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Como pagar a sua hipoteca mais rápido

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Não se engane: cada dólar conta quando se trata de pagar sua hipoteca mais rápido. Quanto mais rápido você puder pagar seu empréstimo, mais você economizará em juros. Armado com informações e determinação, estas dicas vão ajudá-lo a pagar o seu financiamento mais rápido. Eu vou compartilhar com você as 4 estratégias de pagamento de hipoteca mais comuns que reduzirão a duração de seu financiamento; você pode ter certeza de que os bancos não gostam muito quando os clientes aprendem estas estratégias, pois se o cliente ganha, o banco perde. Então, vamos começar com a mais fácil.

1. Pagamentos a cada duas semanas na opção acelerado (a palavra chave aqui é “acelerado”) A maioria das pessoas não sabe disso, mas há duas opções quando se trata de pagamento bi-semanal: “bi-semanal acelerado” e “bi-semanal”. Certifique-se de escolher a opção “bi-semanal acelerado” em vez de “bi-semanal”. A opção “bi-semanal” não fará nada para reduzir o tempo do seu financiamento. Acredite ou não, a maioria das pessoas que tem a opção “bi-semanal”, pensam que eles estão pagando o seu financiamento mais rápido, mas eles não estão. A opção “bi-semanal” é a mesma coisa que quinzenal, o que resulta em 24 pagamentos anuais. O ano tem 12 meses, 52 semanas e 26 ciclos de pagamentos bi-semanais. Em vez de pagar sua hipoteca mensalmente, 12 vezes por ano, ou a forma tradicional quinzenal, seja inteligente e pague o seu financiamento através da opção “bi-semanal acelerado” (a cada duas semanas) totalizando 26 pagamentos a cada ano. Pagando o seu financiamento “bi-semanal acelerado”, você reduzirá o prazo em 3 anos e 9 meses e economizará muito dinheiro em juros. Veja este exemplo: Um financiamento de $300,000.00 com pagamento mensal, com uma taxa de juros de 3% ao longo de 25 anos custará $125.920,44 em juros. No entanto, se você optar em pagar o seu financiamento usando a opção “bi-semanal acelerado”, você economizará 3.9 anos e $16.058,57 em juros.

2. Arredondar pra cima o pagamento do seu financiamento. Digamos que a sua prestação mensal seja de $1.543,00. Considere arredondar esse valor para $1.600,00 se o seu orçamento permitir. Os $57.00 extra farão maravilhas para a redução do seu financiamento, e provavelmente você não sentirá tanta diferença em seu orçamento mensal. Este montante a mais que você está enviando a cada prestação, reduzirá o saldo e o tempo do financiamento. Exemplo: O pagamento “bi-semanal acelerado” de um financiamento de $230.000,00 com uma taxa de juros de 2,75% em 30 anos seria de $468,53. Arrendondando esses pagamentos bi-semanais acelerado” em apenas $31,47 totalizando $500.00 por pagamento, você economizará quase seis anos no prazo do seu financiamento. Vale muito a pena, você não acha?

3. Coloque qualquer dinheiro “extra” para abater o saldo do seu financiamento é outra estratégia fantástica. Fontes inesperadas de dinheiro, como um cheque de aniversário de um parente ou um bônus no trabalho, são consideradas fontes de dinheiro “extra”. O dinheiro “extra”, pode ser facilmente aplicado ao seu financiamento sem qualquer impacto no seu orçamento, porque não era dinheiro que você estava esperando ou contando. Exemplo: Um pagamento único de $5.000 em um financimento de $250,000.00 a uma taxa de juros de 3,75% ao longo de 30 anos, diminuirá mais ou menos 12 meses do prazo total. Eu acho isso incrível.

4. Faça um pagamento maior no mês do aniversário do seu financiamento. A maioria dos bancos permitirá que você faça um pagamento maior uma vez por ano no mês do aniversário da hipoteca. Esse montante é aplicado diretamente ao saldo devedor. Exemplo: Um pagamento anual de $250 em um financiamento $400,000.00, a uma taxa de juros de 3,50% ao longo de 25 anos, combinado com uma frequência de pagamento “bi-semanal acelerado” diminuirá o prazo em 3.5 anos, economizando um valor substancial em juros. É indiscutível a eficácia dessa estratégia.

Quando você tem um financiamento e começa a efetuar seus pagamentos, fica muito facil deixar os pagamentos no piloto automático, não esquecemos de efetuá-los, mas esquecemos de tudo mais. Não esconda a sua cabeça na areia como fazem os avestruzes. Seja um proprietário informado. Mantenha-se atualizado sobre as taxas de juros e novas opções de financiamento. A liberdade de ser completamente “mortgage free” é um sonho para muitas pessoas, então dedique um tempo para fazer algumas pesquisas e cálculos, para descobrir quais são as opções certas e você me agradecerá. Dê uma olhada e verifique se você esta usando as estratégias que citei. Prestamos consultoria para rever seu contrato, procurar novos bancos e fazer sua renovação com as estratégias citadas. Entre em contato conosco. Será um prazer ajudá-lo!

Atrações turísticas das províncias marítimas do Canadá

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Por estarem situadas nas margens do golfo do rio São Lourenço, o maior estuário do mundo, as províncias de Prince Edward Island, New Brunswick e Nova Escócia possuem florestas, lagos, praias e também história.

Prince Edward Island – O berço da Confederação e Anne of Green Gables

A ilha é a província com a menor população e área do Canadá, o que a torna uma atração muito interessante, já que é a única em que você pode atravessar em pouco tempo.

Em setembro de 1864, a PEI sediou a Conferência de Charlottetown, que foi a primeira reunião no processo que levou às Resoluções de Quebec e à criação do Canadá em 1867, apesar disso, se recusou a se juntar ao novo país, permanecendo uma colônia do Reino Unido até 1873, quando finalmente juntou-se a nós.

O prédio onde aconteceu a Conferência está fechado para conservação, mas os interessados em aprender a respeito, podem visitar o Confederation Centre of the Arts, onde existe uma exposição com réplica da Câmara das Confederações.

A capital Charlottetown, fundada em 1764, é uma cidade vibrante com seu charme histórico, festivais, lojas de artesanato e restaurantes. Você pode caminhar pelas ruas, ao longo do calçadão ou até pegar um barco para ter uma visão diferente.

A Ponte Confederation, inaugurada em 1997, com de 12,9 quilômetros de extensão sobre o estreito de Northumberland, liga PEI com o continente em New Bruwnswick. A chamada “Ligação Fixa” é um dos marcos da celebrados pela ilha ser conhecida como o “berço da Confederação”.

Não se pode falar em PEI e não mencionar Anne of Green Gables, livro de Lucy Maud Montgomery, publicado em 1908. Anne é uma das personagens mais conhecidas do Canadá, tanto que já virou filme, seriado de TV e até musical. A casa apresentada nos livros de Anne de Montgomery está em Cavendish, na costa norte da província, e pode ser visitada.

Prince Edward é uma província em uma ilha pequena, mas que oferece parques, praias, campos de golfe e é um destino popular para casamentos!

Conheça mais no tourismpei.com

New Brunswick – Marés, rochas e acadianos

Não somos nós que estamos dizendo isso, mas é o que declara a Constituição do Canadá. Cerca de dois terços da população se declaram como anglófona e um terço se declaram francófona.

Aquelas terras foram umas das primeiras na América do Norte a serem exploradas e colonizadas por europeus, começando pelos franceses no início dos anos 1600, isso explica a influência francesa.

No turismo, precisaríamos de mais espaço pra falar sobre as cidades de Moncton, a capital Fredericton e a cidade portuária de Saint John.

Uma das atrações mais populares de New Brunswick é o Parque Nacional Fundy, onde ficam as famosas Hopewell Rocks (Rochas Hopewell). Estas são formações rochosas causadas pela erosão das marés. Aliás, a base dessas formações é coberta de água duas vezes por dia, e com isso é possível ver as formações do nível do solo na maré baixa.

Se você é mais aventureiro, é possível andar de bicicleta na trilha do Fundy, fazer rapel nos penhascos em Cape Enrage, além de acampar ou até pegar um passeio de barco para observar baleias.

Pra quem prefere algo mais tranquilo, a província possui as praias com águas mais quentes do Canadá, com temperaturas chegando por volta de 29 C, ou seja, mais quente do que uma piscina olímpica.

No início dos anos 1700, os assentamentos franceses formaram uma parte da Acadia, uma divisão colonial da Nova França. A Acádia cobriu as áreas do que hoje são as províncias marítimas e partes de Quebec e do estado americano do Maine. Em sudeste de NB fica a lendária República de Madawaska.

Um passeio pelas rotas cênicas da Costa Acádia de New Brunswick irá levá-lo a comunidades vibrantes e em uma rica cena cultural. Museus, locais históricos e aldeias dão vida à notável história de quatrocentos anos dos acadianos, enquanto restaurantes e galerias oferecem uma conexão moderna com o passado.

Saiba mais no tourismnewbrunswick.ca

Nova Scotia – Fósseis e UNESCO

Nós já falamos da capital Halifax na edição XX e o Canadian Immigration Museum at Pier 21, também na capital, nesta edição. Vamos passear um pouco por outras áreas da província nesta coluna.

A Nova Scotia possui atrações como faróis, praias, parques nacionais, vinhedos, campos de golfe, as famosas lagostas e muita história.

Fora isso, a província tem cinco locais designados pela UNESCO, incluindo o sítio paleontólogo Joggins Fossil Cliffs, descrito como a “Galápagos da idade do carvão” devido à sua riqueza de fósseis do período carbonífero (354 a 290 milhões de anos atrás). Você pode passear pela praia para ter uma ideia da vida na Terra há 300 milhões de anos. Com mais de 15kms de falésias costeiras, você pode explorar o registro fóssil da vida na “era do carvão”.

Existem apenas dois centros urbanos na América do Norte que fazem parte da lista da UNESCO: Quebec City, em Quebec, e Old Town Lunenburg, na Nova Scotia, considerada a melhor cidade colonial britânica planejada sobrevivente do continente. Um passeio pela orla da pequena cidade repleta de história com lojas, artesões e restaurantes é algo inesquecível.

Conheça mais no novascotia.com

Integração na ponta da língua

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Ela é capaz de determinar uma região, uma origem, o desenvolvimento econômico, social e até mesmo cultural de um povo. A linguagem nos permite realizar, trocar, conhecer.  O que dizer então de sua importância na integração de um imigrante?

Seria o aprendizado da língua um fator determinante para a integração a um novo país? Numa visão mais ampla, sim. Porém, ele por si só, não basta. Exemplo disso é o caso de Michele Aguiar, que imigrou para o Canadá há dois anos e conta que, no início, mesmo falando inglês, se sentia um peixe fora d’água na conversa com os colegas. “O aprendizado da língua é fundamental, mas nem sempre é suficiente para integrar-se. Isso porque a língua é uma parte viva da cultura e está sempre se modificando de acordo com a história e o contexto social. Se o imigrante não conhece ao menos um pouco da realidade local, até pequenas coisas do cotidiano ficam mais complicadas”, relata Michele.

Se a exclusão social é um ponto desanimador, mais desafiante ainda são as dificuldades naturais de se aprender uma língua em fase adulta. Com a eterna pirâmide: preocupação financeira – casa – trabalho, estudar se torna algo secundário. Outro fator que pode atrapalhar é quando o aprendizado dessa língua se torna uma obrigação. “O processo de imigração já é altamente estressante e quando a pessoa ainda tem que aprender uma língua diferente da sua, sabendo que isso é crucial nas conquistas nesse novo país que ela está adotando, essa obrigação pode virar até um bloqueio para essas novas informações”, conta Michele.

Mas, para quem consegue superar os obstáculos, estudar novas línguas pode ser extremamente enriquecedor e gratificante. “Quando você visita uma cidade fora do seu país sem saber a língua, ao retornar uma segunda vez, você descobre o quanto você perdeu na primeira visita. Imagine em uma situação de imigração!”, destaca Cínthia Low, brasileira, imigrada para o Canadá há dois anos e meio. “Aprender uma língua é vivenciar plenamente uma cultura, uma sociedade. É como abrir um novo mundo diante dos nossos olhos”, afirma.

Ao chegar, Cínthia também se viu diante das diferenças culturais, porém, ela utilizou os seus conhecimentos do idioma para preencher essas lacunas. “Eu perguntava ‘o que é isso’ o tempo todo, ficava até com medo de parecer chata! Mas meus colegas de trabalho morriam de rir e adoravam me explicar o significado de algumas expressões ou palavras desconhecidas”, conta..

No campo pessoal, quando buscamos aprender a língua do país que nos recebe, nos mostramos mais abertos ao descobrimento dessa nova cultura. É esse interesse que vai abrir as portas para a nossa boa socialização. Já numa visão mais profissional, o fato de saber outras línguas mostra a nossa capacidade de adaptação, de facilidade no aprendizado, de ir além na busca de conhecimentos.

Segundo o professor Língua Portuguesa Ricardo Sternberg, da Universidade de Toronto, há casos em que a língua não vai ser determinante na conquista de um emprego, porém, num país tão receptivo como o Canadá, onde o imigrante tem acesso a tudo, seria quase uma obrigação aprender o inglês (e em algumas áreas, o francês) tanto para facilitar não só a integração e até mesmo a entrada no mercado de trabalho, como para evitar a “guetização”. “O Canadá tem uma postura tão aberta que ele sempre procura estimular as comunidades culturais. Porém, se o imigrante se fechar nisso, corre o risco de se isolar”, explica. Para o professor, a comunicação é uma atividade primordial na vida do homem, então, o aprender e o falar, além de enriquecer, nos tornam entes sociais.

De buqui is ón de teibou”!

Muitas vezes o aprendizado de uma língua passa pela necessidade de uma “limpeza de sotaque”. “Algumas pessoas possuem um sotaque tão forte que isso acaba atrapalhando a comunicação. Não se trata de apagar uma característica cultural mas sim de tornar a transmissão da mensagem mais clara”, afirma Ricardo Sternberg. O número de cursos de redução de sotaque vem aumentando e alguns são realizados inclusive via internet. Entre as principais dicas estão: falar lentamente e articuladamente, prestar atenção à musicalidade de cada idioma, ler em voz alta e, finalmente, observar bem o movimento da boca e a entonação dos nativos da língua que você está aprendendo.

Por Silvana Fonsêca

Entrevista com Sarah Arruda. Talento sem fronteiras

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Que os brasileiros têm criatividade no sangue, isso todo mundo sabe. Mas alguns transformam essa qualidade em profissão. É o caso da produtora criativa Sarah Arruda, reconhecida pelo seu trabalho na área multimídia.

Em entrevista concedida à Wave Magazine, Sarah fala de sua carreira internacional e apresenta o fascinante mercado canadense de produção de narrativas para a web.

Wave:  O que fez você enveredar pela carreira de produtora multimídia?

Desde pequena, sempre soube que queria seguir uma carreira na área criativa – isso sempre esteve presente em mim.  Mas acho que tive uma grande sorte de fazer um curso na universidade (Concordia, Montreal), que me abriu as portas para o lado multimídia da criação.  Me formei em jornalismo e comunicação, com foco em “documentary video, film and sound”.  Desde o começo da minha formação universitária, fui estimulada a trabalhar com diferentes meios e a ter uma formação aberta, media-agnostic, com relação a narrativas.

Wave:  No seu portfólio, há essencialmente projetos ligados ao mercado internacional. Você já realizou trabalhos audiovisuais no Brasil?

Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de trabalhar no Brasil, porque moro no exterior desde os 18 anos.  Mas estou sempre muito atenta aos novos talentos e projetos criativos que vêm do Brasil. Por exemplo, estou curiosa para ver o projeto transmídia Latitudes, da Alice Braga.  Adoraria ter a oportunidade de realizar uma coprodução com o Brasil no futuro.  

Wave: Antes de se mudar para Toronto, você trabalhou como produtora em Nova York. Existe um savoir-faire canadense ou esse mercado é um pot-pourri de conceitos e práticas já globalizadas?

Iniciei minha carreira em Nova York na área de publicidade e no HBO Documentaries.  Dois ambientes bem diferentes, mas ambos muito fast-paced.  Quando me mudei para Toronto, para trabalhar no National Film Board of Canada (NFB), senti que o ritmo aqui era diferente, com mais qualidade de vida.  Tive a sorte de vivenciar um momento especial no NFB, quando se apostou na transição do documentário tradicional para o documentário web.  Hoje, o National Film Board e o Canadá são líderes de categoria mundial na produção de narrativas para a web.

Wave Magazine:  Atualmente, você é produtora criativa da Helios Design Labs. Que tipo de trabalho você desenvolve no estúdio?

Como o nome já diz, a Helios é um laboratório de design, de inovação. Amo meu trabalho, porque é sempre variado, mas, inevitavelmente, sempre um desafio.  Na Helios, estamos expandindo as fronteiras da narrativa e experimentando tecnologias novas e atuais para contar estórias às pessoas através dos meios mais utilizados por elas, sobretudo a internet.   Todos os nossos projetos requerem muita imaginação e paciência – brincamos que nos tornamos mestres em sentirmos conforto no desconforto –, começamos cada projeto com a mente aberta. Temos uma gama variada de clientes, que vai desde o NFB à Filarmônica de Copenhague, passando pela Universidade de Harvard, por ONGs reputadas, por artistas e documentaristas. 

Wave:  Quais projetos desenvolvidos por você e sua equipe, nossos leitores podem conferir em breve?

Em outubro de 2013, lançamos o projeto OFFSHORE(http://offshore-interactive.com/), que é um documentário originalmente feito para a plataforma web. Esse documentário investiga o próximo capítulo da exploração de petróleo em alto-mar e é contado em primeira pessoa, através de uma plataforma de petróleo virtual. Estamos trabalhando com a Filarmônica de Copenhague num projeto interativo superinteressante também: the World Online Orchestra.

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Sarah Arruda no Twitter: @ArrudaSarah

Entrevista com Daniel Fernandes: Profissionalismo a serviço da comunidade

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Nascido em Orleans na França, filho de mãe portuguesa e pai francês, e com sotaque brasileiro. Daniel Fernandes é um dos contadores mais requisitados da comunidade de língua portuguesa em Toronto, e faz por merecer. Chegou ao Canadá em 1989, depois que escreveu para a Embaixada canadense em Portugal onde morava e foi aceito pela imigração. Trabalhou inicialmente com seguros, mas logo percebeu que a comunidade precisava de profissionais na área contábil. Não perdeu tempo. Fez vários cursos em universidades e colleges, se especializou e atua como contador desde 2003. Nesta época do ano, quando as pessoas e empresas começam a se preparar para fazer a declaração do imposto de renda, Daniel recebeu a Wave para dar algumas dicas importantes.

Wave – Primeiro, quais são os passos importantes para evitar qualquer tipo de problema com o Revenue Canada?

Fernandes – O principal é guardar todos os documentos. Se a pessoa trabalha como funcionário de uma empresa, pode deduzir algumas coisas, mas não há muita preocupação com a declaração do que recebe pois vai receber o formulário com todas as informações do empregador. Mas quem trabalha por conta própria tem que ter mais cuidado, pois está mais sujeito à verificação e questionamentos do governo. Então, convém que guarde toda a documentação em relação ao que recebeu ao longo do ano e tudo o que pagou também como despesa. Por exemplo, na construção, o carpinteiro pode deduzir pregos, ferramentas, algumas roupas, despesas com celular. Se a pessoa dirige a trabalho, pode deduzir o combustível, seguro e desgaste do carro. Quem tem escritório em casa pode deduzir aluguel, luz, água, telefone, gás e até mesmo reparações no imóvel. Mas é importante ter todos os documentos guardados pois os autônomos são os que recebem mais cartas do governo para verificações e este controle é importante pois infelizmente algumas pessoas podem abusar. Então, em resumo, é preciso organização, manutenção de registros, a conservação dos documentos, certificando sempre de que tudo está registrado corretamente, sem falhas, pois se um contribuinte reivindica uma despesa, é preciso estar preparado para comprovar.

Wave – Muitos imigrantes brasileiros, assim como portugueses, mesmo morando há vários anos no Canadá, ainda recebem algum tipo de renda no Brasil ou Portugal, como aluguéis e pensões. Qual é a orientação para estas pessoas?

Fernandes – A lei neste momento exige que todas as pessoas residentes no Canadá têm que declarar todo o rendimento mundial, ou seja se tem rendimento no Brasil ou Portugal tem que declarar. Existem tratados que podem reduzir e ou evitar a dupla tributação. O essencial é não esconder nada, para evitar problemas no futuro.

Wave – Ainda estamos em fevereiro, o prazo final para apresentar o Income Tax para a maioria dos contribuintes é 30 de abril, mas o ideal é não deixar tudo para última hora…

Fernandes – Isso mesmo. Quem for empregado prepare sua documentação para deduções, por exemplo, as despesas com metropass, recibos de doações (para igrejas, instituições de caridade etc.) e extratos bancários. Porque como as empresas têm até o final de fevereiro para entregar os formulários de renda de seus empregados, é bom ter tudo preparado uma vez que em março o movimento aumenta muito nos escritórios que fazem este serviço. Quem tem empresa, pode declarar até junho, mas precisa estar atento para o fato de que se houver imposto a pagar, vai pagar juros se declarar só no fim do prazo, por isso a nossa opinião é que quem puder, adiante ao máximo a prestação das contas com o governo.

Hotel de gelo, uma aventura congelada em Quebec City

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Um dos projetos mais ambiciosos de toda América do Norte mais uma vez abre suas portas para quem sonha vivenciaruma experiência memorável, que só acontece no inverno: o Hotel de Gelo – Hôtel de Glace, na cidade de Québec. O hotel é uma deslumbrante obra de arte e atração imperdível da estação mais fria do ano. Localizado a apenas dez minutos do centro da cidade, o hotel é completamente feito de neve e gelo cristalino e impressiona pela sua decoração fascinante e única em toda a América.

Anualmente, o Hôtel de Glace é construído no mês de dezembro para abertura no início de janeiro. Para a construção do efêmero complexo de gelo, necessitam-se cinco semanas, 15 mil toneladas de neve – a qual o hotel se encarrega de criar artificialmente – e 500 toneladas de gelo. O hotel possui paredes de até quatro metros de espessura, que são arquitetadas por 60 trabalhadores. As paredes são construídas com armações de metal e se enrijecem com a ajuda guindastes.

Mais de 500 mil de pessoas de todos os cantos do mundo já se encantaram com o hotel desde a sua estréia no Réveillon de 2001, em Montmorency Falls Park, nos arredores da cidade de Québec. Desde 2002, o hotel é construído no resort Duchesnay. Nesse ano, o hotel estará em funcionamento até o dia 24 de março, com suítes a partir de $199.

O Hotel de Gelo oferece vários tipos de quartos e suítes temáticas, em que todo o mobiliário é feito de gelo. Há também uma galeria de arte, um lobby aconchegante, dois salões de exibição, um cinema, o famoso Clube N’Ice com DJ a noite no Bar de Gelo, o qual serve frios em placas de gelo! Além disso, há um escorregador de cerca de 20 metros que os hóspedes adoram e ainda uma linda capela, que já foi descrita pela mídia canadense como uma das “10 melhores capelas para o casamento dos sonhos”. Todos os anos, mais de 25 casamentos de casais de todas as parte do mundo são celebrados na Capela de Gelo!

Localizado 5 km ao norte da cidade de Québec, nas encostas das montanhas Laurentian, no bairro Charlesbourg, o Hotel de Gelo tem uma vida útil de quatro meses, antes de ser derrubado em abril.

O tema da edição de 2013 é “Uma Viagem ao Centro do Inverno” e conta com 44 suítes temáticas e quartos, além de sauna e ofurôs ao ar livre. O hotel tem sido descrito como um dos melhores “hotspot” para turistas e é apoiado pelo Departamento de Turismo do Québec, que no primeiro ano de atividades da hospedaria patrocinou o empreendimento com $125 mil, dos $350 mil de custo total do complexo aberto ao público para excursões, disponíveis em francês ou inglês, sete dias por semana.

Para mais informações e reservas, visite a página hoteldeglace-canada.com ou ligue para 418-623-2888.

A solidão revelada

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A presença do ciberespaço na vida das pessoas trouxe a própria perspectiva de um alcance ilimitado, um espaço onde as intimidades ganham asas de liberdade. A fofoca toma ares de globalização, com o extremo de se fofocar sobre si mesmo.

Ao contrário do custoso processo de comunicação do ser humano pré web, o futuro trouxe facilidades. Foi a oportunidade de cada um de nós sair da atitude passiva de assistente para personagens atuantes na vida real, ou virtual. Munidos de arsenais tecnológicos, a vida dos habitantes do novo espaço tomou ares de aqui e agora. Como os dois gumes de uma faca, o ser humano deixa de ser prisioneiro do dono das mídias, e passa a ser ele mesmo uma mídia em potencial.

A par disso, o ser humano sendo um ser vivo solitário, não só luta pela sobrevivência, mas luta pela busca do sentido do próprio ser, o sentido da vida e essas coisas, e ele procura outros pares para que possa, enfim, trocar confidências, pensamentos e encontros. Hoje o solitário tem a oportunidade de falar, dizer o que pensa, enfim, ser curtido e compartilhado.

Não é de longe que lembramos dos diários secretos da juventude onde as mulheres, principalmente, registravam seu diálogo com a descoberta do mundo que se abria cheio de incompreensões, dúvidas sobre o futuro e dos relacionamentos amorosos.

A famosa epígrafe, “Meu querido diário”, dizia bem mais do que uma frase simpática e reveladora da inocência de quem escrevia, mas dava o sentido de uma bem guardada caixa de Pandora, onde, se aberta, poderia levar o escrevinhador e seus pensamentos ver, com vergonha, seus fantasmas serem postos em evidência.

Novelas, romances, filmes e toda a sorte de histórias começavam ou começam, terminavam ou terminam, serviam de desvendamento de tramas através dos escritos em diários ditos íntimos.

O ciberespaço se espalhando como febre, principalmente entre os jovens, colocou em xeque o escrever para si mesmo, transformando aquilo que era de um só em um segredo de muitos. O grande diferencial é que essa revelação é feita de uma forma não íntima e espontânea, segredo de um só, mas na ênfase de que todos os fantasmas dentro das consciências ganhem vida e alcem voo pelo espaço infinito do computador, para se tornar público. A distância geográfica, temporal, ideológica deixa de existir. O ser humano parte para um enfrentamento direto com os seus. Expõe a comida que come, a casa onde mora, o ambiente que frequenta, os amigos que tem, intimidades…

Enquanto em outros tempos a necessidade do segredo era o principal mote para a guarda dos pensamentos dentro das páginas de um caderno, esse segredo precisa e gosta de ser revelado.

O segredo perdeu o sentido, ganhou asas. A revelação se torna o grande motivo para que as pessoas possam se sentir próximas. Passam a ter amigos, mesmo que nunca se tenham visto pessoalmente. Os casais também passaram a ser construídos pelo par procurado em qualquer lugar, desde que esteja na web.

A solidão mudou de nome? A revelação é um motivo de desabafo ou uma forma de agressão ao mundo em que vivemos?

O ser humano continuou a ser solitário. Talvez a grande diferença seja que ele publica essa solidão. Há uma necessidade de respostas, os pensamentos tomam forma e além de publicar os pensamentos, as pessoas se aproximam de seus iguais, organizam suas tribos. E desabafam porque descobrem pares em todo mundo. A vergonha toma o lugar da honra em ser aquilo que o inconsciente teimava em esconder. Os escondidos encontram eco nas suas aspirações, tanto na identidade sexual, política, religiosa etc.

A necessidade de “curtir” existe, não importa aquilo que se esteja curtindo. E se coloca no “curtir” a própria vida pessoal. Mostra-me o que curtes e te direi quem és.

As pessoas se revelam e gostam de se revelar porque isso faz parte do sentido que querem dar à vida. O espaço é infinito, e não só de adolescentes ele é habitado, mas também de adultos, revelando o quanto o ser humano precisa de companhia, e quanto o ser humano pode se sentir tão só, apesar de habitar um infinito de possibilidades, preso ao pequeno retângulo da tela do celular.

As crônicas de Nilson Lattari são publicadas semanalmente, às terças-feiras.

Meu Canadá #1: Marta Almeida

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A Brazilian Wave quer conhecer o seu Canadá através de suas experiências e opiniões. Na primeira edição, conheça o Canadá de Marta Almeida.


Marta Almeida, Mississauga.

De onde você é? Ipatinga – Minas Gerais (surpresaaaa!!!)

Qual cidade você mora no Canadá? Mississauga Ontário

Há quanto tempo no Canadá? Passei aqui dois anos entre 1999 e 2001 e retornei definitivamente em 2013.

O que você faz no Canadá? Jornalista/Graphic Designer/Gerenciamento e Marketing


Por que o Canadá? 

Opção de muitos mineiros no final dos anos 80. Duas irmãs vieram primeiro, depois minha mãe, e mais duas irmãs. Quando vim pela primeira vez foi para conhecer. A decisão final – a melhor da minha vida – foi principalmente para que minhas filhas tivessem oportunidade de crescer num país que não é perfeito, mas quase chega lá.

Algo que você gosta sobre o Canadá

Organização, limpeza, educação das pessoas e facilidades para se resolver muitas coisas.

Algo que você não gosta sobre o Canadá

Na verdade o que mais me incomoda mesmo é ver pessoas aqui reclamando do país, quando milhares no mundo todo querem ter a oportunidade de viver aqui.

Um lugar que você gostaria de visitar no Canadá

 Todos! Faltam só tempo e dinheiro.

Um lugar favorito no Canadá

Quebec é simplesmente linda!

Qual conselho ou sugestão vc daria pra quem gostaria de vir pra cá? 

Este é o país da paciência! Se vier com pressa de que as coisas aconteçam vai ser complicado, mas passo a passo é possível atingir seus objetivos.

Uma foto no Canadá que você gosta

Qualquer foto com as cores do Outono.

Foto: Marta Almeida

Participe do Meu Canadá! Mande email para [email protected]

Resumo de ‘Topíssima’: capítulos de 3 a 7 de fevereiro

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Antonio e Mariinha conversando no hospital – Foto: Blad Meneguel / Record TV

Confira o que vai rolar na semana da novela das 15h (segunda a sexta – horário de Nova York), na Record TV Americas.

Novela de Cristianne Fridman, Direção Geral de Rugi Lagemann

Record TV Americas disponível no Canal 875 da Bell e 937 da Rogers.

3 FEV // 2ª feira – Capítulo 85

A médica avisa à polícia que um rapaz deu entrada no hospital pelo uso da droga. Carlos visita Sophia, mas Clementina avisa que ela está mal. Graça e André vão ao hospital e descobrem que o usuário disse que a droga está em falta no mercado. Carlos conta para Mariinha sobre a briga de Sophia e Antonio. O taxista se envolve em um acidente de carro e fica inconsciente.


4 FEV // 3ª feira – Capítulo 86

Inconsciente, Antonio é socorrido pela ambulância. Mariinha corre para o hospital ao ser avisada sobre o acidente do filho. Graça investiga o usuário do Veludo Azul. Pedro se encontra com Edison e diz que o rapaz precisa voltar a fabricar a droga. Edevaldo escuta Mão de Vaca dizendo que continuará a investigar o tráfico. O policial avisa a André. Mariinha fica aliviada ao saber que Antonio está fora de perigo. Carlos apoia Sophia. Mariinha diz que a relação de Antonio com Sophia não está fazendo bem a ele. Ela encontra a herdeira do grupo Alencar no hospital e pede para Sophia não visitar mais seu filho.


5 FEV // 4ª feira – Capítulo 87

Sophia fica triste e se abre com Gabriela. Pedro ameaça Fernando e o manda fazer uma entrega do Veludo Azul. Mariinha acaba permitindo que Sophia veja seu filho. Ela diz que se afastará de Antonio e eles choram. Graça conta para Pedro que ouviram Mão de Vaca falar sobre a investigação. O policial diz que falará com o filho. Madalena percebe que Fernando fez uma tatuagem e se irrita. Ela encontra percebe que o menino está com dinheiro e Fernando diz que Andrea lhe deu. Madalena vai até a suíte de Sophia e questiona Andrea. Pedro encontra com Mão de Vaca e reclama pelo rapaz ter falado sobre a suspeita com Minha Flor. O policial diz que se acontecer a ela será culpa dele.


6 FEV // 5ª feira – Capítulo 88

Pedro diz para Mão de Vaca que a república está com escutas por conta de Edison. Diante de Madalena, Andrea nega ter dado dinheiro a Fernando. Pedro aconselha Mão de Vaca a parar de investigar o Veludo Azul. Lara marca um encontro com o pai de Andrea. Sophia tenta acalmar Madalena, mas não consegue. Beatriz descobre que alguém desviou os materiais de laboratório. Sophia e Clementina dizem que o melhor é Andrea se afastar de Fernando. Beatriz questiona Paulo Roberto sobre a compra de material para o laboratório. Pedro pede ajuda a Yasmim para fazer com que Mão de Vaca acredite que a verdadeira chefe do tráfico seja Lara e não Paulo Roberto. Andrea tenta convencer Antonio a voltar para Sophia. Angélica insiste para Sophia sair com Lima, mas a milionária se recusa. Hélio, o homem contratado por Paulo Roberto para matar Gabriela, vai até o restaurante de Mariinha para analisar o local. Zeca discorda de Madalena ao perceber que ela está mantendo Fernando de castigo. Lara recebe o pai de Andrea em sua casa.  


7 FEV // 6ª feira – Capítulo 89

Lara recebe Dagoberto em sua casa. Ela revela que Andrea é sua filha. Madalena se recusa a liberar Fernando do castigo. Hélio procura Paulo Roberto e avisa que está tudo pronto para o serviço e incendiar o restaurante de Mariinha. O reitor pede para o capanga se certificar que Rafael não estará no estabelecimento. Bruno diz que irá adotar Formiga. O menino se emociona. Vitor fica satisfeito. Hélio observa a movimentação no restaurante e percebe que está acontecendo uma reunião de moradores no local. Antonio não recebe alta do hospital. Hélio chega no restaurante com seus comparsas e pede para participar da reunião.

*Sujeito à alteração de acordo com a edição dos capítulos

O ódio e o amor

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Honoré de Balzac disse que o ódio tem melhor memória do que o amor. Entre a balança da escolha o que seria o ódio? E o amor? Alguém sente o ódio por causa de um momento onde foi vilipendiado, foi massacrado, humilhado por outro. Da mesma forma a demonstração do amor vem de algum fato, acontecimento, gesto que outro alguém nos deu, de coração limpo, franco, generoso.

Nos tempos atuais, no Brasil, e também no mundo, o ódio passou a ter outra conotação. É justo que pensamentos se oponham a posturas políticas, sociais, é um argumento do pensar, do achar que o caminho certo, correto é um e não o outro, ou o do outro.

O ódio atual passa pela querença de uma suposta igualdade. Todos, em uníssono, queremos a igualdade, o fim de desmandos, o fim de desacertos sociais, que geram a criminalidade. Mas, passam por caminhos diferentes.

A grande questão é por que odiar tanto. Por que ter ódio, exigir o distanciamento, na forma de vestir e viver, como se a existência do pobre fosse fator primordial para estabelecer o diferente? Manter o pobre como uma reserva de contingência.

Igualdade para alguns, não é igualdade para todos. Haja igualdade, desde que todos sejam como eu, ricos, brancos, bem nascidos. Isso é impossível. Ninguém nasce totalmente igual, ninguém escolhe, em sã consciência, nascer preto, pobre, em um lar já desfeito, ou ainda nem nascido. Somente aqueles que acreditam em carma, como solução para acalmar suas consciências, veem isso como justificativa.

Existem duas ignorâncias que buscam espaços na sociedade brasileira: a ignorância dos desamparados socialmente, porque não recebem a educação justa e merecida, e explorando a própria necessidade criam discursos de libertação, mostrando com o próprio rosto, marcado pelas rugas das dificuldades, o discurso de forma crua, retratado na própria existência, no próprio fato de existir. E na outra, a ignorância na forma de protestar, com cartazes exigindo verdadeiras provas de não ter nenhum pudor de admitir que não leem a História, ou então nas formas grosseiras de estampar suas supostas indignações. Exibir sorrisos nos protestos, tirar a roupa, é o maior escárnio que se pode demonstrar pelo outro. Isso é ódio.

Hipocritamente, as duas sociedades se encontram quando combatem a corrupção do outro. De um quando a corrupção grassa à vontade, mas mantendo o dólar barato e o financiamento fácil podem adquirir bens de consumo. Do outro, aceitando a corrupção, mas, que do mesmo jeito proporciona um bem-estar. É o rouba, mas faz; tanto de um lado para o outro.

O amor se desfaz diante do menor contratempo. O ódio se perpetua. O ódio se alimenta do próprio ódio, até que as pessoas comecem a se ignorar, umas às outras. O ódio contamina, e, como o veneno que se infiltra pelo sangue, é difícil de descontaminar. O ódio já está instalado na sociedade brasileira. A pobreza culpa a riqueza pelo seu abandono. A riqueza culpa o pobre pelo próprio fato de existir. Os ricos, os bem nascidos, aqueles que lograram ter a oportunidade de estar no lugar certo, na hora certa, olham e desejam a vida dos outros povos, onde tudo é melhor. Não estão preocupados em transformar a sociedade brasileira, para isso teriam de sentir amor, e quando fazem caridade acham ter cumprido seu papel social. O ódio pede distanciamento.

O que não percebem é que o ódio guarda a memória do desconforto, e chegará o momento em que eles se confrontarão. É inevitável. Por enquanto, escaramuças, depois a memória se transforma em realidade.

As crônicas de Nilson Lattari são publicadas semanalmente, às terças-feiras.