Entrevista com Sarah Arruda. Talento sem fronteiras

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Que os brasileiros têm criatividade no sangue, isso todo mundo sabe. Mas alguns transformam essa qualidade em profissão. É o caso da produtora criativa Sarah Arruda, reconhecida pelo seu trabalho na área multimídia.

Em entrevista concedida à Wave Magazine, Sarah fala de sua carreira internacional e apresenta o fascinante mercado canadense de produção de narrativas para a web.

Wave:  O que fez você enveredar pela carreira de produtora multimídia?

Desde pequena, sempre soube que queria seguir uma carreira na área criativa – isso sempre esteve presente em mim.  Mas acho que tive uma grande sorte de fazer um curso na universidade (Concordia, Montreal), que me abriu as portas para o lado multimídia da criação.  Me formei em jornalismo e comunicação, com foco em “documentary video, film and sound”.  Desde o começo da minha formação universitária, fui estimulada a trabalhar com diferentes meios e a ter uma formação aberta, media-agnostic, com relação a narrativas.

Wave:  No seu portfólio, há essencialmente projetos ligados ao mercado internacional. Você já realizou trabalhos audiovisuais no Brasil?

Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de trabalhar no Brasil, porque moro no exterior desde os 18 anos.  Mas estou sempre muito atenta aos novos talentos e projetos criativos que vêm do Brasil. Por exemplo, estou curiosa para ver o projeto transmídia Latitudes, da Alice Braga.  Adoraria ter a oportunidade de realizar uma coprodução com o Brasil no futuro.  

Wave: Antes de se mudar para Toronto, você trabalhou como produtora em Nova York. Existe um savoir-faire canadense ou esse mercado é um pot-pourri de conceitos e práticas já globalizadas?

Iniciei minha carreira em Nova York na área de publicidade e no HBO Documentaries.  Dois ambientes bem diferentes, mas ambos muito fast-paced.  Quando me mudei para Toronto, para trabalhar no National Film Board of Canada (NFB), senti que o ritmo aqui era diferente, com mais qualidade de vida.  Tive a sorte de vivenciar um momento especial no NFB, quando se apostou na transição do documentário tradicional para o documentário web.  Hoje, o National Film Board e o Canadá são líderes de categoria mundial na produção de narrativas para a web.

Wave Magazine:  Atualmente, você é produtora criativa da Helios Design Labs. Que tipo de trabalho você desenvolve no estúdio?

Como o nome já diz, a Helios é um laboratório de design, de inovação. Amo meu trabalho, porque é sempre variado, mas, inevitavelmente, sempre um desafio.  Na Helios, estamos expandindo as fronteiras da narrativa e experimentando tecnologias novas e atuais para contar estórias às pessoas através dos meios mais utilizados por elas, sobretudo a internet.   Todos os nossos projetos requerem muita imaginação e paciência – brincamos que nos tornamos mestres em sentirmos conforto no desconforto –, começamos cada projeto com a mente aberta. Temos uma gama variada de clientes, que vai desde o NFB à Filarmônica de Copenhague, passando pela Universidade de Harvard, por ONGs reputadas, por artistas e documentaristas. 

Wave:  Quais projetos desenvolvidos por você e sua equipe, nossos leitores podem conferir em breve?

Em outubro de 2013, lançamos o projeto OFFSHORE(http://offshore-interactive.com/), que é um documentário originalmente feito para a plataforma web. Esse documentário investiga o próximo capítulo da exploração de petróleo em alto-mar e é contado em primeira pessoa, através de uma plataforma de petróleo virtual. Estamos trabalhando com a Filarmônica de Copenhague num projeto interativo superinteressante também: the World Online Orchestra.

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Sarah Arruda no Twitter: @ArrudaSarah

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