
Neste momento circunstancial para a humanidade, a mulher aparece como a esperança para alcançar um mundo mais compassivo. Certamente, a perspectiva feminina ainda não alcançou o poder mundial, mas ao menos já começa a dominar o mercado laboral. Tomara que não nos autodestruamos antes de chegar ao período em que a mulher dirija os rumos do mundo. É necessário seguir, pois estamos perto.
Tudo tem ciclos, e, desta vez parece que a humanidade patriarcal quer acabar logo com a vida na Terra. Se não é com a poluição da natureza, tenta mais uma vez com armas de destruição massiva, para ver se, por fim, consegue dar um jeito neste planeta (que é o único que temos). Pode ser que a mulher não seja muito diferente do homem, mas é necessário fazer algo para poder ter paz na Terra. Mas qual é o caminho que a mulher fez até aqui?
O Caminho da Educação
Desde os tempos em que não era comum que uma mulher fosse à escola, até o momento presente no qual ela tem amplo acesso à educação (em sociedades desenvolvidas), foi um longo caminho. Em muitos países, já há mais mulheres do que homens no ensino superior, e parece ser uma tendência. Isso está relacionado à maior participação na política e, inclusive, à maior presença em áreas tradicionalmente masculinas.
Com maior escolaridade e qualificação profissional, a mulher pode mostrar outros atributos intrínsecos de sua feminilidade que passavam despercebidos para o senso comum. Com maior visibilidade da mulher na ciência, na arte e nos esportes, ela pode reivindicar políticas públicas que protejam setores mais vulneráveis. E podem haver ações contra a violência de gênero e outros tipos de injustiça que a mulher sofre.
O Caminho do Trabalho
Assim como cresceu a participação da mulher na educação, por consequência cresce também sua participação no mercado de trabalho. E ela começa a aparecer em setores diversos, surpreendentemente também em setores competitivos, como tecnologia e liderança corporativa, além de outros segmentos onde tradicionalmente é requerida. Isso está relacionado a outro dado importantíssimo: a redução da pobreza extrema entre mulheres.
Mesmo com esses avanços, continua existindo uma diferença salarial retrógrada, como se fosse possível avaliar o potencial produtivo de uma pessoa por seu gênero. De qualquer modo, a conquista de um trabalho por uma mulher, ou por qualquer pessoa, significa mais que dignidade: significa autonomia econômica. Mas não é por isso, nem por nenhuma razão, que se deve sobrecarregar uma mulher.
Mudança cultural que a mulher traz
Podem se apontar transformações culturais e sociais que ampliam liberdade e autonomia, mas ainda se deve lutar por melhores condições de emprego e redução de desigualdades. Está comprovado que as mulheres ajudam a criar ambientes mais inclusivos e, em muitos sentidos, mais eficientes. Assim, quando o aporte da mulher é respeitado, o mundo deve ser, de alguma maneira, melhor.
Assim como a perspectiva masculina deu forma ao mundo, em todos os seus aspectos, assim também, com a ascensão da mulher, o mundo deve mudar de uma maneira muito profunda.
(*) Gustavo Prado é mestre em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética, Filosofia Moderna e Filosofia da América Latina.
Ver o índice dessa edição








Anuncie na Brazilian Wave Online!
Conecte a sua marca com a vibrante comunidade brasileira
e portuguesa no Canadá. Amplie sua Visibilidade!
Mais de 15 mil acessos únicos por mês
Público engajado, multilingue e em constante crescimento.
Fale com a gente: [email protected]





























