Mihail Pronin

Batuta brasileira.

Por Paula Mazulquim

Promover a música do Brasil, difundir sua beleza e favorecer a integração social da comunidade no Canadá é a missão do primeiro coral brasileiro que nasce em terras canadenses. Folclore, Bossa Nova, tradicionais músicas internacionais e – claro! – muita Música Popular Brasileira figuram no repertório da iniciativa inédita no país. Mihail Pronin, um engenheiro de profissão e regente apaixonado nas horas vagas, é o coordenador do projeto e fala sobre como tudo começou.

Apesar da sua formação técnica em engenharia elétrica e da graduação em propaganda e marketing no Brasil, você sempre esteve envolvido com atividades musicais. Como se deu este envolvimento?
Mihail Pronin – Desde 2000, trabalho como consultor em empresas de meio ambiente no Canadá, Brasil e Europa mas não é de hoje que a música está presente em minha vida. Aos nove anos, iniciei meus estudos no piano e aos 14 continuei estudar o instrumento no Conservatório Musical Gomes Cardim, em São Paulo.

 Como se entusiasmou com os corais?
Mihail Pronin – Sempre que era possível, me inscrevia nos corais escolares. Em 1975, entrei para o Coral da USP (Universidade de São Paulo) sob a regência do famoso maestro Benito Juares e foi aí que começou meu entusiasmo com a música coral. Foi uma época de intensa atividade musical, festivais e apresentações nos teatros municipais de São Paulo e Campinas.

 E a carreira de engenheiro nunca atrapalhou suas participações nos corais?
Mihail Pronin – Pelo contrário, criou oportunidades. Em 1980, quando era engenheiro de telecomunicações da Telesp (Telecomunicações de São Paulo), a empresa criou um coral e convidou o maestro Jonnas Christiansen, um dos mais renomados regentes no cenário mundial daquela época. Foi um período em que pude participar de muitas apresentações e viagens por diversas cidades de São Paulo.

 Quando você teve a chance de aprender sobre regência coral?
Mihail Pronin – De 1985 até 1989, por conta do falecimento do maestro Jonas Christiansen, o coral Telesp passou a ser regido pelo não menos competente maestro Roberto Tibiriça. Aprendi muito sobre regência coral nestes anos.

 E não parou mais?
Mihail Pronin – Não! Em 1991, atuei como assistente do coral da Telesp por quase quatro anos até que a empresa resolveu finalizar esta atividade. Foi então que entrei para o grupo da Universidade Alvares Penteado, em São Paulo.

 E o Canadá? Como surgiu na sua vida?
Mihail Pronin – A oportunidade de desenvolver negócios no Canadá alterou radicalmente o curso da minha vida. Entretanto, a idéia de formar um coral brasileiro sempre esteve em minha mente, desde que me mudei para cá, há mais de onze anos. Dou aulas de piano e já participei do Common Thread Community Chorus of Toronto, um coral com repertório bem eclético, mas confesso que sempre senti falta das músicas com alma brasileira.

 Foi daí que surgiu o impulso para formar o primeiro coral brasileiro no Canadá?
Mihail Pronin – Sempre estive em contato com a comunidade brasileira local. Dessa maneira, trocando idéias com membros dela, o projeto começou a tomar forma. Queríamos um coral que representasse o aspecto cultural da nossa comunidade, assim como o seu poder de referência e integração social.

 As atividades já começaram? Quem pode participar?
Mihail Pronin – Desde o meio deste ano, começamos a convidar amigos e anunciamos no jornal. A resposta foi imediata e, em pouco tempo, conseguimos formar um grupo com mais de 20 brasileiros com o mesmo espírito musical. Todos ávidos por participar do nosso coral! Não é preciso ter experiência ou formação musical. Basta ter muito ânimo, desejo e boa vontade para cantar.

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Entre em contato com Mihail, pelo e-mail: [email protected]

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