Entrevista com Mônica Carvalho: atriz, produtora e roteirista do filme “Deixe-me Viver”, apresentado no Marché Du Film, em Cannes

Mônica Carvalho (Foto: @joystrotz)

A atriz, roteirista e produtora Mônica Carvalho viveu um momento marcante em sua trajetória no audiovisual. A première de “Deixe-me Viver” no Marché du Film, um dos principais mercados cinematográficos do mundo, simbolizou não apenas a realização de um sonho pessoal, mas também a consolidação de uma nova fase profissional voltada a projetos autorais e de alcance internacional.

Segundo Mônica, levar o longa-metragem a Cannes, agora em maio, representou a materialização de uma ideia que nasceu de forma pessoal e ganhou força ao longo do desenvolvimento da obra. Para ela, o reconhecimento em um ambiente tão relevante confirma a importância de investir em projetos com identidade e propósito. “Deixe-me Viver” chega ao mercado internacional para provocar reflexões sobre o valor da vida, do tempo e dos vínculos afetivos.

om uma narrativa profundamente humana, o filme aborda a urgência de viver diante da finitude. Como protagonista, roteirista e produtora da obra, a artista acredita que o público deve se identificar com a história justamente por tratar de sentimentos universais. A proposta é despertar reflexões sobre presença, escolhas e relações afetivas, levando o espectador a questionar o que realmente importa diante da fragilidade da vida.

A participação no Marché du Film também representou uma oportunidade estratégica para ampliar o alcance do projeto. A atriz destaca que estar em Cannes colocou o longa diante de produtores, distribuidores e investidores de diferentes países, abrindo possibilidades para uma distribuição internacional, coproduções e novas parcerias.

Mônica destaca que o cinema brasileiro vive uma fase de crescente reconhecimento internacional. Na sua visão, o interesse do público estrangeiro por histórias autênticas favorece as produções brasileiras, especialmente pela riqueza cultural e emocional presente nestas narrativas.

A atriz também comentou sobre a relevância do cinema canadense no cenário mundial. Para ela, o Canadá possui uma indústria audiovisual sólida, reconhecida tanto pela qualidade técnica quanto pela riqueza das narrativas. Ela acredita que há espaço para importantes intercâmbios entre produções brasileiras e canadenses, especialmente por meio de coproduções e diversas trocas criativas capazes de gerar projetos com repercussão internacional.

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MÔNICA CARVALHO

WAVE – A première de “Deixe-me Viver” no Marché du Film marca um momento especial na sua trajetória. O que representou, pessoal e profissionalmente, levar esse projeto a um dos principais mercados do cinema mundial?
MÔNICA CARVALHO – Representa a materialização de um sonho que nasceu de forma muito íntima e ganhou força até alcançar um espaço tão relevante como Cannes. Pessoalmente, é uma grande emoção ver um projeto tão autoral chegar tão longe. Profissionalmente, é a confirmação de que estou no caminho certo, fazendo escolhas conscientes e me cercando de pessoas que acreditam no meu trabalho. “Deixe-me Viver” tem um propósito, e estar no Marché du Film amplia a potência dessa mensagem.

WAVE – Estar em Cannes significa apresentar a sua obra a produtores e investidores de diferentes países. Que oportunidades concretas você acredita que essa vitrine internacional pode abrir para “Deixe-me Viver”?
MÔNICA CARVALHO –
Cannes é um grande ponto de encontro do audiovisual mundial. Estar ali com o filme abre portas para distribuição internacional, coproduções e novas parcerias. É uma vitrine que coloca o projeto diante de players importantes do mercado, o que pode ampliar o alcance da obra e levar essa história para diferentes culturas. Acredito muito na força universal do filme, e esse tipo de exposição é fundamental para que ele encontre novos caminhos.

WAVE – Como protagonista, roteirista e produtora, você aborda em “Deixe-me Viver” um tema profundamente humano e universal: a urgência de viver diante da finitude. De que forma espera que essa história inspire o público a refletir sobre o valor do presente, dos vínculos afetivos e do tempo ao lado de quem se ama?
MÔNICA CARVALHO –
Esse filme é, acima de tudo, um convite à reflexão. Ele fala sobre o valor do tempo, sobre o amor incondicional e sobre escolhas difíceis diante da vida. Acredito que o público vai se conectar com essa história porque ela toca em algo muito real: a finitude. A grande provocação é justamente essa — “o que você faria?”. Espero que as pessoas saiam do filme mais conscientes da importância de estar presente, de valorizar quem está ao lado e de viver com mais verdade.

WAVE – Participar de um ambiente tão estratégico quanto Cannes certamente amplia horizontes. De que maneira essa experiência fortaleceu a sua visão como criadora e produtora no audiovisual?
MÔNICA CARVALHO –
Participar de um ambiente como Cannes amplia não só as conexões, mas também a visão de mercado. Você entende melhor o posicionamento do seu trabalho dentro de um contexto global. Isso fortalece minha atuação como produtora, me dá mais clareza sobre caminhos possíveis e reforça a importância de desenvolver projetos com identidade, mas também com potencial internacional. É uma experiência que agrega muito em termos criativos e estratégicos.

WAVE – O cinema brasileiro vem conquistando cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado internacional. Como você enxerga esse momento e a receptividade do público estrangeiro às produções brasileiras?
MÔNICA CARVALHO –
Vejo como um momento muito positivo. O cinema brasileiro sempre teve qualidade, mas agora está alcançando ainda mais visibilidade fora do país. O público estrangeiro tem interesse por histórias autênticas, e o Brasil tem uma riqueza cultural enorme para oferecer. Quando contamos boas histórias, com verdade e emoção, elas atravessam qualquer fronteira. A receptividade tem sido cada vez maior, e isso é muito importante para o fortalecimento da nossa indústria.

WAVE – Além de “Deixe-me Viver”, você já possui outros projetos em desenvolvimento com potencial para circularem em festivais e mercados internacionais?
MÔNICA CARVALHO –
Sim, eu já estou envolvida em novos projetos. Atualmente, estou filmando um longa baseado em fatos reais, a história do atleta Roger Chedid, que traz uma narrativa muito forte de superação. É um filme com grande potencial emocional e também internacional. A ideia é continuar desenvolvendo projetos que tenham propósito e que possam dialogar com diferentes públicos, não só no Brasil, mas também fora dele.

WAVE – O Canadá possui uma indústria audiovisual consolidada e reconhecida mundialmente. Como você avalia a relevância do cinema canadense no cenário global e as possibilidades de intercâmbio com produções brasileiras?
MÔNICA CARVALHO –
O cinema canadense tem uma estrutura muito sólida e uma presença importante no cenário internacional. É um mercado que valoriza tanto a qualidade técnica quanto a diversidade de narrativas. Vejo grandes possibilidades de intercâmbio com o Brasil, principalmente em coproduções e trocas criativas. São dois países com potencial artístico muito forte, e essa conexão pode gerar projetos ricos, com alcance global.


Foto Mônica Carvalho: @monicacarvalhooficial
Photographer: @joystrotz
Beauty Director: @bymarcellocosta
Makeup:@manusmake
Hair: @emilypaulamua
Pink Corset & White Gown with Cape: @zorya_creation
Press: @marciadornellescomunicacao




Anuncie na Brazilian Wave Online!
Conecte a sua marca com a vibrante comunidade brasileira
e portuguesa no Canadá. Amplie sua Visibilidade!

Mais de 15 mil acessos únicos por mês
Público engajado, multilingue e em constante crescimento.

Fale com a gente: [email protected]

Advertisement