa mais de 800.000 membros no total, com 60.000 membros na região Central e no leste do Canadá da LiUNA.

Apesar de seu ocupado cargo de liderança na LiUNA, Mancinelli, dedica tempo para contribuir com muitas instituições de caridade e projetos que não apenas enriqueceram o crescimento econômico da América do Norte, mas promoveram o crescimento internacional e também construíram relações internacionais. Seu amor por nossa população vulnerável e seu coração generoso são evidentes através de suas contribuições de caridade.

O envolvimento de Mancinelli nas realizações da União é muitos: as grandes iniciativas de reconstrução no centro da cidade de Hamilton, a restauração e transformação da antiga estação ferroviária da CN para o salão de banquete LiUNA Station e o desenvolvimento das instalações de cuidados de longo prazo da LiUNA, conhecidos como Queen’s Garden no bairro oeste de Hamilton e Regina Gardens na montanha oeste de Hamilton.

O primeiro LEED Silver Certified (Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente), na nova sede da União em Oakville foi concluída em 2009 sob liderança de Mancinelli.

A doação de US $ 46.000,00 feita por Mancinelli, juntamente com altos funcionários da LiUNA de toda a América do Norte para o Conselho da Escola Católica Hamilton-Wentworth em 5 de maio de 2010, foi usada para apoiar ao St. Joseph Home for Boys (Casa para meninos São José), um orfanato em Port-au- Príncipe Haiti, que foi destruído durante o terremoto no Haiti em 12 de janeiro de 2010.

Embora Mancinelli tenha ganhado muitas jóias em sua coroa, a indústria da construção não é o único lugar em que ele reina. Ele recebeu as seguintes honras:

• Nomeado para a Galeria de Distinção de Hamilton em 2016

• Nomeado em décimo na lista das 15 pessoas mais influentes de Hamilton em 2015 pela Urbanicity Magazine

• Homenageado com o Prêmio de Distinção do Patrimônio Italiano da Festitalia por seu trabalho no movimento trabalhista e por sua promoção da cultura e do patrimônio italianos em toda a comunidade

• Recebeu o Prêmio de Reconhecimento Especial pela a Câmara de Comércio Italiana de Toronto

• Premiada com a Medalha de Jubileu de Ouro da Rainha pelo serviço e dedicação à comunidade

• Premiado pelo Rotary Club de Paul Harris Fellowship (Bolsa), em reconhecimento à sua significativa contribuição para a promoção de relações amistosas entre os povos do mundo.

• Juntamente com seu pai Enrico, foi homenageado pelo Fundo Nacional Judaico do Canadá no Jantar Negev dos Homenageados pelas suas contribuições extraordinárias à comunidade

• Recebeu o prêmio da Câmara de Comércio de Hamilton por participar da comunidade de Hamilton em geral

• Reconhecido pela Associação de Arquitetos de Ontário e pela Sociedade de Arquitetos de Hamilton por seu compromisso em restaurar prédios históricos e sua visão e na restauração da estação, LiUNA Station

• Premiado pelo Order of Sons of Italy (a Ordem dos Filhos da Itália) – Canadá / Trieste Lodge, prêmio Cidadão ítalo-canadense do ano por seu compromisso e dedicação, não apenas à comunidade italiana, mas à comunidade em geral

• Apresentado com um prêmio de mérito pelo Comitê da “Semana da Criança” por seu trabalho duro e esforços em relação às crianças

• Concedido o prêmio de mérito do Mohawk College pelo seu conselho de governadores por sua dedicação e serviço destacados ao Mohawk College

• Concedido a Doutorado em Direito pela Universidade McMaster, na primavera de 2017

Além disso, junto com o ator americano Joe Mantegna, da série de TV Criminal Minds (Mentes Criminosas); o músico Gino Vannelli e o cartunista Andy Donato, em 28 de maio de 2014, Mancinelli foi induzido na Calçada dos Famosos Italianos (Italian Walk of Fame) no bairro Little Italy (Pequena Itália) em Toronto.

Suas Iniciativas Políticas incluem servir como Co-Presidente por mais de 14 anos no Jantar do Trillium em homenagem aos Liberal Premiers de Ontário e ao Fundo Liberal de Ontário, presidindo eventos nos últimos três anos para o Partido Liberal do Canadá em homenagem ao então líder Liberal Justin Trudeau, co-presidindo um jantar do Partido Liberal do Canadá em homenagem ao Líder Liberal Michael Ignatieff, atuando como Vice-Presidente do jantar da Confederação em homenagem ao Primeiro-Ministro designado Paul Martin, e atuando como Co-Presidente do jantar da folha de bordo honrando o Honorável Primeiro Ministro Jean Chretien. Além disso, nas últimas 3 décadas, ele organizou vários jantares para vários candidatos políticos nos níveis federal e provincial, como também para vários políticos no nível municipal, em sua residência.

Apesar de ter ganho muitas jóias em sua coroa, a que brilha brilhantemente é o dom e o talento de Mancinelli como artista realizado e filantropo. Arte e design embelezam o mundo criando alegria e felicidade e prestam homenagem ao Nosso Criador. Por anos consecutivos, Mancinelli foi premiado com o Trillium Award da Província de Ontário pela excelência
paisagística em sua residência. Ele foi nomeado o artista favorito local dos leitores do Jornal Hamilton Spectator, por suas pinturas e obras de arte. Ele continuou pintando ao longo dos anos e esteve envolvido com várias organizações de arte, como o Hamilton Arts and Heritage Council

(Conselho de Artes e Patrimônio de Hamilton); e suas pinturas foram doadas como itens de leilão ou sorteio em vários eventos organizados por diversas organizações de caridade. Inúmeras instituições de caridade se beneficiaram imensamente do espírito filantrópico de Mancinelli. Os recursos arrecadados com seus esforços ativos contínuos, leilões e sorteios de suas pinturas beneficiaram a Pesquisa Médica, e os hospitais Hamilton Health Sciences e o St. Joseph’s Hospital, apenas para citar alguns.

O multi-talento de Mancinelli é comparável ao de um homem renascentista. Citação de Michelangelo: “Todo bloco de pedra tem uma estátua dentro dele, e é tarefa do escultor descobri-lo” e do William Bouguereau: “É preciso buscar a beleza e a verdade, senhor! Como sempre digo aos meus alunos, você precisa trabalhar até o fim. Existe apenas um tipo de pintura.” parecem alinhar-se com a última criação de Mancinelli, intitulada “The Reunion”. Isso foi inspirado pelas famílias que começaram a se reunir durante essa pandemia do COVID -19 e como um tributo às vidas perdidas devido a e durante essa pandemia. Junto com o mundo, ele sentiu as emoções devido ao isolamento e à separação forçados de membros amados de sua família, como a sua mãe, sogra, filha e netos durante esta pandemia.

Hamilton é considerado uma joia em bruto, e Mancinelli ilustrou eloquentemente ao mundo, através de suas inúmeras realizações, conquistas e interpretação das artes, a personificação do produto final polido, que é o diamante que todos procuramos em nós mesmos e na humanidade. Sua vida é motivadora e inspiradora. Todos aspiramos a dar continuidade ao seu legado de inovação, progresso e sobrevivência nos negócios de construção para nossas futuras gerações, para que eles também possam continuar a construir e embelezar nosso mundo, como Mancinelli e sua equipe fizeram. Com admiração, respeito e gratidão!

A “Reunião” de Joseph Mancinelli

O ambiente online. Os riscos para crianças e adolescentes

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O ambiente online. Os riscos para crianças e adolescentes. Por Eder Pessalacia.

Nossos filhos estão sempre conectados à Internet, jogando, falando com amigos e assistindo vídeos. Enquanto pais, pensamos que eles passam muito tempo no Facebook ou Netflix. Porém, eles estão frequentando também lugares bem menos conhecidos dos adultos. Pergunte aos seus filhos sobre Discord, Amino, Twitch, GroupMe, IMVU, Bigo, Tik Tok, BitLife, Holla, Kik. Provável que vá se surpreender com a resposta.

Primeiro temos o desconforto de nossos pequenos frequentarem locais que nem imaginávamos que existam. Depois, não temos ideia do que estão fazendo lá. E por fim, as exigências de isolamento durante a pandemia fez aumentar o tempo que passam conectados.

Neste cenário, temos que compreender três características fundamentais da Internet: ela é livre, tem tudo, e nunca esquece. De uma perspectiva positiva, temos a Internet para livremente nos expressarmos e buscarmos conhecimento. Porém, a liberdade na Internet se traduz muitas vezes em impunidade e possibilidade de anonimato para cometer crimes. E crianças e adolescentes com acesso à Internet já viram de tudo, pois a curiosidade move o humano.

Vivendo neste ambiente com pouco controle, eles ainda estão sujeitos a abusos. Dados da UNICEF de 2019 mostram que 37% dos jovens já sofreram bullying virtual. O relatório de Cyberbullying 2018 do Instituto Ipsos coloca o Brasil em segundo lugar no bullying virtual com 29% dos usuários. O Canadá fica em oitava posição com 20%.
Educação para o Digital

Neste cenário caótico, é fundamental educarmos os usuários mais novos para o mundo digital. A Educação para o Digital possui quatro pilares: dialogar, monitorar, não se expor, e discernimento.

O diálogo aberto e sincero esclarece os benefícios e riscos da rede: ganhamos conhecimento e amizades, mas nem todo conteúdo é bom e há crimes sendo cometidos. E quando eles se sentirem desconfortáveis ou ofendidos, podem e devem buscar ajuda com os adultos da família.

A monitoração frequente pode ser feita com ajuda do diálogo e com apoio dos aplicativos de controle parental, gratuitos ou pagos. Um bom app deve fornecer um relatório dos locais visitados, bloquear os sites não desejados e limitar o tempo de uso, de acordo com a idade da criança.

Os adolescentes devem limitar a exposição online, pois a Internet nunca esquece. Aqui vale ensiná-los a regra da manchete de jornal: a foto ou vídeo que estou enviando pode aparecer na primeira página de um jornal? Eles devem entender que uma foto enviada de forma privada pode se tornar pública e viral em poucos minutos, sem nenhum controle sobre a situação.

Por fim, temos que exercitar o discernimento de conteúdo, desconfiando sempre da qualidade da informação. Instrua os jovens a usarem sites de verificação de fake news, como factscan.ca, factcheck.org, boatos.org e aosfatos.org, para citar alguns. Com discernimento, podemos confirmar se aquela notícia incrível é verdade ou se foi feita com mentiras ou meia verdades.

Exercitando esse pilares da Educação para o Digital, dialogar, monitorar, não se expor, e discernimento, as crianças e adolescentes estarão melhor preparados para a vida digital que deverá ser parte importante da sociedade pelas próximas décadas.

Tempo total de tela (televisão, games, Internet, celulares)

Abaixo de 2 anos = Sem acesso
2 a 5 anos = 1 hora
De 5 a 12 (17*) anos = De 2 a 3 horas

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e Canadian Screen Time Guidelines. A Canadian Screen Time Guidelines sugere o aumento para 2 horas de tela a partir
dos 17 anos.

Riscos do mundo online (para crianças e adolescentes)

Pedófilos: Predadores sexuais usando sedução para cometer abusos
Scammers: Enganam a vítima para obter dados sigilosos e dinheiro
Sexting: Troca de conteúdo íntimo, podendo ser usado em ameaças futuras
Bullying: Ameaças e intimidação de conhecidos ou anônimos com perfis falsos
Grooming: Ganham a confiança da criança ou adolescente para obter pornografia
infantil e aliciar na prostituição