Encontro de ruivos em 2024 na Holanda é atração global

Este ano, o Encontro de Ruivos de 2024, na Holanda (Roodharigendag), está atraindo atenção global. Promete reunir milhares de pessoas com cabelos cor de fogo para celebrarem a sua herança única e compartilharem experiências.

O Encontro de Ruivos ocorre todos os anos na cidade de Tilburg e o propósito vai além da estética, abordando questões como os desafios de cuidados com os cabelos ruivos e o combate aos estereótipos. Ana, uma entusiasta participante, diz: “É incrível ver tantas pessoas com histórias diferentes, unidas por essa característica.”

O Reino Unido apresenta o maior percentual de pessoas com madeixas vermelhas, especialmente a Escócia, que conta com cerca de 13% da população com essa características. Apesar disso, o país com o maior número absoluto de ruivos é os Estados Unidos, com cerca de 6 milhões, ou seja, 2% de sua população.

Em Portugal, estima-se que mais de 100 mil pessoas têm cabelos ruivos naturais e muitas participarão do evento. No Brasil, aproximadamente 40 mil indivíduos ruivos se destacam, enquanto no Canadá, o número chega próximo a 80 mil, todos prontos para celebrar sua singularidade.

Durante o evento, estão programadas atividades diversas, incluindo desfiles de moda focados em cabelos ruivos e workshops sobre cuidados específicos da pele sensível. Palestras educativas abordarão temas variados, desde a genética capilar até a história cultural dos ruivos.

Além das atividades, o encontro proporciona um espaço seguro para discutir a discriminação enfrentada por eles, incluindo bullying e estereótipos na mídia.

Pedro, um dos organizadores, destaca: “Queremos que todos os ruivos se sintam valorizados e reconhecidos.”
A hashtag #EncontroDeRuivos2024 tem sido tendência nas redes sociais, onde pessoas compartilham fotos e histórias. Influenciadores digitais também ajudam a promover a conscientização sobre a diversidade de cabelos bem como a sua aceitação.

Para jovens ruivos, o encontro não é apenas uma oportunidade de conexão, mas um momento de pertencimento em uma comunidade global que celebra a diversidade.

Maria, uma adolescente brasileira participante, compartilha: “É incrível ver tantos rostos com cabelos como o meu, celebrando o que nos torna especiais.”

À medida que o Encontro de Ruivos de 2024 ganha destaque, espera-se que inspire outras comunidades a celebrarem suas características únicas e promovam inclusão e aceitação. Eventos como este são um lembrete poderoso de que a verdadeira beleza está na diversidade, independentemente da cor do cabelo.

Com mais pessoas se unindo à causa, o futuro para os ruivos parece promissor. O Roodharigendag 2024 não é apenas uma celebração, mas um movimento para criar um mundo onde todos se sintam valorizados por quem são, e não pela aparência.

Curiosidades sobre pessoas com cabelos ruivos naturais

Raridade em qualquer lugar do mundo, não é só na cor das madeixas que pessoas com cabelo vermelho se diferenciam. A mutação genética responsável pelo tom dos fios também age sobre algumas características como a sensibilidade à dor, a melhor absorção de algumas vitaminas e a semelhança com os pais. Conheça as curiosidades que giram em torno dessa pequena parcela da população mundial e veja se alguma delas se encaixa no seu perfil.

Por que os ruivos têm sardas?

Para uma pessoa nascer ruiva, é necessário ocorrer uma mutação genética nos receptores de melanocortina-1 (ou MC1R), responsáveis pela produção de melanina. Como há o aumento da concentração de melanina em algumas partes do corpo, surgem as manchas chamadas sardas, que sempre foram polêmicas, mas são cada vez mais aceitas.
Semelhança entre pais e filhos nem sempre acontece

Pais com cabelos escuros ou loiros gerarem uma criança ruiva é mais normal do que parece. Como o gene que define o rutilismo é recessivo, ele pode não se manifestar externamente, então quando uma pessoa que tem o gene, mas não é ruiva, encontrar uma outra na mesma situação, o bebê pode nascer com as madeixas vermelhas. Sendo assim, podem se passar gerações de morenos e loiros até que nasça um ruivo na família.

Ruivos sentem dor de uma forma diferente

Uma pesquisa desenvolvida pelo anestesiologista americano Daniel Sessler da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, revelou que em ruivos anestésicos fazem menos efeito e por isso a dor pode ser maior na cadeira do dentista ou na hora de tomar pontos. O estudo constatou que nessas pessoas são necessárias doses até 20% maiores de anestesia para alcançar os mesmos efeitos dos outros pacientes.

Segundo o site sciencenordic.com, ruivos também são mais sensíveis ao frio, mas em contrapartida são resistentes à dor aguda na pele. Pesquisas com uma substância chamada capsaicina, responsável por produzir uma queimação que imita a dor quando injetada na pele, revelaram que pessoas com rutilismo não sentem tanto os efeitos do teste quanto as morenas ou loiras.

Ossos e músculos mais resistentes

Ruivos ganham uma grande vantagem por ter a pele tão clara. Um estudo publicado em 2008 na revista Arq Bras Endocrinol Metab divulgou que mesmo em países tropicais como o Brasil cerca de 42% da população tem deficiência de vitamina D, substância sintetizada no corpo pela luz do sol. Como possuem a pele bem branca, os ruivos tem mais facilidade de absorver a luz solar e de desfrutar dos benefícios da substância, que envolvem a melhora da saúde dos ossos, do sistema imunológico e o aumento da força muscular. Um ponto contra é que peles tão sensíveis também são mais propensas a doenças como o câncer de pele e necessitam de bastante proteção antes da exposição ao sol.

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