Meu “Pet”. A chegada de um novo membro na família

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Sempre ouvi dizer que o melhor remédio para a solidão ou a depressão é ter um animal de estimação. Afinal, são fontes de amor e risadas diárias, e ainda ajudam a tirar muita gente do sedentarismo. Diante de um isolamento obrigatório e total, de tantos receios, muitas pessoas decidiram que era hora de aumentar a família ou ter, enfim, uma companhia (no caso dos que moram sozinhos). Unindo o útil ao agradável, algumas anteciparam o que era um desejo antigo, porém futuro, ou até mesmo algo inimaginável por conta da correria do dia a dia que era antes da pandemia do Coronavírus.

Mas 2020 foi um ano tão doido, tão intenso e incerto, que muitos abriram o coração para a chegada de um novo membro na família. E essa chegada resgatou a alegria de muitas pessoas que estavam precisando desse afago.

Pippa, uma vira-lata caramelo, que tirou a sorte grande. (Foto: arquivo pessoal)

Antenada em tudo que acontece ao redor do mundo e já prevendo o que estava por vir, a psicóloga Illyana Gurgel se antecipou ao se encantar por sua Pippa, uma vira-lata caramelo que tirou a sorte grande. “Quando vim morar sozinha, longe dos meus pais, senti muita falta de uma companhia, ficava muito sozinha mesmo, ainda mais com a pandemia. Comecei a procurar em grupos de adoção um cachorro que fosse porte pequeno por ser um apartamento. Nunca tinha adotado e queria que fosse uma fêmea. Olhei em vários grupos, pesquisei, conversei com pessoas até ver a foto dela, estava em uma clínica em Niterói e fui buscá-la na mesma hora. Eu nunca poderia imaginar como, na realidade, eu que acabaria sendo resgatada. Ficar sozinha em casa, longe da família e do namorado, em um momento tão louco como esse, teria sido uma tortura sem essa anjinha. Ela é minha alegria, companhia de todos os dias e parceirinha mais doce, engraçada e carinhosa da vida!”.

De fato, o ano de 2021 começou mais alegre, mais leve por conta desses novos membros tão especiais e que enchem a casa de afeto e pelos! E o Family Day, celebrado no dia 15 de fevereiro, ganha mais sentido do que nunca. Afinal, ter um animal de estimação, seja qual for o tipo – ave, tartaruga, hamster, gato, peixe, cachorro –, significa ter mais amor e alegria, os principais aditivos para se viver uma melhor qualidade de vida. Toda casa com um “peludo” torna-se um lar.

Tudo muda na vida de uma pessoa que resolve ter um novo amigo, o melhor amigo do homem, como diz o velho ditado. A vida passa a ter mais sentido, literalmente. Novas amizades surgem por conta de passeios que se tornam diários e obrigatórios. Digo por experiência própria, pois conheci muita gente legal desde que adotei o Bobby Ray, um “cockapoo” que vivia nas ruas de Copacabana. Seu espaço passa a não ser mais só seu, tem um novo dono, mesmo com todas as regras que você impõe. Suas roupas estão sempre com pelos, a casa já não fica intacta como antes, mas a intenção é exatamente essa, encher a casa de vida!

Diva, de oito meses, ganhou uma família só para ela. (Foto: arquivo pessoal)

Pais e mães não tiveram mais como alegar falta de tempo como desculpa para seus filhos que sonhavam em ter um bichinho de estimação. Aliás, foi a solução e a melhor decisão para muitas famílias, como no caso do casal Cristiano Junqueira e Betina Cupello, que resolveu que era hora de adotar um cachorro para seus filhos de oito e 11 anos. “As crianças sempre adoraram cachorro, sempre quiseram. Eu e minha esposa éramos a favor da ideia, mas queríamos que fosse mais para frente, com eles com mais idade para assumir algumas responsabilidades e cuidar do cachorro juntos. Mas, com a pandemia, eles isolados dentro de casa, sem escola, sem encontrar os amigos, até pela saúde mental deles, achamos que era o momento de trazer um cachorro para dentro de casa. Procuramos no site Adote Rio, não queríamos comprar tendo tantos que precisam de cuidado e carinho. Gostamos todos dela dentre muitos outros que vimos ali”.

Diva, de oito meses, alterou a rotina da casa e da família em alguns aspectos. “Por causa dela, a gente não pode passar o dia inteiro fora ou viajar nos finais de semana, como fazíamos antes. Eventualmente, quando vamos à casa de amigos e não podemos levá-la, temos que organizar alguém para ficar com ela na nossa ausência. Mas valeu totalmente a pena ter trazido ela para casa, ela é muito carinhosa, as crianças adoram e foi tudo maravilhoso.” – disse Cristiano durante um dos quatro passeios que dá com Diva todos os dias.