Em clima de retomada, Brazil Film Fest Toronto celebrou edição de número 17

Evento aconteceu entre os dias 29 de novembro e 01° de dezembro no TIFF Lightbox

A edição de número 17 do Brazil Film Fest Toronto celebrou o cinema brasileiro na província de Ontário e fortaleceu a retomada do evento após as questões impostas pela pandemia. O evento aconteceu entre os dias 29 de novembro e 01° de dezembro TIFF Lightbox e contou com 12 projeções de ficções e documentários de grande repercussão.

Entre as produções exibidas, estava o aclamado Ainda Estou Aqui, do diretor Walter Salles. “Enchemos duas sessões com Ainda Estou Aqui, que é o filme do momento, e os outros filmes, a exemplo de Meu Nome É Gal, apesar de uma quantidade menor de público, também fizeram grande sucesso”, comemorou Katia Adler, organizadora do Brazil Film Fest.

Retrato da cantora Gal Costa, ainda jovem, em início de carreira. (Foto: Wikimedia, Milly barzellai)

Para Katia, o momento é de trabalhar para recuperar o público que o festival possuía até o ano de 2019, quando as coisas mudaram por conta da pandemia de covid. “Agora, pouco a pouco, a gente está recuperando os espectadores de antes”, disse.

Independência e encontros

Em 2025, o Brazil Film Fest completará 18 anos. Essa edição será muito importante para marcar a independência do evento. “Vamos trabalhar bastante para no ano que vem fazer uma bela edição de independência, que significa o festival andar sozinho no sentido de ter público”, disse Katia.

Outra novidade que deve aparecer são os encontros profissionais entre produtores brasileiros e canadenses. “A gente tem bons filmes, o público gosta do que vê, o cinema brasileiro está super bem e acho que tem tudo para melhorar ainda mais”, concluiu a organizadora.

Encerramento

O filme Grande Sertão, com direção de Guel Arraes, encerrou o 17° Brazil Film Fest. A obra é uma adaptação do clássico da literatura brasileira Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, para a realidade da periferia urbana. Com grande elenco, a produção é estrelada por Caio Blat e Luisa Arraes e conta com outros grandes nomes da dramaturgia brasileira, como Rodrigo Lombardi e Luís Miranda.

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