Nesta coletânea de verão de 2026, as 12 crônicas apresentadas são acompanhadas de um link direto para o blog do autor, onde o leitor pode acessar as versões completas dos textos e aprofundar seu contato com a obra de Nilson Lattari. Essa conexão direta valoriza a autoria, preserva o contexto original de cada crônica e fortalece o diálogo entre escritor e leitor.
- 1. MÁS COMPANHIAS
O que podemos tirar das experiências más que vivemos? Seria possível tirar proveito delas? Muitos dirão que delas tiramos lições, que aprendemos sobre alguma coisa, como, por exemplo, entender o bem e o mal e saber separá-los. É um pensamento repetido milhares de vezes que soa como lições de coaches ou coisa parecida. Mais ou menos como falar sobre o óbvio milhares de vezes. (… leia a crônica)
- 2. ESQUECIMENTOS E OUTROS TROPEÇOS
Na ânsia de prosseguir, de mostrar-se moderno e antenado com as últimas novidades nos esquecemos do que ficou para trás. Tanto o que vivemos quanto o que os outros viveram. Nenhuma história se constrói sem um arcabouço, uma base de sustentação. E nisso a História tem primordial importância. (… leia a crônica)
- 3. BELO, SEMPRE BELO
Nunca me canso de falar sobre o belo. Não porque vejo a beleza como um objeto estético para ser admirado. Fujo sempre dos lugares comuns, porque a beleza está muito além disso, de uma definição estática e pueril, e, muitas vezes, presa aos estereótipos ocasionais. (… leia a crônica) - 4. A ARTE DE VENDER LOUCURAS
Algumas vezes me deparo com algum artigo ou mesmo em alguns livros de autoajuda sobre fazer loucuras por alguma coisa: amor, trabalho, prazeres ou aventuras. Então me pergunto, e isso faço constantemente, se quem manda fazer loucuras por alguma coisa faz ou tem coragem de fazê-las de fato? (… leia a crônica) - 5. VIVER NÃO É UMA NECESSIDADE
A ânsia da vida por si mesma não é viver, é ciência, é biologia. Viver não é ansiar em procriar em dar característica para outros corpos que virão, ocupando os lugares deixados. Isso é perpetuação da espécie, é alguma coisa misturada com ciência e religião. (… leia a crônica) - 6. NÃO DÁ TEMPO PARA VIVER
Sempre reclamamos do tempo. Que ele passa veloz por nós e que não temos tempo para fazer tudo aquilo que gostamos. O dia é curto e a noite é longa. Alguns gurus dizem que dormir muito tempo é perda de tempo. Acordar cedo e trabalhar fará com que você renda mais e esteja um passo à frente dos outros. Deus ajuda a quem cedo madruga. Na verdade (… leia a crônica) - 7. GERAÇÕES MAIS FRACAS
Será verdade que as novas gerações são mais fracas que as anteriores?
Na verdade, as gerações mais velhas, digamos assim, tendem a valorizar suas conquistas em relação às novas gerações. Seus hábitos são abolidos pelos mais novos e elas veem seus valores desmanchando-se. Isso causa, de certo modo, uma angústia, com a sensação de que o “certo” está sendo abandonado e trocado por uma vida desregrada e fora de propósito. (… leia a crônica) - 8. POR QUE MUDAR?
Constantemente, somos bombardeados pelos influencers ou coaches sobre a necessidade de mudar, de ser diferente ou procurar novos rumos e tirar a bunda da cadeira e sair por aí, catando aventuras como se isso fosse a coisa mais fácil de fazer. Não é. (… leia a crônica) - 9. NOSSAS COISAS
Por que tudo aquilo que o outro tem sempre parece mais valioso do que nossas próprias coisas? O que você sente ao ver seus amigos, conhecidos, desconhecidos ou famosos exibirem seus bens, suas conquistas nas redes sociais? (… leia a crônica)
- 10. UM NOVO OLHAR SOBRE AMIGOS
Amigos não se beijam, não se tocam como os outros – isso é para os formalistas. Amigos não se apertam as mãos, simplesmente – isso é para os negócios. Amigos não se olham com luminosidade no olhar – isso é para os cúmplices. Amigos não se desejam, como a comprovar para o outro o quanto se amam – isso é para os desejáveis (…leia a crônica) - 11. INFORMAÇÃO X IDEIAS
O néscio é definido como o sujeito ignorante, aquele que não tem uma ideia mínima para entender a realidade e que se debate entre a informação e a ideia. Ele se informa por todos os meios que puder, desde que a informação caiba no seu recorte de realidade. Para ele, o bom senso não faz sentido e se sente confortável com a sua total ignorância. Além disso. (… leia a crônica) - 12. AS LINHAS DA VIDA
É muito comum ouvir de supostos professores de vida, que nós precisamos de foco para atingir os nossos objetivos. ´E um tipo de enquadramento da vida, como se ela fosse uma linha reta, sem paradas e sem descanso, até alcançar esses objetivos. No entanto, não existe emoção em uma estrada reta, onde reina a monotonia. As retas são construções cartesianas, óbvias, sem emoções e encantos.. (… leia a crônica)
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Nilson Lattari é um escritor e cronista brasileiro que se destaca pela sensibilidade em observar o cotidiano e transformá-lo em literatura. Autor de contos, crônicas e romances, Lattari constrói sua obra a partir de um olhar atento sobre as pequenas e grandes experiências humanas, costurando memórias, afetos, críticas sociais e reflexões sobre o mundo contemporâneo.
Graduado em Engenharia e pós-graduado em Literatura, encontrou nas letras uma forma de expressão que ultrapassa o rigor técnico da profissão e se abre à subjetividade da vida. Seu estilo, marcado pela clareza e pelo lirismo, aproxima o leitor dos personagens e situações que descreve — sejam eles figuras anônimas do dia a dia ou lembranças de sua própria trajetória..
Como cronista, Lattari tem presença constante em publicações digitais e impressas, sempre trazendo textos que dialogam com a realidade brasileira e universal. Nas crônicas, encontra-se sua habilidade de transformar a simplicidade de um instante em reflexão profunda, equilibrando humor, crítica e emoção.
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