Foto poesia Arara: se liga nas melhores de 2021!

Neste início de 2022, selecionamos as Foto-poesias mais visualisadas e comentadas pelos nossos leitores e assinantes em 2021. Roberto Solano é um autor que dá asas à imaginação e transforma fotos significativas em pura poesia. Então, para começar bem a semana...boa leitura!

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Imagem da face lateral de uma arara. As penas azuis e amarelas de intenso colorido e formas arredondadas contrastam com o bico preto, afiado e pontudo. O entorno dos olhos tem uma pele enrugada branca com três fileiras de pluminhas pretas que parecem  cílios de proteção. Em meio a tanta explosão de cores e texturas, o pequenino olho azul e cristalino da arara é a força da comunicação desta foto.
Foto poesia Arara. Texto e voz: Roberto Solano. Foto: Márcia Santos

Ouça a foto poesia Arara na voz de Roberto Solano

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Arara

Arara, arara, por que me olhas?
Teus olhos são perguntas
Os meus não respostas.

Arara, arara, por que essas cores?
Porque sou aquarela, do mato, Brasil
Porque divina sou.

Arara, arara, por que gritas tanto?
Pra te mostrar a verdade que não ouves
Pra te acordar humano sem cor e sentimentos.


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Sobre o autor: Meu nome de batismo é Roberto Solano Carneiro de Novaes, nascido e criado no Rio de Janeiro, filho de um casal Pernambucano que migrou para o sudeste. Já o meu nome no colégio era, simplesmente, Solano, lá no magnífico colégio de São Bento, onde a minha personalidade foi moldada pela disciplina e pelos estudos.

Nunca fui um bom aluno, preferia o futebol e os amigos, fiz a minha educação emocional nesse terreno fértil dos beneditinos. Lá eu tive um professor de português que me abriu para o mundo das letras. Com um pé na criação, no imaginário, me fez crescer flutuando nas possibilidades infinitas até eu ler João Guimarães Rosa, onde eu descobri a perfeição. Depois, me veio a poesia. Pelas mãos de um tio distante (Manuel Bandeira) e esbarrando no Carlos Pena Filho, fui achando meu cantinho literário.

Hoje, já aposentado da engenharia, me divirto criando personagens e escrevendo sobre outros que, afortunadamente, esbarrei na vida real. O que procuro é a emoção no mais simples possível: o riso leve, a leitura breve, o prazer do escrito, se possível nas estrelas.

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